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Para ficar com vontade de ir para o Egito

Essa é a propaganda oficial do ministério do Egito sobre o turismo no país. É muito bem feito, você fica com vontade de fazer as malas agora mesmo, fora que mostra diversos tipos de atração, seja para quem gosta de lugares históricos, cultura, praia ou só sossego. Claro, se você tem muita grana, pode ir em algum dos hotéis chiquérrimos que mostram.

O vídeo tem uma maquiagenzinha, óbvio, estilo Rio de Janeiro na apresentação das Olimpíadas, lembram, onde até favelas pareciam locais maravilhosos ehehe (por exemplo as três meninas de vestidinhos correndo e rindo na praia de Alexandria definitivamente não rola na vida real ahahaha) Mas acho que é válido, o Egito tem mesmo lugares fantásticos e na minha opinião, para turismo, não existe país no mundo que reúna tanta coisa linda para se fazer. Isso que nem mostraram o outro lado do país, com Siwa e Matrouh, que são menos desenvolvidas para o turismo estrangeiro.
Espero que gostem e viagem com essas imagens… (O vídeo está separado em três partes, não consegui achar uma versão inteira junta no youtube)

Num mundo globalizado, liberdade religiosa tem várias faces

Um dos temas que sempre debatemos por aqui e em outros blogs é sobre a liberdade religiosa no mundo atual. As pessoas tendem a se achar modernas, como temos internet, meios de comunicação à disposição e facilidade de viajar, pensamos que estamos livres, pelo menos nos pensamentos. Mas isso é uma doce ilusão.

Quase todas as pessoas tem uma crença e uma opinião sobre o que é Deus e qual a melhor forma de estar perto dele. Até os ateus, que dizem não ter Deus, tem que pensar muito em como negar, como falar, e até mesmo caem em contradição muitas vezes por não saberem negar algo e ao mesmo tempo não chamar os outros todos de burros. É sempre complicado se falar de fé e crenças.

E eis que ontem saiu a notícia de um guia brasileiro preso no Egito acusado de ter material religioso, como panfletos e Bíblias. A primeira consideração sobre este caso é que, até agora, a mídia não publicou nada de relevante, não se sabe qual a acusação real e formal e nem porque o sujeito que, diz ele, estava apenas visitando as pirâmides, foi preso. A regra número do 1 do jornalismo é dar sempre os dois lados, mas ainda não se deu nem metade dos lados neste caso.

Segundo, pelas leis egípcias, você pode professar sua fé que quiser, no país tem muitas igrejas e até sinagoga. Existem os feiticeiros também, gente que faz magia e vive nos grandes centros, como o Cairo, tenho uma amiga que é pesquisadora da USP e estuda justamente estas culturas locais lá com crenças bem diferentes do monoteísmo, Islã ou cristianismo. Ou seja, no Egito tem de tudo sim e com um certo grau de liberdade, pois os cristãos ocupam todos os tipos de trabalho, tem lojas, ocupam os mesmos bairros e estudam nas mesmas escolas. Não são obrigados a ver aula de religião islâmica e podem ter folga em seus feriados e no domingo, enquanto os muçulmanos podem ter folga só na sexta. Então muita calma na hora de sair metralhando o Egito neste quesito.

Mas sim, é um país majoritariamente islâmico, e alguns aspectos da cultura não são tão fáceis de discernimento para quem está acostumado com os moldes daqui. Lá não é comum casamentos entre religiões diferentes, as famílias – sejam cristãs ou muçulmanas – prezam pela preservação de seus credos dentro de casa e realmente não gostam de mistura. O que acontece é muitas vezes o egípcio se casar com uma estrangeira, mas como muçulmanos podem se casar com cristãs ou judias pela lei, não há problema legal para isso e muitas famílias aceitam bem, apesar de sempre agirem conforme seus costumes. Por exemplo, uma mulher cristã casada com um muçulmano, apesar de ter outro credo, provavelmente terá que obedecer o jejum do ramadan, para partilhar com a familia e se vestir de forma mais discreta. Aliás, vale ressaltar um ponto: a maioria das cristãs no egito se vestem como as muçulmanas, só que sem véu, não é bom para uma cristã lá também ficar se mostrando demais, entre os cristãos mesmo isso não é bem visto.

