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Mais do mesmo: novela O clone

Estava com Musta ontem de noite vendo Passione (ou seria Chatiacione?) e estava contando pra ele que tinha feito uns posts sobre a novela O Clone, e que tinha falado que uma pessoa me contou que tinha um cena do cara com três esposas, cada uma com um filho.

Musta fez aquela cara de sempre dele, de desdém total em relação às minhas fofocas novelísticas, querendo dizer que não ia nem perder o tempo ouvindo esse tipo de assunto (Musta não discute religião, nem cultura, ele simplesmente IGNORA essas coisas – será eu ou ele que está certo? ehehe).

Pois bem, depois de ignorar meu assunto super empolgante, voltei a ver a televisão e estava passando a novela. A única parte que ele gosta é quando vem a Jéssica (não vou dar muitas explicações, mas ele compartilha com ela muitos pensamentos sobre as coisas em São Paulo ahahah) e o Berillo. Aí mostrou que ele engravidou a esposa e a ex-esposa ao mesmo tempo. Então ele fala:

-Ué, falam tanto dos muçulmanos, mas quando é assim todo mundo acha engraçado? O homem pode trair uma, ficar com duas sem assumir seus atos, e ninguém fala nada ohh coitadinha das mulheres, como estão sofrendo? Por que quando é uma muçulmana que está com um marido com mais de uma esposa têm que ficar enchendo o saco, sendo que se fosse o caso o cara tem que casar com as duas, prover tudo para as duas, assim como ser dedicado?

Fica a pergunta…

As recompensas de se ter um blog

Quando recebo uma mensagem destas, como a da leitora Joyce, vejo que isso aqui continua valendo muito a pena:

 

“Marina, eu queria te agradecer, pela indicação da mesquita do Pari, já estou frequentando há mais de um mês, fui muito bem recebida , obrigada mais uma vez pela indicação, foi muito importante pra mim,  obrigada.

Eu já estava pesquisando há mais de um ano entao tudo foi bem pensando, porque eu levo isso muito a sério  e estou muito feliz com a minha decisão e voce tem uma parcela, pq lendo seus post eu me encorajei a ir em uma mesquita.

Voce nao tem ideia de onde o seu blog chega o que os seus post alcançam. E eu sou muito grata por vc dividir um pouco da sua vida com os seus leitores e muitos deles me ajudaram, me vi em muitas situações ali, pode ter certeza que o saldo final será positivo pra você e pra nós que adoramos o seu blog.

Voce é uma amiga pra seus leitores, voce é tao generosa quando divide um pedaço da sua vida, da sua intimidade com a gente e sempre de uma forma tão delicada e acolhedora , que mesmo sem contato fisico nos sentimos proximos , é bom quando chega um e-mail avisando de um novo post. Marina você é muito especial, tenho certeza que até mesmo pros leitores que nao se manisfestam voce é especial.

E com a sua inteligencia e habilidade você mostra que o Islam é amor e que a falta de informação é o que gera o preconceito, sem contar na sua força e na sua coragem e ir para o Egito buscar a sua felicidade , construir a sua família, sao tantas coisas que você divide é bom saber que existem pessoas como você que mesmo sem saber nos ajudam.

Marina, você muitas vezes é mais proxima do que um amigo que está ao lado. Você permite isso quando em seu blog nos convida para entrar na sua vida, sempre de portas abertas o minimo que posso fazer é agredecer Marina, quantas noites em meio a duvidas, confusões e situações na minha vida eu abri o pc e lia um post e ali naquelas palavras eu me encontrava, me orientava, ria com as semelhanças , me encontrava ali não mais sozinha mas com muitas pessoas que passam pelas mesmas coisas e sem egoísmo ali depositava uma ajuda voluntária. Você é uma abençoada e foi muito feliz quando resolveu criar o seu blog! Continue nele Marina, mais leitores vão ali entrar e ficar.”

Muito obrigada Joyce, pelo tempo de me dizer tudo isso, pois às vezes não sei até que ponto o que faço por aqui é válido ou está sendo realmente bom para meus leitores. Você renovou minhas energias e espero fazer um blog melhor ano que vem, com mais posts e coisas interessantes!

