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Amor aos animais
Todo ser vivo que divide este planeta, divide com nós o mesmo ar, a mesma terra, a mesma água. Eles sofrem, ficam felizes e sentem fomes como nós. Não é porque somos poderosos ou temos máquinas, que é nosso direito deixar de cuidar ou de respeitar os animais. E se você tem um bichinho em casa, ame-o, cuide dele, saiba que um animal de estimação é companheiro para vida toda, não é brinquedo nem enfeite.
Eu tenho dois gatos adotados, são vira-latas. Quando eu adotei o Tito, o primeiro, só sabia como ele era pelo anúncio de internet. E no segundo dia dele em casa, após passar o medo, eu vi que a personalidade dele era difícil. É um gato brigão, marrento, pidão, sem educação mesmo. Mas é divertido, falante, responde até quando eu falo o nome dele com um “miau-miau” que só ele faz. Quando está cansado de aprontar, se enrola nas minhas pernas e dorme do meu lado.
Eu posso estar muito brava com ele, querer mandá-lo para aquele lugar quando ele quebra algo meu (copos já foram mais de 15), mas é só eu ver aquela carinha de louco dele que me derreto toda. Sinto muito amor, não tenho como explicar, por uma vidinha que eu nem consigo compreender, pois ele não fala minha língua. Sempre achei doente quem tinha fixação por bicho ou tratava animal como gente, mas eu agora chamo o Tito de filho e agarro ele como se fosse um bebê. Apesar de todas as besteiras que ele faz, não consigo parar de gostar e cuidar dele.
Como ele está doente, hoje levei-o ao veterinário. Mas lembram que eu falei que o Tito é bravo? Segundo a descrição da veterinária, ele é “praticamente uma jaguatirica”.
Pra resumir a história, foram três tentativas para dar a vacina nele. Sendo que em duas sangue escorreu até no chão. Não, não do Tito, era sangue meu e do assistente da veterinária, levávamos as bordoadas dele sem dó. Tito parecia um leão. Depois de meia hora e muitos cortes, sendo que ele derrubou quase tudo do consultório no chão, mudamos a tática e a veterinária decidiu anestesiá-lo. Enfim, tomou um sossega-leão pra poder ser vacinado, pode uma coisa dessas?
Eu estava morrendo de raiva e vergonha já dele naquela hora, com dor e cansada de lutar. Ele estava com muito medo, eu sei, mas era pro bem dele.
Mas foi eu ver as patinhas dele trançando e ele caindo no chão molinho, que meu coração apertou de dó. Corremos e demos as vacinas e Tito – “the lion”, mesmo anestesiado, rosnou. Foi preciso nós três segurarmos, pois mesmo grogue ele era uma ameaça.
Resultado:
Mas porque eu tô contando tudo isso: porque quando adotamos um animal, temos de estar preparados para a personalidade dele, que pode ser muito difícil como a do Tito. E isso não é justificativa para abandono ou maus tratos, como já vi muitas histórias. O gato ou cachorro só mordem quando se sentem ameaçados, por isso antes de jogar um bicho na rua, lembre que eles também sentem e sofrem, e não merecem ser visto apenas como mercadoria ou um boneco! Eu sempre penso que, graças a Deus, fui eu quem adotei o Tito, pois outras pessoas poderiam não suportá-lo e abandoná-lo. Mesmo sendo difícil achar um veterinário que também o trate com amor, mesmo ele sendo tão violento, eu consegui domar essa ferinha. E ele domou meu coração.
Para adotar animais, veja estes links:
- www.adoteumgatinho.org.br
- www.pea.org.br
De volta à vida normal
Tem alguém aí? ehee espero que sim, pois voltei hoje as minhas atividades normais, inclusive bloguísticas…
Tirar férias é sempre bom, ficar sem horário pra nada, sair em São Paulo em plena terça-feira de tarde e descobrir que tem mais um monte de desocupados no shopping, ficar até de madrugada zapeano na TV sem medo de ter que acordar cedo no dia seguinte… acordar ao meio dia, pular o café da manhã e almoçar às 17hs…
Quando a gente volta, porém, cai tudo por terra e vemos que não passou de uma ilusão, que ser milionário deve ser muito bom mesmo e que a gente só trabalha todo santo dia esperando esses míseros 30 dias (ou 20, se vc pensa na grana e ainda vende 10 dias de seu descanso) em que não fazemos nada e gastamos sem pensar. Tirar férias é como ser rico de brincadeirinha, mas quando voltamos pro escritório, o sentimento é sempre esse:
Mas eu sempre gosto de começo de ano. Bem ou mal, faz a gente refletir no quer de diferente, no que vamos mudar e traçar novas metas. Quem nunca começou dieta em janeiro? Afinal, é quando nossos ânimos se renovam, colocamos uma pedra em tudo de ruim que fizemos antes e temos chance de recomeçar. Eu ainda não descobri como ter este tipo de energia em outra época do ano, por isso aproveito este janeiro para fazer minha lista de ambições para 2010 e as estratégias que preciso seguir.
