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As recompensas de se ter um blog

Quando recebo uma mensagem destas, como a da leitora Joyce, vejo que isso aqui continua valendo muito a pena:

 

“Marina, eu queria te agradecer, pela indicação da mesquita do Pari, já estou frequentando há mais de um mês, fui muito bem recebida , obrigada mais uma vez pela indicação, foi muito importante pra mim,  obrigada.

Eu já estava pesquisando há mais de um ano entao tudo foi bem pensando, porque eu levo isso muito a sério  e estou muito feliz com a minha decisão e voce tem uma parcela, pq lendo seus post eu me encorajei a ir em uma mesquita.

Voce nao tem ideia de onde o seu blog chega o que os seus post alcançam. E eu sou muito grata por vc dividir um pouco da sua vida com os seus leitores e muitos deles me ajudaram, me vi em muitas situações ali, pode ter certeza que o saldo final será positivo pra você e pra nós que adoramos o seu blog.

Voce é uma amiga pra seus leitores, voce é tao generosa quando divide um pedaço da sua vida, da sua intimidade com a gente e sempre de uma forma tão delicada e acolhedora , que mesmo sem contato fisico nos sentimos proximos , é bom quando chega um e-mail avisando de um novo post. Marina você é muito especial, tenho certeza que até mesmo pros leitores que nao se manisfestam voce é especial.

E com a sua inteligencia e habilidade você mostra que o Islam é amor e que a falta de informação é o que gera o preconceito, sem contar na sua força e na sua coragem e ir para o Egito buscar a sua felicidade , construir a sua família, sao tantas coisas que você divide é bom saber que existem pessoas como você que mesmo sem saber nos ajudam.

Marina, você muitas vezes é mais proxima do que um amigo que está ao lado. Você permite isso quando em seu blog nos convida para entrar na sua vida, sempre de portas abertas o minimo que posso fazer é agredecer Marina, quantas noites em meio a duvidas, confusões e situações na minha vida eu abri o pc e lia um post e ali naquelas palavras eu me encontrava, me orientava, ria com as semelhanças , me encontrava ali não mais sozinha mas com muitas pessoas que passam pelas mesmas coisas e sem egoísmo ali depositava uma ajuda voluntária. Você é uma abençoada e foi muito feliz quando resolveu criar o seu blog! Continue nele Marina, mais leitores vão ali entrar e ficar.”

Muito obrigada Joyce, pelo tempo de me dizer tudo isso, pois às vezes não sei até que ponto o que faço por aqui é válido ou está sendo realmente bom para meus leitores. Você renovou minhas energias e espero fazer um blog melhor ano que vem, com mais posts e coisas interessantes!

E deixo aqui um grande obrigada a todos os leitores que estiveram por aqui mais esse ano! Em 2011, que venham mais bate-papos e discussões :-)

beijos

 

Vamos aprender sobre o outro?

Acredito que o primeiro passo para a compreensão do outro, o respeito mútuo e a vivência em paz se baseia no conhecimento. E não é apenas querer conhecer para criticar, para fazer proselitismo barato ou achar argumentos para dizer que você é melhor, seu Deus é superior e porque o resto do mundo deveria ter sua fé.

Para mim, conhecimento é puramente algo científico, saber o que pensam, porque e como, sem ficar perguntando o porquê, trocar acusações ou ser desrespeitoso. Acho tão bonito entender como outros seres humanos pensam, isso só agrega na minha vida e fortalece minhas próprias crenças.

Então, olhem que legal esse resumão das 3 grandes vertentes monoteístas, você sabia de tudo isso? Eu não :-)