Mas voltando ao assunto do cara preso. Os turistas no Egito são super cuidados pelas autoridades policiais, pois é do que vive a maioria da população. Existem guardas vestidos de branco em tudo quanto é lugar, e se um dia você sofrer um abuso, basta denunciar. Assim como em qualquer área turística do mundo existem abusos, no Egito também tem quando se trata da relação vendedor-egípcio, mas se um dia você sofrer um problema, experimetne dar um belo grito e chamar o guarda, com certeza o egipcio vai se dar mal.

A questão é, que me parece muito estranho o cara simplesmente estar no Egito passeando, sem fazer nada, e a polícia prendê-lo. Se ele tinha folhetos e Biblias, no plural, é porque de alguma forma estava distribuindo isso, talvez de forma ilícita conforme as leis do país. No Egito você pode pregar sua religião como quiser, mas dentro dos templos, não se pode fazer isso no meio das ruas. Além do mais, por ser ramadan, é de extremo mal gosto se o evangelizador fez isso de alguma forma público, e certamente seria denunciado.  Eu particularmente não aprovo essa ideia missionária de alguns cristãos, não acho que é dever ficar batendo em portas e achando que só Cristo salva, de forma muitas vezes impositiva e chamando o resto de “demo”. É a mesma coisa que reclamar de liberdade religioso, mas chamo isso de imposição e invasão de espaço religioso.

Mas como muçulmana, eu acho que se queremos construir nossas mesquitas em outros países, se queremos distribuir livros em público, como está sendo feito aqui no Brasil por diversas entidades islâmicas, num trabalho que acho bem interessante, não podemos negar o direito dos cristãos ou de qualquer religião fazer isso em outros países islâmicos. A não ser na Arábia Saudita, onde realmente é nosso local sagrado e não cabe esse tipo de coisa, assim como eu não tenho o menor interesse de transformar o Vaticano num lugar islâmico.

Acho que cada um, no mundo de hoje, tem direito a seu espaço e sua fé, mas existem maneiras de se chegar nisso, em alguns lugares é mais fácil, como no Brasil, é só olhar a proliferação de igrejas que vemos como é fácil aqui falar o que se pensa e conquistar fiéis.  Já em lugares mais tradicionais, como no Oriente Médio, essa inserção não é tão bem vista, as pessoas prezam muito mais pelas suas tradições e religião, colocam no dia a dia o que praticam e concordo que seja até perigoso para um pregador tentar ficar falando e pregando em público algo diferente. O problema disso tudo, é que se distorce a questão da liberdade religiosa – que não existe nem no Brasil, nem nos EUA, nem no Egito e nem na China, etc – em uma questão envolvendo política, costumes locais e até xenofobismo em certos casos.

Infelizmente, muitos se aproveitam da religião, em diversos aspectos, para benefício próprio. Seja no uso do Islã como arma política e militar (na chamada Jihad, que em sua premissa básica não tem nada a ver com matar infiéis) ou na política evangelizadora que promete de tudo, até mesmo asilo político, para quem aceita Cristo. Infelizmente, em países como Egito e Irã, é muito comum muçulmanos “convertidos”, geralmetne de origem humilde, sem mtas perspectivas, se mostrarem convertidos cristãos e dizerem que são perseguidos pela mudança, para pedir asilo em outros locais, como sempre países de alto nível para os quais nunca conseguiriam um visto. E os cristão usam isso como propaganda, os muçulmanos acreditam menos ainda e problemas como o do guia no Egito, se repetirão para todo o sempre. Eu creio que realmente ele pensa que estava fazendo algo certo e divino, mas o mundo não é um conto de fadas, assim como eu aqui no Brasil enfrento diversos desafios acerca da minha religião, e até do demo já fui chamada, por também um evangélico…. contradições da nossa vida, difícil é fazer para os outros, o que esperamos que façam conosco, pois a tendência é de acharmos que só nós temos a razão.