E finalizo com um poema de Drummond:
“Receita de Ano-Novo”:
“Para ganhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem que merecê-lo, tem que fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o ano novo cochila e espera desde sempre”.
Tristeza tem prazo de validade
A nossa vida nem sempre é tão fácil quanto queremos. Por vezes enxergamos possibilidades e tentamos ir atrás delas, mas nem sempre temos uma resposta positiva. Acredito que o importante é tentar.
Pode ser que uma porta se feche para você, mas existem diversas outras abertas esperando uma atitude sua. A porta mais atraente e aparentemente fácil de ser conquistada, às vezes, é a mais difícil de ser aberta. Não porque você não seja competente ou não esteja apto, apenas porque por ser fácil demais e te oferecer demais, muitos a tentam ao mesmo tempo. E não há espaço para todos, a maioria fica de fora.
Acho que existem muitas formas de se chegar ao mesmo fim. Alguns precisam de mais esforço para alcançar o que outros obtém na pura sorte. E se você não conseguiu algo baseado no acaso, reflita nas outras possibilidades e vá atrás se realmente quiser aquilo. Ou você só desejava algo por ser fácil? A vida não é assim e nada cai do céu. Ou seja, mãos à obra, levante a cabeça e deixe a preguiça de lado: batalhe pelo seu sonho, pois mesmo se não o concretizá-lo ao fim, com certeza terás ganho muito mais no seu caminho do que se estivesse parada esperando sentada pelo que tanto quer!
É normal que uma batalha perdida te deixe triste. Derrame umas lágrimas, fique com vontade de esmurrar alguém. Mas não tenha vergonha de não ter sido desta vez, solte seus sentimentos e durma. Quando acordar, esqueça de tudo aquilo e parta para próxima. Eu não deixo a tristeza andar comigo por mais de 24 horas e assim tenho sobrevivido muito bem durante 26 anos. Nas minhas memórias guardo só vitórias – não porque elas são o resultado da maioria das minhas tentativas, mas porque uma das maiores perdas de tempo do ser humano é a lamentação. E só tenho essa vida na Terra, sou um relógio que pode parar a qualquer segundo. Pode ser amanhã ou daqui alguns anos, mas sei que meu tempo é finito. E não quero desperdiçá-lo com as coisas ruins que, inevitavelmente, passam por nossas vidas.
Bom final de semana!!!

Eu por exemplo gosto de lembrar do Tito assim, quietinho e bonitinho numa foto como essa... não que ele me morde, rouba comida, joga areia suja no chão e mia no meu ouvido às 7hs da manhã
2009 vai se acabando…
Mais um ano se aproxima do fim. Não tem como chegar em dezembro, ver o ano novo e não parar para pensar no que fizemos de bom, se aquele ano valeu a pena ou não. Eu já tive anos bons e ruins, anos misturados, anos que eu perdi à toa por causa de bobagens minha. E se cheguei a alguma conclusão em 2009 foi a de que vida é curta demais para se perder tempo com coisas passageiras.
Em alguns momentos é claro que bate aquela agonia por não saber como resolver determinado problema, mas aprendi a viver com menos peso no ombro e a dar valor ao que realmente importa, como meu amor, minha família, amigos e meu bichos. Coisas que não são mensuráveis em reais ou dólares, mas que representam o tesouro de uma vida.
Conheci gente rica e pobre, alguns felizes outros não. Descobri que aquela lei de que dinheiro não traz felicidade é bem verdade – mas que com uns trocados no bolso as coisas fica bem mais fácil, claro! :d E eu fui ficando mais feliz a cada dia que passava, sem necessiariamente ter grandes feitos em 2009. Não fiz nada de anormal, não fui promovida, não ganhei prêmios, não viajei muito e nem fiquei mais rica. Se a gente só tomasse nosso sucesso por estas conquistas de trabalho e materais, 2009 seria um ano perdido para mim, então.
Mas é agora no fim dele que percebo que nunca fui tão feliz na minha vida, como as coisas parecem estar perfeitamente engrenadas, como o mundo faz sentido. Aprendi a não viver do passado, muito menos de ficar na expectativa do futuro, de coisas que não possuo ainda. Sonho com o palpável, não perco noites pensando que alguma sorte grande vai me cair do céu.
Aprendi a encontrar tudo o que preciso dentro da minha casinha pequena, sem precisar do mundo lá fora. Não me falta espaço, não preciso respirar, nem dar uma volta para arejar idéias. Encontrei a paz comigo mesmo e em meu lar e isso em si já é uma das maiores vitórias da minha vida. Por isso, 2009 passou placidamente, calmo e perfeito. Foi um ano fantástico.