Topic Christianity Islam Judaism
Origin of the Name From the Greek:christos, ‘Anointed’ – referring to Jesus Christ. Derived from an Arabic word for ‘submission’. Also related to the Arabic word salaam, ‘peace’. From the Hebrew:Yehudim, ‘Judah’.
Founder Jesus Christ
(c. 4 B.C. – 30 A.D.)
Mohammed
(570 – 632 A.D.)
Abraham (First Patriarch, born c. 1800 B.C.)
Divisions Three main groups:Orthodox,
Protestantand Roman Catholic.
Two main groups: Sunni and Shia (The division occured due to a dispute as to the legitimate successor of the prophet Mohammed). There is also a mystical/ascetic movement in Islam known as Sufi. Several divisions, including Hasidic, Conservative and Reform Judaism. Ethnic groupings include Ashkenazi (The majority) and Sephardi Jews.
Followers
(2006 Estimate)
2,100 1,300 14,000
Nature of God One God, who exists in three distinct persons (The Trinity): Father, Son and Holy Spirit (Matthew 28:19). One God (Arabic:Allah), who is not a trinity. The Islamic view of God is called strict Monotheism (Quran 112:1). One God (known in English as ‘Yahweh’ or ‘Jehovah’) – “…Hear Israel, the Lord is our God, the Lord is one.” (Deuteronomy 6:4).
Holy Book(s) The Bible (from the Greek:Biblos, ‘books’), given by God to man. The Bible writers were inspired by God in their writings. Thus Christians refer to the Bible as the Word of God (2 Timothy 3:16). The Quran or Koran (Arabic: ‘recitation’), revealed to the prophet Mohammed over a period of about 20 years. The Quran is the final revelation given by Allah to mankind. The Hebrew Tanakh, similar to the Christian Old Testament, comprised of the Torah (Hebrew: ‘Law’), Nevi’im (‘Prophets’) and Ketuvim (‘Writings’).
Jesus Christ The second person of the Trinity: “…true God from true God” (Nicene Creed), and born of the Virgin Mary. A prophet, sent by Allah and born of the Virgin Mary, but not divine (Quran 5:17). An ordinary Jew, not the Messiah nor a divine person.
Jesus Christ, The Mission of To reconcile Man to God, through his death as a sacrifice for the sins of all mankind. To proclaim the Injil, or gospel. This gospel has been corrupted over time by human additions and alterations. As Judaism rejects the idea of Jesus asMessiah, his mission is of no relevance.
Jesus Christ, The Death of “…For our sake he was crucified…he suffered death and was buried. On the third day he rose again…he ascended into heaven…”(Nicene Creed) Jesus was not crucified (Quran 4:157), but was raised to Heaven by Allah (4:158). Jesus was crucified for his claim to be divine.
Holy Spirit The third person of the Trinity, truly divine: “….with the Father and the Son he is worshipped and glorified.” (Nicene Creed) Identical with the Angel Gabriel, who appeared to the Prophet Mohammed giving him the Quranic text. Not a distinct person, but a divine power which for example, was given to the Prophets.
Other Traditions The writings of the early church fathers and ecumenical councils, including the Creeds. The Hadith, a collection of traditions/sayings of the Prophet Mohammed. The Hadith functions as a supplement to the Quran, giving guidance to Muslims for daily living. The Talmud, an oral tradition explaining and interpreting the Tanakh. It includes the Mishnah – a code of Jewish law.
Examples of Rituals The Sacraments, including Baptism and Holy Communion(Eucharist). In Orthodoxy and Roman Catholicism, five more are added, viz: Confirmation (Chrismation), Marriage, Penance, Holy Orders and Anointing of the sick.
Prayer is also an important part of the faith.
Five important rituals (known as the pillars of Islam):
1. Shahadah – A profession of faith.
2. Salat – Prayer five times daily.
3. Zakat – alms giving.
4. Sawm – Fasting during the Holy month of Ramadan.
5. Hajj – Pilgrimage to the Holy city of Mecca.
Rituals include the Circumcision of newly born Jewish males,Barmitzvah – a ceremony marking the ‘coming of age’ of Jewish Boys and observation of the Sabbath (Shabat). As in the other faiths, prayer is important. The Jewish prayer book is called thesiddur.
Sin We inherit a sinful nature through our common ancestor Adam, who rebelled against God. Jesus Christ atoned for our sins through his death on the Cross (Romans 5:12-17). There is no concept of original sin, nor vicarious atonement. All Humans are born sinless, but human weakness leads to sin. Judaism rejects the doctrine of orginal sin. Atonement for sins commited is made through seeking forgiveness from God in prayer and repentance. In addition, the day of atonement (Yom Kippur) is set aside specially for this purpose.
Salvation By grace through faith in Jesus Christ (Ephesians 2:8-9). Achieved through good works, thus personal righteousness must outweigh personal sin (Quran 23:101-103). Through good works, prayers and the grace of God. There is no parallel to the Christian view of substitutionary atonement.
Hell A place of everlasting punishment for the unrighteous (Matthew 25:46). There is no crossover between Heaven and Hell. A place of torment and fire (Quran 25:65, 104:6-7). In Islam, Hell is known as Jahannam. Jahannam has several levels and a person may not necessarily spend eternity there. Tradtionally, there is the concept of Gehinnom or Gehenna – those who die in sin may suffer temporary punishment, but certain sins merit eternal punishment.
However, Judaism’s ideas of the afterlife have varied widely among different groups and in different time periods. For the most part, Judaism doesn’t emphasize the afterlife.
Topic Christianity Islam Judaism