Comparações entre Egito e Brasil segundo a Newsweek

A revista americana Newsweek soltou um ranking muito interessante dos melhores países para se viver estes dias. O Brasil ficou na vergonhosa 48 posição (sim, porque com nosso nível econômico, acho esse número muito ruim) e o Egito, na 74 posição.

O ranking levou em conta saúde, educação, violência, economia e até liberdade política em consideração. Quem quiser ver o ranking completo e ir comparando entre os mais diversos países, é só entrar aqui. Ah, o primeiro lugar ficou com minha amada Finlânia :-)

Egito Brasil
Expectativa de vida 60 anos 64 anos
Taxa de alfabetização 71.7% 88.7%
Mortes violentas por crimes e drogas a cada 100 mil habitantes 1.2 29.2
Liberdade política (quanto mais alto o nº, pior) 5.5 1.5
Receita per capita US$2.070 US$8.070
Desigualdade social (mais próximo de zero, melhor) 32.1% 55%
Desigualdade entre os sexos (quanto mais próximo de 1, melhor) 0.586 0.669

Um dos dados que mais me chamou foi o da violência. Apesar do Egito ficar atrás do Brasil na maioria dos outros pontos, os números de mortes no Brasil é bem chocante.

E vocês, o que acharam?

Conversa de egípcio

Hoje Musta recebeu visita de um amigo egípcio aqui e estavam falando da vida no Brasil x Egito, aquela coisa de sempre que rola com os expatriados.

Eu, intrometida que sou, me meti na conversa e falei pra eles me explicarem porque os egípcio são a maioria “enrolões” na internet, que vem com aquele jeitinho tudo meigo de habiby, meu amor, casa comigo (em dois minutos), eu te amo, você é minha vida, quero o ar que você respira, bla bla bla…

- Todo homem egípcio quando fala com uma mulher vem com esse jeitinho meigo no começo.  Mas depois que casa é tudo igual, não importa se é do Brasil ou do Egito. – respondeu.

- Mas porquê?

- Por que com a mulher egípcia você tem que ser assim, fica todo meigo atrás dela uns dois meses só pra ela olhar para sua cara e talvez conversar com você. – completou o amigo.

- É, lá não é fácil nem conversar, só que aqui os egípcios falam algo desse tipo e a mulher já apaixona no mesmo segundo. – explicou Musta,

- Então é muito fácil mesmo a mulher daqui. Ela logo está te mandando fotos, se mostrando na web cam. – explicaram.

Aí eu completei:

- Ah, então aí eles ficam com aquela história de que estão em casa, mas podem estar muito bem numa lan house, e a menina fica se mostrando e tem 20 carinhas atrás olhando e babando, porque a mulher de lá não faria isso.

- Exato. – responderam.

****

É isso aí, pesquisando porque tem tanto egípcio na internet e tanta mulher apaixonada por aí fazendo loucuras sem perceber a diferença cultural e o que o amor é pra gente, pode ser outra coisa para eles…. A conversa foi longe, depois conto mais.

Fui buscar o amor no Egito !

Depois eu escaneio certinho pra dar para ler melhor eheheh

ADOREI!!! Espero que vcs também :)

Acho que o que vale na vida é isso, buscar nosso amor, esteja onde ele estiver!!!

Explorando a cidade de Santos

Só por curiosidade, tem algum leitor de Santos/São Vicente por aqui?

Considero a baixada como minha segunda casa aqui no Brasil. A-D-O-R-O, apesar de quase nunca pisar na areia… ehehe quem disse que gostar de praia é se esturricar na areia :-D

Eu gosto de sentir o cheiro do mar, descer a serra e sentir aquela brisa gelada vinda da floresta, ver as nuvens passando pertinho e andar sobre as pontes altíssimas da estrada mais bonita do Brasil (sim, eu acho!!).

O único problema é que eu acho longe para ir toda semana, e um pedágio de quase R$ 18 por uma passada só, é de matar!!