Pensando sobre religião
É engraçado como a procura por nossos antepassados é instigante. Sejam os cientistas, loucos por teorias da evolução; filósofos, para os quais a existência começou com a alma e a razão; ou religiosos, que nos fazem nascer do barro. Eu, reles mortal, patinava em tudo isso em busca de razões. E à medida que mais me procuro, menos sei de mim mesma.
*
Existiu um tempo em que eu não entendia a religião, os credos e porque deveria confiar no que os homens me falam. Esperei ver um milagre na minha frente, fui em retiros e achava que ia ver Jesus passeando em alguma nuvem. Pedia alguma prova, mas depois ficava com medo de algum santo me aparecer de noite e me dar um susto. Falava para Deus então que eu não queria ver nada não, muito obrigada.
Aprendi sobre a ciência, li de cabo a rabo um livro sobre os dinossauros. Pensava em como o mundo poderia ter tido tudo aquilo, como espécies desaparecem. Ouço falar no fim do mundo, no aquecimento global, na volta de um profeta. Queria saber onde está Deus, fazia as perguntas básicas da filosofia: de onde vim, para onde irei?
Mas depois de viver perdida neste mundo, encontrei alguém que me tirou a poeira dos olhos e libertou meu coração. Algo inexplicável nos uniu mais do fisicamente. O que inquietava meu coração simplesmente sumiu. Aprendi novas coisas, um olhar diferente sobre Deus e vi lógica no mundo. Não, não virei criacionista. Muito pelo contrário, com a fé renovada vi muito mais sentido nas explicações da ciência, entendi a mágica dos buracos negros, a magnitude dos instintos animais e a ordem suave e constante da natureza. Se existe algo que nos deu origem, uma evolução da espécie, nada disso poderia acontecer sem um ponto inicial. É Deus que iniciou nosso processo de existência, sem Deus, mesmo com a evolução e mil Darwins dando ordens, nunca chegaríamos ao que somos hoje. Existe algo além do que podemos explicar dando sentido a todas as mudanças e a evolução não pode ser apenas do acaso. Ou por acaso nos tornamos humanos? Por um simples capricho da sorte estamos aqui, temos sentimentos e pensamos? Impossível. Não sei como os ateus sobrevivem a estas questões tão simples.
Vejo na ciência e religião complementariedades, não disparidades.
Um sorriso me escapa a cada vez que descubro mais coisas do nosso mundo e do universo. Já ouvi falar de massa negra tapando buracos no universo, da física que nos mantém grudados ao chão. E vejo coisas tão simples e grandiosas ao mesmo tempo, uma gota d’água evaporando na frigideira, uma brisa tocando meus cabelos. A cada mistério, em cada nova pergunta, só consigo enxergar a existência de Deus.
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Minha fé não veio apenas na forma. Ser muçulmana não significa apenas vestir certas roupas, rezar com a testa no chão ou dizer Salam Aleikom. Ter fé é sentir, estudar, buscar conhecimento que vai além de normas e regras a serem seguidas. Não me adianta de nada decorar mil hadiths ou dizer que sigo a sunnah, ir até Mekkah e chorar em frente à Kabbah se faço tudo sem entender que, acima de tudo, as provas de que Deus é grande – Allahu Akbar – estão no meu dia a dia e em qualquer lugar. E para exergar isso não existem métodos ou regras, é algo que nasce dentro da alma.
Não, não estou renegando nada, nem dizendo o que é ou deixa de ser obrigatório. Mas acredito que só vou deixar de ler notícias com menos preconceitos e piadas em relação a nós quando os próprios irmãos muçulmanos deixarem de pensar apenas na forma, nos julgamentos que fazem e nas desculpam que vivem criando para cometer abusos, e passarem a se focar no mais importante, em Deus.
(e o pior é pensar que o que escrevi hoje, para alguns muçulmanos será de ofensa grave.)
Sumidouro
Gente, sei que estou devendo vários post… quem passa aqui todo dia e não encontra nada deve estar ficando bravo comigo
Mas estou atolada no trabalho, vou sair de férias no ramadan (UEBAAA!!) e estou tendo que correr para não perder os prazos, senão eu não consigo parar de trabalhar no dia planejado ehehehe
E como eu trabalho justamente escrevendo e escrevendo muitoooooo, textos enormes, técnicos e reportagens, meu cérebro fica meio sugado e tem horas que não consigo escrever mais nada, nem sobre as coisas divertidas do blog. Mas juro que logo eu volto, semana que vem acho que vai dar para postar mais
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Mas já que estou aqui vou deixar uma mensagem. A gente precisa celebrar mais a vida, ter mais humor e ser feliz sempre!!!! Sabe aqueles dias que a gente acorda sorrindo, faz as coisas dançando e cantarolando? Eu ando meio assim, sei lá o motivo exato, mas mesmo diante dos problemas da vida, vejo que só tenho que agradecer… E essa música embaixo explica bem o que sinto e é a típica música pra sacudir os ossos:






