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Islamismo cresce no Brasil

Por causa do 11 de setembro (claro!) a Globo News fez uma reportagem sobre o crescimento do islamismo no Brasil. Não consigo postar ele direto aqui, mas o link é esse AQUI.

Não estou aqui pra fazer proselitismo religioso nem nada, mas acho uma reflexão interessante para quem se pergunta: o que leva uma pessoa a se converter a uma religião que parece extremista, repressora??? Claro que o Islã real é muito diferente da imagem pintada dele pelo mundo, e é muito fácil gostar de suas crenças, assim como outras pessoas podem se converter para igrejas evangélicas, wicca, catolicismo, etc… basta você encontrar em algum código religioso aquilo que enxerga para sua vida, fé é algo inexplicável, só quem tem sabe.

Hoje fazemos aniversário de Brasil – três anos por aqui

Há exatos 3 anos estávamos deixando o Egito, num furacão de ideias e emoções. Eu retornava ao Brasil, Musta seguia em busca ao desconhecido e desafios ainda maiores para nossa recente vida de casados, que começou nada tradicional.

Tudo na nossa vida de casados foi feito de impulsos e sem muito planejamento. E tudo, milagrosamente, sempre se encaixou na hora certa, da forma certa, como se o quebra cabeças de nossas vidas já estivesse pronto há muito tempo, que basta ter paciência e nós conseguimos montar todas as peças.

E assim foi quando nos casamos. Em apenas uma semana, pedido de casamento. Em um mês, passagem comprada para o Egito. Em quatro meses, já estávamos casados. E tudo foi sempre na correria, na afobação, sempre pensando no que tínhamos de fazer de última hora. Nossa festinha de casamento foi planejada em uma semana, nossa mudança para o Brasil em outros poucos meses. No começo, tudo foi maravilhoso, e conturbardo também. Amadurecemos muito e juntos neste período.

Na volta ao Brasil, demorou também para a poeira baixar. Seja lá ou cá, mudanças são sempre chatas e exigem paciência, tempo de maturação e perseverança pra que tudo dê certo.  E assim, depois dessa fase inicial, tudo entrou nos eixos.

E hoje podemos celebrar três anos de Brasil. Muitos sonhos ainda precisam ser concretizados, muito trabalho pela frente, encontramos muitos problemas também ainda na vida aqui e neste país de contrastes, mas foi onde finalmente sossegamos e decidimos construir nossas coisas, onde aos poucos soubemos como vencer as batalhas deste grande jogo que é a vida.

Cara de assustado: como todo bom brasileiro, fantasiado (e de árabe)

A alegria da minha vida!

Tempo de Natal – Quem é Jesus para os muçulmanos?

Quando você se lembra de Deus?

Quando a dor bate no peito ou quando o sol nasce brilhando?

Eu penso em Deus quando acordo e vejo que estou segura,

quando viro para o lado e vejo meu gato levando as orelhas com meu movimento,

quando movo meus braços e percebo que minhas mãos estão presas às dele.

Eu vejo Deus nas coisas mais simples, como o vento batendo em meu rosto,

na fumaça que sai da chaleira, no sorriso da minha mãe.

E Deus não cansa de mostrar sua presença, seja no bom alimento que tenho todos os dias ou no conforto de minha casa.

Mas Deus ainda faz mais. Ele se mostra no amor que recebo e no sentimento que guardo aqui dentro.

Deus dá mais do que eu talvez mereça, Deus nunca se esquece de mim.

Deus me dá o que preciso, mesmo quando não faço tudo direito ou quando não sou a melhor das pessoas.

Deus está comigo, mesmo quando estou triste ou não alcanço algo que desejo. Posso esmorecer, cair, mas é ele quem me levanta todas as vezes para se algo melhor do que antes.

Deus é confiança, é esperança, é vontade de viver.

Deus não tem forma, nem crença, nem raça. Deus é para todos, mesmo para os que não o querem.

Deus é o princípio de tudo, é absoluto. Jamais gerou ou foi gerado, e nada a ele é comparável.

***

Como é Natal, celebrado pelos cristãos como nascimento de Jesus, gostaria de compartilhar com vocês a história de Jesus sob o aspecto do Islã. Não vou discutir a informação nem comentá-la, apesar extrair uma parte do Alcorão para conhecimento de quem se interessar:

Mariam

19ª SURATA

Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso.