E deixo aqui um grande obrigada a todos os leitores que estiveram por aqui mais esse ano! Em 2011, que venham mais bate-papos e discussões :-)

beijos

 

Os “foras” da mídia

Legenda da imagem no site do IG: Ativistas comemoram libertação no ônibus que os levou para a Jordânia (foto da AFP)

***

É complicado botar um jornalista dentro da uma redação para fazer legenda sobre algo que ele não tem a mínima noção, né? Para quem não sabe, levantar o dedo indicador assim é o mesmo que dizer “La ilaha illa Allah” – Creio somente em um Deus e adoro somente a Ele, a profissão de fé de todos os muçulmanos.

Ou seja, eles naõ estão fazendo a nº1 da 51 nem dançando marchinha de carnaval, não estão celebrando, mas dizendo sua profissão de fé.

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Sobre o que aconteceu em Israel, não vou nem discutir, pois isso levaria mil posts e até eu ter tempo para isso já passou o calor do momento. Só posso comemorar que o Egito finalmente abriu a fronteira de Raffah, mas creio que isso será algo só temporário, pois não acho que o Hamas vai deixar isso quieto e se fizerem algo o Egito não vai apoiar.

Mas só pra deixar uma polêmica, minha opinião se eu fosse a dona do mundo: criaria dois estados, um de Israel e outro Palestino – com terras de Israel, não de vizinhos árabes. Enquanto um não aceitar a existência do outro, vai continuar a mesma briga lá. Às vezes nas relações internacionais, temos que defender o que não achamos justo, apenas na busca de um bem maior.

Muçulmano não é bicho de sete cabeças

A gente acorda com cara amassada.

A gente escova os dentes.

A gente come o mesmo que você (tirando porco, claro).

A gente ama, sofre, ri e chora.

A gente não morde nem é chato, aliás, somos tão normais quanto qualquer pessoa.

Na maior parte dos casos, a gente passa despercebido em qualquer lugar, porque não tem nada que nos diferencie dos demais, a não ser que seja uma mulher que use o véu (o que não é meu caso).

A gente trabalha, estuda, vive e batalha.

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Mesmo com tudo isso, o pessoal ainda sempre se assusta quando descobre que sou muçulmana. Quando falo que meu marido é do Egito, claro que isso vai envolver perguntas sobre cultura, e a gente acaba chegando no Islã.

E geralmente as pessoas me fazem uma pergunta pouco comum para quem é “normal”: Qual sua religião? E eu respondo sem problemas. Claro que dá um sustinho (será que se não fosse por minha história, eu não faria o mesmo?), mas acho que me conhecendo por uns dias todo mundo vê que sou do bem e não uma “talebã” :-D  ( Aliás, não custa repetir para quem está conhecendo o blog agora: Talebã não tem nada de islâmico).

ps. gente, não posso mais mexer no blog todo dia. Minha vida mudou pra valer agora, então vou tentar postar pelo menos uma vez por semana, mas não será com a frequência de antes! OBRIGADA A TODOS QUE ESTÃO SEMPRE POR AQUI!

Correria danada

O blog tá meio parado desde semana passada… resultado de muitas coisas acontecendo na minha vida real, fora da internet hehehe
É engraçado como às vezes sinto que vivo num mundo paralelo aqui com vocês, ao mesmo tempo que tenho zilhões de coisas diferentes para fazer no meu dia a dia, desde fazer a janta, dar carinho pro meus gatos, passear com o marido ou escrever um texto técnico. Tem horas que dá pane no sistema e não consigo dar conta de tudo, então blog tá meio abandonadinho, mas não pensem que sumi de vez…

Para compensar, vou fazer inveja: falta só esta semana para minhas férias!!!!!!

Como aqui não tem nada de útil neste post, vejam algumas notícias bacanas sobre Egito que saiu na mídia estes dias:

Relação do Mercosul com o Egito pode aumentar – http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/04/14/egito-assinara-acordo-com-mercosul-ainda-este-ano-916334009.asp

ElBaradei continua causando no Egito, será que ele vai vencer a ditadura? – http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/04/02/el-baradei-desafia-autoridades-do-egito-com-discurso-publico-916241199.asp

Human Rights Watch, uma das ONGS mais importantes do mundo sobre os direitos humanos, lançou nota contra os países que pregam contra o uso do véu islâmico pelas muçulmanas – http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5g6MqXfsRA8bpxxdgWYpSk5JsBRMw

Zelar pelos nossos sonhos

O post abaixo infelizmente teve de ser alterado e está com senha agora, provavelmente será excluído. Isso porque apesar dos comentários legais que recebi, algumas pessoas se aproveitaram dele para liberar preconceitos, ameaças e falar contra a honra da pessoa que contou sua história.