Muita gente me pergunta se eu vou a praia. Como se o fato de eu ter uma religião me impedisse de curtir as coisas e aproveitar bem tudo que gosto e a natureza nos dá. Sim, eu não uso biquini nem maiô, quer saber como eu nado, caso eu queira? De roupa ué. No Egito ainda tinha o chamado “burquini”, que de burca não tem nada ahahaha É só uma roupa com tecido especial pra água.

E que se dane quem olhar ou achar estranho. Minha mãe fala que tem vergonha, mas eu nunca tive problemas com minhas escolhas, e esta é das mais fáceis, acho super saudável não precisar me expor, mas isso é só minha opinião (o pessoal pode ficar pelado  do meu lado que não vou olhar nem falar nada, cada um faz suas escolhas). Sim, eu acho 10 vezes mais confortável nadar de roupa do que biquini, e venha viver minha vida quem achar o contrário. Cada um na sua, não sei porque é tão difícil às vezes para as pessoas simplesmente deixarem cada um ficar como quer.

Bom, mas voltando a Santos. Vou aproveitar ao post para dar dicas para quem mora em Sampa e não conhece muito, ou continua achando que a praia de santos é feia e por isso não vale a pena ir para lá. Primeiro, a vista é estilo rio: montanhas + cidade + mar. Claro, não tem o Cristo, mas pra quem olha da sacada dá quase na  mesma vai (vixe, os cariocas vão me matar).

Santos é praia, mas tem tudo que SP tem. Tem shopping, tem cinema, tem pizza de qualidade, tem sushi e tudo o mais. Ah, tem trânsito também. Para quem gosta de ter os confortos da cidade, com uma vista fabulosa e gostinho de maresia.

Não sou de areia, nem de tomar sol. Acho isso chato. Gosto de fazer um bom almoço e olhar a praia da janela, de longe, sem ninguém me ver enquanto eu observo tudo. Difícil eu pisar na areia, no máximo ando de barco quando quero ver as coisas mais de perto.

Adoro peixe, faço a festa no mercado que fica na ponta da praia. Sempre rola camarão gigante pela metade do preço que compramos em São Paulo. E alexandrino dos bons como meu marido, é perfeito na cozinha quando se trata de frutos do mar, pois na cidade dele come-se muito peixe.

Dicas da cidade:

- comprar peixes no mercado da ponta da praia.

- Fazer um passeio de escuna, perto do pier na ponta da praia. Custa R$ 15 por 1h30 e quem gosta de nadar, eles sempre passam nas ilhas próximas, onde o mar não é tão poluído pelos navios (ah, santos tem o maior porto da America Latina, então espere um trânsito básico de navios por ali sempre). O passeio vai até o porto, que eu acho a parte mais doida, se você der sorte e passar um cargueiro do seu lado, pode ter certeza que vai ficar com medo!)

- Vá na feirinha de domingo do Sesc. Quem não gosta de ver esses badulaques? Tem muito artesanato, não só as coisas made in China.

- Almoçe um dia no Gonzaguinha de São Vicente ou perto da ponte pensil. Eu gosto da canta Maria para comer peixe e para curtir algo romântico tem o Mar e Bar (mas infelizmente eles têm inventado umas festas com música ao vivo que me expulsou do local).

- Pizza da Coquimbos!

- Fazer um tour da cidade. O mini-ônibus te leva pra tudo, e você pode usar o dia todo. Faz o percurso histórico e passa nos locais mais legais, como orquidário, aquário e bondinho.

- Visite a vila de São Vicente. Era um lugar muito bacaninha quando lançaram, uma vila que retrata como era São Vicente no passado. Pra quem não sabe, SV é a primeira cidade do BRASIL! Anda meio largado, da última vez que fui não estava bem cuidado, uma pena! Essas coisas de cultura no Brasil o governo geralmente abandona depois de um tempo.