  1. Caf, Ha, Yá, Ain, Sad.
  2. Eis o relato da misericórdia de teu Senhor para com o Seu servo, Zacarias.
  3. Ao invocar, intimamente,seu Senhor,
  4. Dizendo: Ó Senhor meu, os meus ossos estão debilitados, o meu cabelo embranqueceu; mas nunca fui desventurado em minhas súplicas a Ti, ó Senhor meu!
  5. Em verdade, temo pelo que farão os meus parentes, depois da minha morte, visto que minha mulher é estéril. Agracia-me, de tua parte, com um sucessor!
  6. Que represente a mim e à família de Jacó; e faze, ó meu Senhor, com que esse seja complacente!
  7. Ó Zacarias, alvissaramos-te o nascimento de uma criança, cujo nome será Yahia (João). Nunca denominamos, assim, ninguém antes dele.
  8. Disse (Zacarias): Ó Senhor meu, como poderei ter um filho, uma vez que minha mulher é estéril e eu cheguei à senilidade?
  9. Respondeu-lhe: Assim será! Disse teu Senhor: Isso Me é fácil, visto que te criei antes mesmo de nada seres.
  10. Suplicou: Ó Senhor meu, faze-me um sinal!Disse-lhe: Teu sinal consistirá em que não poderás falar com ninguém durante três noites.
  11. Saiu do templo e, dirigindo-se ao seu povo, indicou-lhes, por sinais, que glorificassem Deus, de manhã e à tarde.
  12. (Foi dito): Ó Yahia, observa fervorosamente o Livro! E o agraciamos, na infância, com a sabedoria,
  13. assim como com as Nossas clemência e pureza, e foi devoto,
  14. e piedoso para com seus pais, e jamais foi arrogante ou rebelde.
  15. A paz esteve com ele desde o dia em que nasceu, no dia em que morreu e estará no dia em que foi ressuscitado.
  16. E menciona Maria, no Livro, a qual se separou de sua família, indo para um local que dava para o leste.
  17. E colocou uma cortina para ocultar-se dela (da família), e lhe enviamos o Nosso Espírito, que lhe apareceu personificado, como um homem perfeito.
  18. Disse-lhe ela: Guardo-me de ti no Clemente, se é que temes a Deus.
  19. Explicou-lhe: Sou tão-somente o mensageiro do teu Senhor, para agraciar-te com um filho imaculado.
  20. Disse-lhe: Como poderei ter um filho, se nenhum homem me tocou e jamais deixei de ser casta?
  21. Disse-lhe: Assim será, porque teu Senhor disse: Isso Me é fácil! E faremos disso um sinal para os homens, e será uma prova de Nossa misericórdia. E foi uma ordem inexorável.
  22. E quando concebeu, retirou-se, com um rebento a um lugar afastado.
  23. As dores do parto a constrangeram a refugiar-se junto a uma tamareira. Disse: Oxalá eu tivesse morrido antes disto, ficando completamente esquecida.
  24. Porém, chamou-a uma voz, junto a ela: Não te atormentes, porque teu Senhor fez correr um riacho a teus pés!
  25. E sacode o tronco da tamareira, de onde cairão sobre ti tâmaras madura e frescas.
  26. Come, pois, bebe e consola-te; e se vires algum humano, faze-o saber que fizeste um voto de jejum ao Clemente, e que hoje não poderás falar com pessoa alguma.
  27. Regressou ao seu povo levando-o (o filho) nos braços. E lhes disseram: Ó Maria, eis que fizeste algo extraordinário!
  28. Ó irmão de Aarão,teu pai jamais foi um homem do mal, nem tua mãe uma (mulher) sem castidade!
  29. Então ela lhes indicou que interrogassem o menino. Disseram: Como falaremos a uma criança que ainda está no berço?
  30. Ele lhes disse: Sou o servo de Deus, o Qual me concedeu o Livro e me designou como profeta.
  31. Fez-me abençoado, onde quer que eu esteja, e me encomendou a oração e (a paga do) zakat enquanto eu viver.
  32. E me fez piedoso para com a minha mãe, não permitindo que eu seja arrogante ou rebelde.
  33. A paz está comigo, desde o dia em que nasci; estará comigo no dia em que eu morrer, bem como no dia em que eu for ressuscitado.
  34. Este é Jesus, filho de Maria; é a pura verdade, da qual duvidam.
  35. É inadmissível que Deus tenha tido um filho. Glorificado seja! quando decide uma coisa, basta-lhe dizer: Seja!, e é.
  36. E Deus é o meu Senhor e vosso. Adorai-O, pois! Esta é a senda reta.