Fonte

Pequeno gênio egípcio brinca de trabalhar na Microsoft

Olha só que graça de menino… apesar de toda a inteligência e pessoas em cima dele, no final ele só agradece a Allah…

saiu aqui: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI183685-16353,00-PEQUENO+GENIO+EGIPCIO+BRINCA+DE+TRABALHAR+NA+MICROSOFT.html

Pequeno gênio egípcio brinca de trabalhar na Microsoft

Aos 11 anos de idade, Mahmoud Wael frequenta a universidade e foi nomeado analista tecnológico da gigante de informática

Por Agência EFE
Francisco Carrión

O pequeno gênio Mahmoud Wael

Cairo, 30 out (EFE).- O pequeno Mahmoud Wael, um egípcio de 11 anos e aspecto frágil, se tornou técnico da Microsoft graças à sua capacidade de resolver cálculos complexos em segundos e de dominar as redes de computadores.

“Meu pai descobriu minha habilidade quando eu tinha três anos e resolvi uma conta de multiplicação da minha irmã”, conta à Agência Efe Mahmoud, um menino tímido que responde às perguntas sentado em um sofá do humilde apartamento no qual vive com sua família.

Francisco Carrión

A família de Mahmoud Wael coleciona com orgulho recortes de jornal com matérias sobre o filho

Após a descoberta, um exame determinou que seu coeficiente intelectual é de 155, uma pontuação “muito alta” que, segundo o próprio pequeno egípcio, o transforma no “menino mais inteligente do mundo”.

Mahmoud, apelidado por seus vizinhos de “Abqarino” (gênio, em árabe), se matriculou aos nove anos na prestigiada Universidade Americana do Cairo, onde cursa Informática.

Para seu pai, Wael Mahmoud, que mostra orgulhoso uma pasta cheia de recortes de jornais com reportagens sobre o filho, o garoto é “uma criança, um engenheiro de informática e um presente de Alá”.

A precoce habilidade com os computadores não passou despercebida pela gigante americana Microsoft, que o presenteou há seis anos com seu primeiro laptop e acaba de nomeá-lo analista tecnológico.

“Agora já sou um profissional em redes de computadores e já poderia trabalhar”, afirma Mahmoud, que se diz apaixonado pela informática porque “graças a esta invenção, é possível chegar a qualquer parte do mundo”.

“Se quero saber alguma coisa, tenho Google e Wikipédia, e se quero conhecer alguém no outro lado do planeta, tenho o Facebook”.

“Talvez eu acabe trabalhando para a Microsoft”, antecipa o menino que, embora fale com fluência o árabe e o inglês e estude francês, está mais interessado “em conhecer as linguagens de programação”.

No populoso bairro do Cairo em que a família de Mahmoud sempre morou, as crianças de sua idade brincam na rua enquanto os adultos tomam chá ou fumam “shisha” (narguilé).

Mas o menino não tem tempo para sair com os amigos porque sua rotina começa cedo, às seis e meia, e a manhã e a tarde são ocupadas entre as salas de aula de um colégio internacional e da universidade.

“Alguns garotos da minha idade têm orgulho de ter um amigo como eu no bairro, mas outros pedem que ninguém brinque comigo”, conta Mahmoud, que aproveita as férias para “brincar, brincar e brincar”.