- E para finalizar, outra dica de comilança. Mas só vale de segunda a sábado. Existe um restaurante maravilhoso, que chama Paquito, no centrão velho da cidade. Fica na esquina de duas avenidas grandes (Av. São Francisco, esquina com a Av. Senador Feijó) e de fora parece um botecão que eu normalmente teria medo de entrar. Mas eis que existe uma portinha secreta do lado, bem pequena mesmo, que dá entrada para um mundo paralelo. O lugar é pequeno, abarrotado de mesinhas e somente um senhor grisalho, de cara fechada e mau humorado, te indica onde vc senta. Ele te dá um menu escrito a mão e mal fala com vc, do nada serve uns antepasto e vc ainda meio desconfiada, em meio a posteres do PT e do Santos, faz o pedido de um camarão ou uma paella espanhola. O prato vem e SURPRESA! Vc está num dos melhores lugares de Santos. E detalhe, ele não cobra entrada, serviço nem sobremesa. Ou seja, vc come muito bem, por muito pouco. Imperdível. O Paquito, o sr. grisalho, trabalha sozinho servindo as mesas, apesar da cara fechada, o serviço é de primeira!

Vista 100%. Meia Meia, como diriam os egípcios!

A estrada e as pontes gigantes

Musta no porto

A serra e o mar. Vista de um lugar secreto ehehe

Comida de Alexandria, feita pelo Musta só em Santos :-)

Movimentação política começa no Egito

Pra começar, três charges do excelente Tarek Shahin para vocês sentirem o clima do Egito no momento, quando falamos de política (para ver maior, clique em cima):

Agora, um resumo do que acontece no Egito:

- O sr. Hosny Mobarak, atual presidente (cof, cof, pq eles não gostam da palavra ditador) está no poder a míseros 29 anos. Seus maiores feitos enquanto eu estava no Egito era subsidiar o pão “de areia”, conhecido como Aesh, e espalhar fotos dele grandonas, principalmente perto dos postos militares para embelezar as cidades. Tá, alguns egípcios engolem ainda o tiozinho aí porque ele não se meteu em guerras em todo esse tempo, apesar da tensa região em que está situado. Ali, qualquer espirro é motivo pra umas bombinhas.

- Em 2007, quando eu tava no Egito, fez um plebiscito muito dos malandros para aumentar o controle sobre a população, que prontamente votou “SIM” para as mundanças. Veja a reportagem que fiz na época aqui.

- Ele era do exército antes de se tornar parte do executivo governamental, de família humilde. Hoje ele e sua prole – inclusive o potencial futuro presidente, seu filho Gamal, são uma das famílias mais bilionárias do Oriente Médio. Sabem fazer “negócios” bem, né? Devem ter aprendido aqui no Brasil.

- Em 2011, acontece no Egito eleições presidenciais. Tá, vocês entenderam que o país não é assim, digamos, muito livre nas votações. O filho do Mobarak, como já disse, vem sendo a vida todo preparado como potencial sucessor, até amigo do Obama ele já é. Mas depois de 29 anos, fazer o povo engolir um novo ditapresidente não é mais tão fácil. Os egípcios estão cansados, existe o Facebook, existem disputas políticas internas. Então, pela primeira vez nesse tempão todo, eleições “reais” estão sendo prometidas para o povo.

- Eis que, neste cenário, desembarca no Egito uma das suas figuras mais conhecidas no mundo de fora: Mohamed el Baradei, que foi presidente da agência internacional de Energia Nuclear da ONU durante vários anos. O cara é respeitado, ocupou um cargo importante e tal. Chegou no Egito fazendo alvoroço, dizendo que vai se candidatar. O povo fez wowwwww, sangue novo no pedaço, vamos todos votar no novo tiozinho!!!

- Mas o Egito tem leis que podem ainda amargar esta candidatura (nas últimas eleições eles simplesmente inventavam qualquer coisa e botavam os candidatos na prisão, mas se meter com um ex-ONU não vai ser tão fácil). Ele precisa de base política, um certo número de senadores e deputados do parlamento o apoiando, e isso que vai ser difícil encontrar. Já existem partidos historicamente oposição no Egito, que também querem o poder, como os Irmãos Muçulmanos – que não têm 100% de aceitação local e internacional, já que instaurar uma legislação secular num país que também tem muitos cristãos também não pode dar muito certo.