E na versão original com legendas em inglês, acho um relato emocionante:

Mostafa: As aventuras de um egípcio no Brasil

* Série de quadrinhos enviados por uma querida leitora, a Sílvia!!! Ela não se inspirou no físico do Mostafa, mas sim no que leu dele aqui! eheheeh EU AMEI!!!! Obrigada Silvia, quero maisssss eheheh  Confiram:

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A vida corre

Quando eu paro para pensar que em somente três anos eu fui para o Egito, vivi tanta coisa, voltei pra são Paulo, trabalhei tanto, mudamos de casa, viajamos para tantos lugares, conhecemos tantas pessoas, me falta até fôlego.

Aliás, a vida anda tão corrida que às vezes nem acredito que fiz tudo isso. O Egito ficou como aquela memória antiga, às vezes até parece que nem fui para lá um dia. Tudo já mudou, a experiência foi se transformando e se não fosse pelas fotos, nem acreditaria que eu conheci as pirâmides. Como já disse, minha memória não é das melhores, então todas as lembranças, com o tempo, vão ficando como lampejos de imagens, sons e cheiros daquele lugar.

Antes eu tinha uma saudade louca do Egito, de ouvir “Salam ya baladi” e ficar chorando com o Mostafa. Mas a saudade distorce os fatos, pinta a realidade de cor de rosa. Tudo que ficou longe parece mais encantador. Com o tempo e a vida estabilizando, nos tornamos mais racionais e vivemos o presente com cada vez mais intensidade. Hoje estou no ponto de que não sinto mais aquela saudade apertada do Egito. Claro, amo tudo aquilo e se pudesse, pegaria o primeiro avião para passar umas belas férias. Isso mesmo, férias, porque morar eu sei que não dá para mim. Já tentei uma vez e acredito que até mesmo o Mostafa não conseguiria fazer esse retorno.

O Brasil, bem ou mal, se mostrou um belo campo de oportunidades para nós juntos, em parceria. Não porque aqui é um mar de rosas e fácil de se vencer na vida. Mas porque aqui, pelo menos, para quem tem força de vontade e não tem medo de perder noites de sono atrás de um futuro, as coisas podem sim acontecer. No Egito é difícil até mesmo se escolher o curso de faculdade que se quer fazer ( eles usam um sistema de notas no colegial, e não tem segunda chance). Aqui tem faculdade em cada esquina e com vestibular a cada três meses. Nem todas são boas, não estou falando disso, mas existe sim um maior poder de escolha. Isso dá novas chances de ver a vida, de experimentar e voltar atrás se não gostar. No Egito, às vezes uma decisão não tem volta.

Mas esse nem é o caso do Mostafa, porque ele não gosta dos cursos oferecidos aqui na área que ele estuda. Na opinião dele, deveria haver uma opção de curso 100% em língua inglesa e já tentei explicar mil vezes que valorizamos nossa língua, que existe um tal de MEC, que um curso pode ser bom mesmo em português, mas não adianta. Para ele, neste ponto, os atrasados somos nós. Em certa parte concordo, pois diversos países europeus oferecem cursos em inglês, mesmo falando outra língua, justamente por ser um facilitar e, bem ou mal, já é uma língua universal. Não sou nacionalista ao ponto de ficar defendendo o português com unhas e dentes, para mim comunicar é o que importa, mesmo que seja com mímicas.

***

E de volta a saudade, é ela que colore nossas lembranças deixando apenas os momentos bons marcados, é ela quem descolore aquelas horas ruins, os problemas e as reclamações. Hoje consigo ver o Egito de forma menos passional, amadureci um pouco e consigo distinguir melhor tudo que passei por lá e continuo vivendo.

Foi uma experiência fantástica, que antes achava que não tinha aproveitado tanto. Para quem não me conheceu antes, quando eu estava no Egito, meu sangue fervia com várias coisas que eu via lá e não concordava, me irritava com os mínimos detalhes e demorei um bocado para me adapatar. Eu comecei a achar que o Brasil era maravilhoso, que o país era quase um primeiro mundo. Só fui me dar conta do que estava perdendo na noite antes de ir embora. Como um clique, vi como eu tinha perdido muito tempo reclamando de coisas que, na verdade, eram muito boas também.