Acho que isso é um exemplo válido para entender como esse tipo de história gera os mais diversos sentimentos, nunca calmos e seremos como se fosse numa relação normal. Aos amigos, lembro bem, quando falei que conhecia alguém do Egito, me acostumei a cara de espanto e o olhar dizendo “como vc é babaca”. Fingia que não via, que não sentia o desprezo das pessoas.

Ao notar isso logo nas primeiras vezes que mencionei essa minha “loucura”, acabei por tentar esconder um pouco dos detalhes da minha história. Não dizia muito quando ia, como ia, detalhes básicos sobre ele e a família dele. Muita gente tem preconceito. ABSURDOS, gente que eu achava super inteligente, respeitável, veio com os maiores papos furados da minha vida. Era algo descarado, dito na cara e com frieza.

Eu fiquei bem magoada com alguns comentários, mas graças a Deus notei isso antes de que algum mal maior pudesse ser feito contra mim e acabei me protegendo, guardando meus sentimentos dentro de mim apenas. E acabou sendo mais fácil, pois não precisei dar mais mil explicações…

Então gente, este recado é pra quem pensa em fazer uma “loucura” destas, amar longe, viajar ou casar com alguém de outra cultura, principalmente se for muçulmano. Zele pelo seu amor, preserve-o, não se exponha para qualquer pessoa, tenha perto de si um círculo de pessoas com a mesma paixão por aventuras e corajosas, ou você vai ouvir muitas coisas ruins.

Acho que tudo na vida vem como uma lição, claro que muitos falam e dizem “que estão avisando para seu bem”, mas ninguém que vai casar com um brasileiro, por exemplo, ouve o tipo de barbaridade que eu ouvi. A pessoa ser ruim ou má, não depende da raça, religião nem cor, mas de caráter…. e a gente sabe dos inúmeros casamentos falidos no Brasil, homens violentos e machistas… porque só falar dos árabes? Por que não os conhecem verdadeiramente…

ps. Não estou dizendo para ninguém embarcar nesse tipo de relação sem pensar ou ser racional. Tem muito cara sacana sim pela internet e em tudo quanto é país. Mas quem tem amor de verdade, como já foi muito explicado neste blog como é o casamento no Egito (veja na coluna do lado alguns destes posts),  quem conhece bem a cultura corre menos riscos… e se não der certo, é a vida!! Casamentos dão errado e certo, isso faz parte da natureza humana, q de exata não tem nada!

Protegido: Amor na Jordânia

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Mulher de niqab é poeta em programa de TV

Achei muito legal esta história que saiu na mídia brasileira aqui: http://televisao.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2010/04/09/poeta-ganha-us-14-milhao-em-reality-show-arabe.jhtm

Ela é uma saudita, muçulmana que usa niqab, aquela roupa petra que a cobre da cabeça aos pés, e participou de um concurso de poesias dos Emirados. Gosto destes exemplos pois as pessoas tendem a achar que não pode ser normal uma mulher ser toda coberta, que ela não pode ter uma vida feliz e com atitude e, quem sabe, até fazer arte como esta mulher.  O nome dela é Hissa Hilal.

E, para chocar mais, ela fez poesias justamente contra os radicais islâmicos!! E não, ela não tá usando essa roupa porque ela quer, mas por opção e por Deus, será que com esse tipo de notícia o mundo vai passar a entender melhor o que é a roupa da mulher muçulmana, que não tem nada a ver com radicalismo?

Em inglês, mais dados interessantes sobre  ela e sua poesia, que fez com que ela ganhasse admiradores em todo mundo islâmico e também algumas ameaças de morte de extremistas:

http://www.huffingtonpost.com/2010/03/22/hissa-hilal-saudi-woman-b_n_508778.html

http://news.yahoo.com/s/ap/20100322/ap_on_re_mi_ea/ml_gulf_poetry_of_protest

Por que meu véu te agride tanto?