“Às vezes me sinto como um adulto porque acordo muito cedo e vou à escola e à universidade, mas em casa meus pais me tratam como uma criança”, revela.

Interessado por programação, o pequeno gênio confessa ter perdido a destreza com as operações matemáticas, mas diante do desafio de calcular o resultado de 40 vezes 78, faz uma pausa e pede, sério: “Um minuto, por favor”.

“Moody”, como é chamado em casa, só precisa de dez segundos para dar a resposta correta (3.120) e, depois, explica que seu verdadeiro sonho é seguir os passos do egípcio Ahmed Zewail, prêmio Nobel de Química em 1999, e ser “cientista especializado em informática”.

“Antes de completar 20 anos, vou morar fora do Egito para estudar. Depois vou voltar e tentar inventar algo por aqui”, planeja o menino, que se considera um “bom muçulmano”.

Segundo ele, foi o profeta Maomé quem lhe concedeu a inteligência e, por isso, sempre agradece quando vai à mesquita ao lado de sua casa. “Meu coeficiente é uma das muitas razões pelas quais eu amo Deus”, relata.

Os olhos de Mahmoud, ocultos sob os óculos de aro vermelho, se acendem quando fala de outra de suas paixões, o futebol. “Gosto de jogar com meus amigos do bairro ou na escola e sou fã do Al Ahly (o time campeão da última liga egípcia)”.

Depois da equipe do Cairo, o garoto reconhece que seu favorito é o Barcelona, porque “tem grandes jogadores como o Messi” e, entre as seleções, prefere a Espanha e o Brasil.

 

O casamento no Egito – por um egípcio

Nas minhas fuçadas virtuais, achei um post bem bacana de um egípcio falando sobre a questão do casamento naquele país. Vou copiar abaixo (em inglês) e o post original está aqui .

Basicamente, ele fala alguns pontos que seriam de muita polêmica se falados abertamente, apesar de quase a maioria dos egípcios concordar com isso mas tem medo de assumir. Eu comentei no blog dele e sugeri que ele se casasse com uma estrangeira ahahaha Nada contra as egípcias, adoro elas e conheço muitas, mas sei que para se libertar dessa tradição vai ser mais fácil começar com os homens, as mulheres infelizmente ainda vivem muito mais oprimidas pelo que a família acha melhor:

- O sistema patriarcal reforçado por diversas tradições e homens sempre visto como donos do poder, criou um falso senso de “obediência” que cabe a mulher (o termo existe no Islã, mas não tem esse sentido que é aplicado hoje em dia em locais como o Egito), que no fim se resume apenas a ser uma boa “empregada doméstica” e fazem com que as mulheres tenham uma personalidade infantilizada.

- Os homens ficam extremamente pressionados, sendo totalmente responsáveis por todos os custos de vida do casal e futura família, mesmo a mulher sendo estudada e podendo também ter sua vida profissional, isso fica sempre relegado para um segundo plano.

- As famílias quando buscam um casamento, não estão de olho na felicidade em si dos filhos, mas num orgulho social, de mostrar onde é a casa, como é a festa, etc.

- Muitas mulheres não se conformam com este modelo, mas estão presas em uma jaula familiar.

E o final, para sacudir: “In respecting the status of women, I will never pay everything in advance for her in order to get her a full-time job as a my house maid.”

Se alguém quer a tradução do google, pode usar esse link: http://translate.google.com.br/translate?u=http://www.anegyptianjournalist.com/2010/09/the-egyptian-marriage-model/&sl=en&tl=pt&hl=&ie=UTF-8.

Agora o artigo completo:

The Egyptian Marriage Model

BY 
MOHAMED ABDELFATTAH

– SEPTEMBER 14, 2010

My search for marriage came naturally: as I proceed with my life, I felt I need to be part of some social institution that moves me ahead as well as another person. Marriage is a wonderful idea ( All credit goes to God ). A male and a female get close to each other, love living with each other and here you go. Now another life engine is turned on to advance human life.

But if you are an Egyptian, it’s not as simple as mentioned above. In Egypt marriage is regarded as the conclusion of one’s life; The end goal that proves a ‘man’ is well and able. Egyptian marriages are a life-terminator, not the motivation or the life boost I’m looking for.