Aí voltei para o Brasil, o oposto aconteceu. O Brasil parecia totalmente sem sal, as pessoas eram cubos de gelo perto dass egípcias calorosas que viviam me agarrando. As pessoas não falam alto como os egípcios, nem ficam grudadas como lá, perguntando os mínimos detalhes da sua vida. Fiquei chocada ao descobrir que tem muito brasileiro que só é hospitaleiro quando quer que a pessoa faça exatamente o que ele gosta, como beber algo alcoólico ou ir para a balada, o que estava totalmente fora dos nossos planos e valores. Não voltei para julgar valores brasileiros, mas vi muita coisa que antes era comum para mim, e que depois do Egito me pareceram absurdas.

Nesse comecinho, a mudança é sempre complicada, e o Egito virou aquela bola de ouro na minha cabeça, como tudo era calmo, eu tinha paz, podia usar meu hijab, sair na rua à toa de mãos dados com o Mostafa sem medo de nada. E ai de quem falasse um “a” do Egito. Tem sempre aquele brasileiro sem noção que, ao invés de perguntar sobre as coisas boas, já chega com críticas nada a ver. “Nossa, você morou no Egito, ouvi falar que lá é muito sujo, não é?”… meu, você fala isso para um egípcio que acabou de aportar no seu país? Vai ser grosso pra lá… Brasileiro adora esse tipo de comentário, às vezes fala de pobreza, ou de mulheres oprimidas, aquele blá blá blá de sempre. Porque não perguntam sobre pirâmides, é mais simpático.

Mas os dias e meses foram se passando, a vida demorou um pouco para entrar nos eixos, mas aconteceu. Mostafa, apesar da dificuldade de ter de começar do zero, até mesmo do ponto linguístico, estudava até dormir em cima dos livros, e a recompensa veio mais tarde. Como ele sempre diz para mim, Deus olha para quem se esforça. E quem sobe na vida passo a passo, consegue um futuro mais promissor. Não adianta querer chegar no Brasil com 21 anos e esperar que um bom emprego vai cair do céu, que vai ser diretor de empresa nos primeiros anos ou que todo mundo vai te respeitar profissionalemtne no começo, sem ao menos falar direito o português. A vida não é feita de contos de fadas, e não acreditamos neles, por isso todo esse período de adaptação é bem delicado.

E assim foi, no estudo diário dele, na minha busca por crescimento profissional do outro lado, as coisas foram acontecendo aos pouquinhos e hoje nos consideramos felizes no Brasil. Já se foram 2 anos de Brasil, quase 3 de casamento, e parei de me iludir com bobagens sobre o Egito ou o Brasil.

Aprendi que viver comparando como sempre fiz era uma grande perca de tempo, pois são dois lugares completamente diferentes entre si e que um nunca será nem mesmo próximo do outro. Que se em um eu desperto com o Azhan, mas tropeço em lixo quando caminho, no outro passeio de carro no shopping, mas tranco bem as portas quando chego em casa. As necessidades dos egípcios e dos brasileiros são bem diferentes, por isso a forma que cada um encara a vida e a planeja, é tão diversa. E hoje agradeço por ver tudo isso de forma mais clara, para poder aproveitar toda experiência que tive em um grau mais elevado. E isso faz parte da maturidade, de crescer e ver a vida sem histeria para apenas aproveitá-la e buscar em cada segundo dela formas novas de ser feliz.

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A prova de que estive no Egito :-)

O que me deixa nervoso (por Mostafa)

Eu gosto muito da minha vida no Brasil e vocês dão risada com meus aprendizados. É legal aprender uma nova língua, mesmo com as dificuldades. Mas hoje vou falar um pouco de coisas que me deixam nervoso no Brasil, talvez vocês achem engraçado também, mas queria saber a opinião de vocês. Vou falar várias situações que aconteceram comigo:

1 – Hoje mesmo, uma velha  passou e eu estava fumando n MINHA janela, na MINHA casa e meu gato estava do lado. Ela parou, olhou para mim e falou que eu estou matando o meu gato por causa da fumaça. O que esta mulher chata, malvada, quer falar sobre minha vida? Mas ela é burra mesmo porque domingo cedo ela coloca o shortão dela, blusinha de alça e vai para a avenida Sumaré fazer exercício entre a fumaça do transporte brasileiro, aquele  SPtrans, que é pior do que qualquer coisa. E depois para barzinho para beber quatro cervejas e uma capirinha, tudo isso o jeito saudável dela. E depois vai comer ovo cheio de bacon e presunto, e esse vermelhinho com pontos brancos, que parece muito saudável mesmo. E tudo isso é saudável e meu cigarro que vai matar os gatos do Brasil.