Eu ainda me surpreendo com a capacidade humanda de olhar apenas para seu umbigo e não entender o que vai além de sua própria vida. Recebi hoje o pedido de apoio para um protesto contra o uso do véu obrigatório no Irã, como algo para o Dia das Mulheres. Tá, eu entendo até que o Irã e alguns países islâmicos tem certa dificuldade de ver uma mulher ocidental e acharem aquilo demais. Assim como no Brasil, eles botam propagando com a Paris Hilton e acham abusivo (mesmo tendo propagando de lingerie bem pior da Riachuelo agora no ar). Mas, peraí?

Você sabe o que é o véu? Quantas mulheres estão oprimidas porque tem um pano na cabeça? E aqui, quantas são oprimidas por terem de ter um corpo sarado, ou pagar tratamento pra celulite? A opressão tem várias vertentes, várias cores e formas. Então, não me venha falar da opressão do outro, sem entender o mundo em que vive e sem antes consertar os próprios problemas da nossa sociedade.

Eu vejo todos os dias na TV notícias de crimes passionais – lembram da cabeleireira morta com 9 tiros na frente dos clientes mês passada? – e estupros de mulheres e meninas. Isso, sinto muito, é raro em países islâmicos. Sim, acontece também, afinal tem gente ruim em qualquer lugar, mas se lá acontece, os caras são presos e condenados a morte. Então, antes de querer vir dar lição de alguma moral (inexistente), vamos lutar por uma justiça mais rígida no Brasil, que as mulheres possam sim andar em paz por aqui e sem medo de serem estupradas ou assassinadas por seus companheiros.

Entedam a cultura alheia, a importância do véu para algumas sociedades, e não achem que decote é a salvação da mulher, porque está no BRASIL a maior prova de que não é. Então, foquem nos problemas, não nas polêmicas vazias que alguém falou na orelha de vocês.  E deixem o véu em paz, porque dói tanto ver uma mulher de véu, mesmo que ela esteja feliz, sorrindo e totalmente satisfeita com ela mesma? Por que eu não posso usar véu no Brasil?? Por que eu não pude andar com minha sogra em paz sem ouvir BABACAS falando are baba, ou mulher do Bin Laden e tal? É esse o exemplo de LIBERDADE brasileiro que vocês querem dar para o Irã?

Tem horas que o contrasenso é tão absurdo que não consigo me calar….

Algumas coisas pelas quais as brasileiras deveriam protestar (leia mais sobre mulher no Islã aqui):

A cada 15 segundos uma mulher é agredida no Brasil.

Segundo pesquisa da OMS (Organização Mundial de Saúde) publicada em 2005, 23% das mulheres entrevistas na Grande São Paulo afirmam ter sido influenciadas pela violência contra a mulher, direta ou indiretamente, pelo menos uma vez durante suas vidas.

Segundo a Sociedade Mundial de Vitimologia (IVW, ligada ao governo da Holanda e à ONU), que pesquisou a violência doméstica com 138 mil mulheres, de 54 países, o Brasil é o país que mais sofre com a violência doméstica: 23% das mulheres brasileiras estão sujeitas a este tipo de violência.

Pelo menos uma em cada três mulheres ao redor do mundo sofre algum tipo de violência durante sua vida, de acordo com estimativa da Anistia Internacional.

De acordo com o Conselho da Europa (integrante do sistema europeu de proteção aos direitos humanos), a violência doméstica é a principal causa de morte e deficiência entre mulheres de 16 a 44 anos de idade e mata mais do que câncer e acidentes de tráfego.

Nos Estados Unidos, as mulheres representaram 85% das vítimas de violência doméstica em 1999, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com a Linha de Atendimento Nacional de Violência Doméstica, quatro milhões de mulheres americanas experimentaram um ataque violento sério, de seus parceiros em um período médio de 12 meses. Na média, mais de três mulheres são assassinadas por seus maridos e namorados todos os dias, isto é, aproximadamente 5.500 mulheres são espancadas até a morte desde 11 de setembro.

Um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que cerca de 70% das vítimas de assassinato do sexo feminino foram mortas por seus maridos.

A Anistia Internacional afirma que esses números representam apenas “a ponta do iceberg” já que a violência contra a mulher geralmente não é reportada, pois as vítimas se sentem envergonhadas ou sentem medo.

Fenômeno universal que atinge indistintamente mulheres de todas as classes sociais, etnias, religiões e culturas.

Produz conseqüências emocionais devastadoras, muitas vezes irreparáveis, e impactos graves sobre a saúde sexual e reprodutiva da mulher.