- El Baradei, apesar da boa vontade, não tem experiência nenhuma política e pegar na mão um “trambolho” como o Egito, na situação que está, exige muito gás. Não estou falando mal do país, apenas quem mora ou já visitou o lugar entende que os desafios são gigantescooooooooos. O Brasil também é terceiro-mundo, mas muita faxina já foi feita aqui, no Egito um novo presidente tem que começar praticamente do zero para organizar a sociedade civil. E o Baradei não é nenhum jovem, está quase nos 70 já.

- Enquanto Baradei acaba de chegar no Egito prometendo mil coisas, o Mubarakizinho (filho do presidente atual) já tem mil planos abertos para a população,  é jovem meio galã e tem toda a máquina política a seu favor. No entanto, entre os  pró-governo existem divisões, sendo que o ex-ministro da defesa, se não me engano, é um possível candidato também a ser apoiado. Vou checar depois mais detalhes desta história.

Resumo: vai ser um ano divertido e fantástico de se acompanhar para quem gosta de política. Será que veremos o fim de uma ditadura? Será que o Egito soltará de algumas de suas amarras? E, a pergunta mais importante, o que esse presidente vai fazer para garantir  o Egito na Copa do Brasil de 2014 (eheheeheh)?

***

ps. a promoção continua rolando…

Coisas da vida (relembrando posts antigos)

Pra quem vive pedindo a senha pra ler os posts antigos, hj tornei público uma postagem bem antiga, somente pra relembrar que estas histórias estão se repetindo, como aconteceu a Jarid agora (leia o post dela aqui):

http://egitoebrasil.com/2008/08/14/casamento-no-egito/

Boa leitura!

ps. depois dessa história, vi mulher se humilhando muito mais ainda por causa de homem, Auzo Billeh, Deus salve essas pessoas.

Promoção no blog: ganhe lenços e papiro!

Tive uma idéia pra animar a comunidade virtual, divulgar meu blog e, ao mesmo tempo, premiar alguma leitora sortuda!

Como gosto de interação, a brincadeira vai ser a seguinte:

Vou dar o selinho “Esse blog é faraônico” para todos que estão na minha lista e quem mais me pedir aqui nos comentários. Para poder participar, a leitora(or) terá que publicar em seu blog o selinho e indicar mais 3 pessoas pra participar da brincadeira!

- Envie o selinho para, pelo menos, três amigas.
- Responda a pergunta: Você acredita que um amor verdadeiro pode começar na internet?
- Venha neste post avisar que postou no seu blog, q seu nome entrará na lista do sorteio. O prêmio será um lenço do Egito e um papiro.

Além disso, para minhas leitoras que não tem blog, vou sortear um papiro pequeno paras as melhores respostas às perguntas e histórias contadas aqui. Vou colocar todas para votação, e quem for mais votada leva!

Por enquanto, esta promoção vai valer por 7 dias, mas o prazo pode variar um pouco conforme a participação durante o carnaval, não sei se o povo todo vai viajar e ficar sem ver os blogs!

Eu vou colocar a foto dos prêmios hoje de noite!

Lista de convocadas:

Blogroll

Brasileiras + gringos

História doida da minha vida

Ontem peguei um taxi, falei do Musta. Desci do carro e o cara já sabia até falar “salam aleikom”. Fui na loja comprar terno pra ele, a camisa era de algodão egípcio e, lógicooooooooooo, falamos que ele era egípcio e veio a enxurrada de perguntas.
Aí vou num evento, começa o papo sobre vida, família e crianças. “Meu marido é egípcio!” — ohhhh, vem a exclamação recheada de perguntas.

Porque eu falo tanto disso? Pra qualquer um? Acho que até se eu ficar na janela um dia e alguém dar um bom dia em 3 minutos já contei toda minha história. A-D-O-R-O! Será que é ego ou mais uma das minhas doideras?

Só sei que gosto e continuo falando disso, mesmo três anos depois de casada. E agradeço vcs que ficam aqui ouvindo minhas coisinhas :-)

Até com o Musta quase todo dia eu falo: “Nossa, mas a gente fez tudo aquilo mesmo?” “Será que é verdade o que aconteceu?” “Meu (ele odeia que chamo ele de meu), a gente era louco né?”

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