2 – Outra coisa que vejo, faz tempo que eu vejo as pessoas muito bonitinhas usando este lenço da palestina aqui, eu achei que isso era para apoiar a causa dos Palestinos. Mas Marina no final contou para mim que isso é uma coisa fashion. Mas tudo bem, eu respeitei que eles usam isso por qualquer razão, fashion ou ajudar o problema da Palestina. Mas a mesma pessoa, reclama quando uma mulher passa com hijab do lado dela! Ele é burro? Não sabe que ele está vestindo a mesma coisa?

3 – Outra coisa que eu queria saber aqui… tem shopping que vamos e às vezes tem judeu lá, com as roupas deles e o chapéu pequeno, ou na rua e até no metrô e ninguém olha para ele. E depois ele vai embora eles falam junto:  “olha as roupas bonitas, cultura diferente, que chiques”, gostando de tudo. E quando passa uma mulher com hijab ou cobrindo o corpo dela, eles fazem graça e “lalalaalalalalal”. Não é estranho? Não é ridículo? Ou esta é a liberdade?

4 – Eu gosto daqui, porque moro aqui, mas estou reclamando e falando isso só desabafar, para mostrar coisas que eu vejo todo dia e não concordo também.

5 – Eu comecei a falar que carne de porco é tão gostosa e tão deliciosa, mas eu tenho problema na minha mente, como se eu fosse louco, e por isso não poderia comer. Eu costumava explicar que minha religião não permite, mas ninguém entende, ficam comentado, e eu juro não tenho 1% de vontade de experimentar mas as pessoas às vezes não entendem. Eu tentei outra coisa, dizer que sou vegetariano,  e isso funcionou também.

6 – Eu quero falar sobre padaria. Alguém explica para mim: eu entrei para comprar pão e do meu lado foi uma mulher perguntando para o vendedor eu quero 9 pães. E ele respondeu para ela: “para viagem???” E ela respondeu “Sim, para viagem.” Como para viagem? Tem pessoa aqui que entra na padaria para comer nove pães?

7  – No metrô eu costumo ficar na fila e a empresa de metro fez até marcas para fazer fila e  ser mais fácil para os passageiros. E sempre a linha é de 3, uma ao lado da outra. E as vezes eu vejo as pessoas sairem da linha, ir pelos lados e entrar na frente de todos, achando que é o direito dele. O que é estranho eu estava numa estação quase vazia, com umas sete pessoas em toda estação e fui para a fila sozinho, e do meu lado um monte de filas vazias, e aí veio uma mulher e entrou na minha frente e ficou lá. E então eu precisei mudar de fila.

Então eu aprendi a ser mal educado com pessoas mal educadas. Um dia atrás de mim um cara está morrendo para ficar na minha frente, então ele vai para a direita,  e eu vou para a direita. Ele tenta pela  esquerda, eu vou para esquerda, ele ficou tão nervoso e bravo, mas eu não dei para ele a passagem.  Não é estranho?

8 – Hoje eu peguei metrô de novo, e estava vazio. Mas entrou um menino de 16 anos, com uma camiseta da escola. E uma mulher mais velha, com uns 50 anos, também com uma camiseta da escola, mas parecia uniforme de professora. E eles começaram a se abraçar, ele colocou a mão na perna dela, beijarem e estavam falando coisas alto que todo mundo ouvia, coisa íntima e palavrão. Eu acho que ela era professora e ele aluno!!! Ficaram agarrando mesmo, mas ela parecia avó dele e no meio de todo mundo. Então eu olhei e ninguém estava chocado como eu, mas eu falei alto “Que merda é essa!!!” (desculpa a palavra, mas tava muito feio mesmo)… mas eles continuaram beijando e ninguém mais falou nada…

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