Entre 25% e 50% das sobreviventes são infectadas por DST. A cada 4 minutos, uma mulher é agredida em seu próprio lar por uma pessoa com quem mantém relação de afeto.

70% dos incidentes acontecem dentro de casa, sendo que o agressor é o próprio marido ou companheiro.

Mais de 40% das violências resultam em lesões corporais graves decorrentes de socos, tapas, chutes, amarramentos, queimaduras, espancamentos e estrangulamentos.

Fonte: Violência contra a Mulher

E para terminar, deixo um mensagem:

What goes through your mind?
As you sit there looking at me
Well I can tell from your looks
That you think I’m so oppressed
But I don’t need for you to liberate me

My head is not bare
And you can’t see my covered hair
So you sit there and you stare
And you judge me with your glare
You’re sure I’m in despair
But are you not aware
Under this scarf that I wear
I have feelings, and I do care

CHORUS:
So don’t you see?
That I’m truly free
This piece of scarf on me
I wear so proudly
To preserve my dignity…

My modesty
My integrity
So don’t judge me
Open your eyes and see…
“Why can’t you just accept me?” she says
“Why can’t I just be me?” she says
Time and time again
You speak of democracy
Yet you rob me of my liberty
And all I want is equality
Why can’t you just let me be free?

For you I sing this song
My sister, may you always be strong
From you I’ve learnt so much
How you suffer so much
Yet you forgive those who laugh at you
You walk with no fear
Through the insults you hear
Your wish so sincere
That they’d understand you
But before you walk away
This time you turn and say:

But don’t you see?
That I’m truly free
This piece of scarf on me
I wear so proudly
To preserve my dignity
My modesty
My integrity
So let me be
She says with a smile
I’m the one who’s free

** Música de Sami Yusuf

A mídia brasileira ainda não se abriu para o Islã

Sei que é difícil dar um passo além. Sair do lugar comum e explorar fatos que vão além do que “achamos” certo e bonito, ou do que o resto do mundo vive falando. Mas peraí? New York tem seus correspodentes fora do eixo Israel-Palestina. A CNN bota a Amanpour dentro de vilas mostrando o outro lado. Porque então, no Brasil, é tão difícil para nossa mídia deixar a mesquinharia de lado, e partir para uma cobertura mais completa da política e sociedades islâmicas?

Se querem debater, botar noticiazinha, que façam então direito, ou deixem de se meter onde lhes falta conhecimento. Sim, este post é um desabafo, cansei de ouvir e ler asneira, sem um contraponto. Dos blogs do Estadão, o do Chacra ainda namora o outro lado e por ser de origem árabe (porém cristã), explora um pouco mais a vida também dos muçulmanos, mas sempre em cima do muro. Mas o resto, claramente e assumidos judeus, não se cansam de continuar com a política pró-Israel, incluindo chacotas e ironias contra o mundo islâmico, a exemplo de um tal de Guterman.

Na Folha, apesar de adorar o trabalho de Malbergier como jornalista econômico, já vi artigos dele que deliberadamente jogam como Israel sendo o salvador da região, e o resto…. bom, o resto é resto, na visão sionista, deve ir direto para lata do lixo.

E não, eu não defendo homens bombas nem a política de Hamaz, Hezbollah e Taleban. Acho tudo uma babaquice sem fim, seja como muçulmana ou ser humano. Minha pergunta é? Porque a mídia brasileira trata um tema tão importante somente por um lado da moeda? Porque não existem, então, muçulmanos assumidos fazendo reportagens e ganhando espaço na mídia também para mostrar o outro lado, se judeus assim podem? Sei que existe um domínio de famílias judaicas na mídia brasileira, mas até mesmo nos EUA, onde eles têm muito mais poder, existe mais cuidado nesse tipo de noticiário e cobertura.

E brasileiro, infelizmente, não gosta de pesquisar muito. Por isso recebo todos os dias comentários babacas, retardados e ignorantes aqui no meu blog, porque quem DEVERIA informar, não informa. E eles sugam das fontes nacionais apenas, ficando com a opção da ignorância.

Então, já que estou numa encruzilhada, continuo aqui com meu bloguinho tentando acabar com alguns preconceitos, desmistificando um pouco do mundo muçulmano pra vcs. E já recebi vários e-mail de agradecimento, de gente que disse que parou de ter MEDO do Islã depois que passou por aqui. Isso é minha grande recompensa.

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