The Egyptian marriage model is medieval at best. A male dominates the institution and hereby takes all power in it. The social structure of the proceedings of marriage and its ” aftermath ” emanates from certain values rooted in Egyptian culture. A culture which finds its sources of values and ethics mainly in Islam and Arab culture.

In Islam, God ordered men to take full responsibility for all living expenses for the whole family. That includes a dowry to the woman, a house, plus other things exaggerated by local cultures. In return, Islam gave the man the ultimate power solely in the marriage institution. His wife should literally be ‘ obedient ‘ to him and so are all the offspring. Lots of Islamic literature enforces the idea that an obedient woman is a good woman, otherwise she goes to hell and is held accountable.

Local cultures, as patriarchal and male-dominated as Egypt’s, invented their own confirmations of such ‘obedience’ value. Such values place a woman as only a child caretaker and a house maid. In other words, It seems a woman shouldn’t raise an argument against  husband domination since ‘he’ provides for everything !

In more practical terms, I’d like to give you a glimpse into what is practically an Egyptian marriage?

A young Egyptian man graduates from university. Lucky or skilled, he finds a job and gets a decent salary. He finds a woman ( or she finds him ) and proposes. As usual, he , along with his parents, go to the woman’s family armed with the best negotiation skills to work out a ‘marriage deal’. If agreed, then the deal looks less or more as follows:

- The young man makes an engagement with the woman. Usually takes several months to two years. Meanwhile he saves for the upcoming expenses.

- The man is asked to ‘buy’ not ‘rent’ an apartment. The woman’s family treat that as a safe haven for a woman’s future and a source of societal pride. The apartment costs at least 120,000 Egyptian pounds = 22,000 US $  to 500,000 = 100,000 US $.

- In furnishing the apartment, the woman’s family are quite understanding of the unfair balance in expenses. So they split all furnishing in almost half. I’m not sure of the details.

- And in celebrating the fortunate culmination of this effort, a man pays for the marriage wedding ( that’s different from an earlier engagement wedding ). That wedding costs an average of 15,000 Egyptian pounds to a hundred in some situations.

- Happily married and socially proud, the couple enters a marriage. The man is entitled, by Islam, to take the sole responsibility for the living expenses. He is the workaholic who brings money to the house. The woman is the one who manages that money wisely to raise the children virtuously.

This sick model might have been compatible with some medieval or bronze-age cultures where women were dependent. In modern times, women have the right to work and they do.

As a working young man living in a commercial capital such as Cairo I find it unfair and insane for me to follow that model. The questions I ask are:

- Why should I own an apartment? A quarter of a million pounds can be invested in a new business that creates lots of money in the long run and benefits us all. Why can’t we just rent an apartment?. There is no answer to the question from the part of the woman’s family.

- Why should ‘I’ buy or rent ?. Why doesn’t the woman share?. I won’t mind paying for all of it if she is not working or not able. But as I will only be marrying a working woman, why doesn’t she?. Actually the idea that a man is ‘ordered’ to pay for it all has no rational basis. And the woman who happily accepts that while being able to pay is abusive in fact.

- I’m a man and I’m not happy about it. Why a wife should be ‘obedient’ to her husband?. Aren’t we embarrassed of the word ‘obedient’ when we utter it?. Women already express reservations on the term but they can hardly dare to criticize the religious concept. I’m not buying a slave. In these times, the society needs women are independent thinking agents for the good of themselves and for the good of society.

I guess these are the basic why’s I can offer. I seek an institution where equal partners both lead a good life. Where decision making is taken by both for the happiness of both. And where the institution, as well-managed as it should be by both, happiness and self-fulfillment should be the result of that relationship. That institution is a brilliant idea to move society forwards. It wasn’t meant to terminate one’s life and turn him/her into a machine barely able to fund the ongoing expenses of life.

I suggest that both men and women of out society be more independent of their families. Those families seek only one thing beside our ‘happiness’ of course: They seek social pride. Where is the apartment?, how big?, furniture, wedding hall, dowry in addition to a number of nincompoopery.

Women who want to marry here are not devils and most would tell that they dislike this marriage model because it’s unfair for the man and it’s such a big obstacle in life. But none of these women will be able to get out of the cage of parenthood that forces them to do things for social pride and social conformity.

It takes rebels, reformists, passionate individuals to lead by example. It needs couples who won’t care for the social pride and gossip that flavors all our marriages to change this situation. In a developing economy like ours with a sick job market, it’s crazy to raise the financial standards of marriages to that level.

In the end of this survey of the Egyptian marriage model, I hereby declare:

My name is Mohamed, a young working Egyptian man who is able to fund a traditional marriage model but won’t because it doesn’t make sense.

I will not kneel to pre-medieval concepts for the sake of social pride and social conformity.

In respecting the status of women, I will never pay everything in advance for her in order to get her a full-time job as a my house maid.

Praise to the nonconformists.

 

Top posts de todos os tempos

Inspirada na Halima hoje (aliás, um post com ela é um dos meus top posts ehehe), resolvi botar no ar uma lista atualizada dos posts mais famosos deste blog, desde que foi criado. Aparecem muitas coisas curiosas ainda no motor de busca, algumas que nem posso colocar aqui! ahahaha

Então, para quem quer saber o que faz sucesso, dê uma olhada:

Página Principal
Roupas muçulmanas no Egito
Twittando – como usar o twitter?
sobre nós
Visto para estrangeiro no Brasil
+ sobre o site
Alguém já fez carta convite?
Ramadã 2009 está chegando
Homens egípcios (ou indianos, ou qualque
Transporte no Egito
Filmes para refletir sobre Islã, muçulma
O clima no Egito
Uma brasileira de burka (niqab, na verda
Depilação no Egito
Blomia Tropicalis
A conversão para o Islã
Mulher apaixonada perde R$ 40 mil para n

Uma crítica às mesquitas brasileiras

Meu post pode soar ruim na época de Ramadan, ainda mais porque eu procuro incentivar quem não conhece a religião a ir às mesquitas conhecer, ter informações, está é a maneira mais fácil no  Brasil de se aproximar do Islã. Mas deixo aqui como um protesto, pois não é de hoje que acontecem coisas desagradáveis em relação a novos muçulmanos por aqui.

Tenho excelentes relatos de algumas comunidades, como a mussalah do Paraíso aqui em São Paulo e outras comunidades do interior, além da mesquita de São Bernardo.

Mas em SP, por experiência própria e de outras pessoas que acabo indicando a procurar, o atendimento em certos locais ainda deixa muito a desejar e é uma pena. Eu não costumo revelar isso publicamente, mas eu não frequento mesquita mais em São Paulo, a não ser quando minha sogra esteve aqui, e tenho meus motivos. Na mesquita da Avenida Brasil uma vez fui quase impedida de entrar porque eu era brasileira (meu queixo caiu) e na do Brás em pleno ramadan cheguei a pedir pra sentar com umas mulheres na quebra do jejum e elas se recusaram.  Isso mesmo, sentei sozinha porque elas queriam fofocar, sei lá. E não estou falando de árabes não, nesse caso eram brasileiras também.

Bom, mas hoje mesmo uma leitora de 17 anos me escreveu perguntando qual mesquita ela poderia conhecer, pois ela tem interesse na religião. Pelo que eu sei na mesquita do Brás é que tinha aulas pra iniciantes, então indiquei ela a telefonar para o local. Afinal, alguém que liga querendo saber da religião não será mal tratado, certo?

Olha o que ela me contou:

bom… eu liguei lá.. a moça não foi muito calorosa

Liguei e depois que eu disse que não era muçulmana

aí ela falou “ah.. você não é muçulmana ?”
eu eu disse que não.. mas que queria conhecer a mesquita e a religião..
aí eu mal tinha terminado de falar… ela falou “sábado as 4 e meia”
e quando eu falei.. tá bom..
ela desligou na minha cara
não foi o acolhimento que eu esperava

***

Esse post não é para criar intriga, mas acho que tem muita gente que vê essas coisas e não diz nada, e sinto que como muçulmana é meu dever dizer que estas atitudes não representam a acolhida que uma mesquita deveria ter, nem como é a maioria da comunidade islâmica. Não tenham medo de conhecer as mesquitas aqui no Brasil, mas não liguem se alguém olhar feio ou não forem delicadas o suficiente. Eu como convertida sei o quanto é importante a acolhida, pois pode ser um momento muito delicado na vida da pessoa… Mas vão por Deus, tentem conhecer alguém na internet se possível antes, que possa te mostrar o local.

E meu único conselho para quem frequentar as mesquitas é, se ver uma menina sozinha, com dúvidas, estenda a mão e seja legal, isso colaborará muito para nossa Ummah… e quem ficar com medo de ir sozinha um dia, pode falar comigo e dou um jeito de acompanhar, porque já estou calejada de ver cara feia para mim e não ligo mais ahahah

Por fim, esse é um post triste e chato de ser feito, mas necessário.

Num mundo globalizado, liberdade religiosa tem várias faces

Um dos temas que sempre debatemos por aqui e em outros blogs é sobre a liberdade religiosa no mundo atual. As pessoas tendem a se achar modernas, como temos internet, meios de comunicação à disposição e facilidade de viajar, pensamos que estamos livres, pelo menos nos pensamentos. Mas isso é uma doce ilusão.

Quase todas as pessoas tem uma crença e uma opinião sobre o que é Deus e qual a melhor forma de estar perto dele. Até os ateus, que dizem não ter Deus, tem que pensar muito em como negar, como falar, e até mesmo caem em contradição muitas vezes por não saberem negar algo e ao mesmo tempo não chamar os outros todos de burros. É sempre complicado se falar de fé e crenças.

E eis que ontem saiu a notícia de um guia brasileiro preso no Egito acusado de ter material religioso, como panfletos e Bíblias. A primeira consideração sobre este caso é que, até agora, a mídia não publicou nada de relevante, não se sabe qual a acusação real e formal e nem porque o sujeito que, diz ele, estava apenas visitando as pirâmides, foi preso. A regra número do 1 do jornalismo é dar sempre os dois lados, mas ainda não se deu nem metade dos lados neste caso.

Segundo, pelas leis egípcias, você pode professar sua fé que quiser, no país tem muitas igrejas e até sinagoga. Existem os feiticeiros também, gente que faz magia e vive nos grandes centros, como o Cairo, tenho uma amiga que é pesquisadora da USP e estuda justamente estas culturas locais lá com crenças bem diferentes do monoteísmo, Islã ou cristianismo. Ou seja, no Egito tem de tudo sim e com um certo grau de liberdade, pois os cristãos ocupam todos os tipos de trabalho, tem lojas, ocupam os mesmos bairros e estudam nas mesmas escolas. Não são obrigados a ver aula de religião islâmica e podem ter folga em seus feriados e no domingo, enquanto os muçulmanos podem ter folga só na sexta. Então muita calma na hora de sair metralhando o Egito neste quesito.

Mas sim, é um país majoritariamente islâmico, e alguns aspectos da cultura não são tão fáceis de discernimento para quem está acostumado com os moldes daqui. Lá não é comum casamentos entre religiões diferentes, as famílias – sejam cristãs ou muçulmanas – prezam pela preservação de seus credos dentro de casa e realmente não gostam de mistura. O que acontece é muitas vezes o egípcio se casar com uma estrangeira, mas como muçulmanos podem se casar com cristãs ou judias pela lei, não há problema legal para isso e muitas famílias aceitam bem, apesar de sempre agirem conforme seus costumes. Por exemplo, uma mulher cristã casada com um muçulmano, apesar de ter outro credo, provavelmente terá que obedecer o jejum do ramadan, para partilhar com a familia e se vestir de forma mais discreta. Aliás, vale ressaltar um ponto: a maioria das cristãs no egito se vestem como as muçulmanas, só que sem véu, não é bom para uma cristã lá também ficar se mostrando demais, entre os cristãos mesmo isso não é bem visto.

Mas voltando ao assunto do cara preso. Os turistas no Egito são super cuidados pelas autoridades policiais, pois é do que vive a maioria da população. Existem guardas vestidos de branco em tudo quanto é lugar, e se um dia você sofrer um abuso, basta denunciar. Assim como em qualquer área turística do mundo existem abusos, no Egito também tem quando se trata da relação vendedor-egípcio, mas se um dia você sofrer um problema, experimetne dar um belo grito e chamar o guarda, com certeza o egipcio vai se dar mal.

A questão é, que me parece muito estranho o cara simplesmente estar no Egito passeando, sem fazer nada, e a polícia prendê-lo. Se ele tinha folhetos e Biblias, no plural, é porque de alguma forma estava distribuindo isso, talvez de forma ilícita conforme as leis do país. No Egito você pode pregar sua religião como quiser, mas dentro dos templos, não se pode fazer isso no meio das ruas. Além do mais, por ser ramadan, é de extremo mal gosto se o evangelizador fez isso de alguma forma público, e certamente seria denunciado.  Eu particularmente não aprovo essa ideia missionária de alguns cristãos, não acho que é dever ficar batendo em portas e achando que só Cristo salva, de forma muitas vezes impositiva e chamando o resto de “demo”. É a mesma coisa que reclamar de liberdade religioso, mas chamo isso de imposição e invasão de espaço religioso.

Mas como muçulmana, eu acho que se queremos construir nossas mesquitas em outros países, se queremos distribuir livros em público, como está sendo feito aqui no Brasil por diversas entidades islâmicas, num trabalho que acho bem interessante, não podemos negar o direito dos cristãos ou de qualquer religião fazer isso em outros países islâmicos. A não ser na Arábia Saudita, onde realmente é nosso local sagrado e não cabe esse tipo de coisa, assim como eu não tenho o menor interesse de transformar o Vaticano num lugar islâmico.

Acho que cada um, no mundo de hoje, tem direito a seu espaço e sua fé, mas existem maneiras de se chegar nisso, em alguns lugares é mais fácil, como no Brasil, é só olhar a proliferação de igrejas que vemos como é fácil aqui falar o que se pensa e conquistar fiéis.  Já em lugares mais tradicionais, como no Oriente Médio, essa inserção não é tão bem vista, as pessoas prezam muito mais pelas suas tradições e religião, colocam no dia a dia o que praticam e concordo que seja até perigoso para um pregador tentar ficar falando e pregando em público algo diferente. O problema disso tudo, é que se distorce a questão da liberdade religiosa – que não existe nem no Brasil, nem nos EUA, nem no Egito e nem na China, etc – em uma questão envolvendo política, costumes locais e até xenofobismo em certos casos.

Infelizmente, muitos se aproveitam da religião, em diversos aspectos, para benefício próprio. Seja no uso do Islã como arma política e militar (na chamada Jihad, que em sua premissa básica não tem nada a ver com matar infiéis) ou na política evangelizadora que promete de tudo, até mesmo asilo político, para quem aceita Cristo. Infelizmente, em países como Egito e Irã, é muito comum muçulmanos “convertidos”, geralmetne de origem humilde, sem mtas perspectivas, se mostrarem convertidos cristãos e dizerem que são perseguidos pela mudança, para pedir asilo em outros locais, como sempre países de alto nível para os quais nunca conseguiriam um visto. E os cristão usam isso como propaganda, os muçulmanos acreditam menos ainda e problemas como o do guia no Egito, se repetirão para todo o sempre. Eu creio que realmente ele pensa que estava fazendo algo certo e divino, mas o mundo não é um conto de fadas, assim como eu aqui no Brasil enfrento diversos desafios acerca da minha religião, e até do demo já fui chamada, por também um evangélico…. contradições da nossa vida, difícil é fazer para os outros, o que esperamos que façam conosco, pois a tendência é de acharmos que só nós temos a razão.

Tem coisa mais chata que xenofobismo?

Hoje é dia de ler abobrinha na internet, já que vários sites deram a notícia de que a França está banindo a burka do país. Até aí, eu aceitaria a divulgação e comentários, se eles fossem apenas por parte da questão de segurança, que em locais públicos não seria seguro alguém cobrindo o rosto, já que não é um país islâmico. Mas aí não, me vêm com argumentos retartados sobre liberdade da mulher, de se entregar aos costumes do país que imigraram, etc.

Então tá, brasileiros que pensam assim, a partir da agora é proibido ouvir samba quando vocês emigrarem, tá certo? E quando um gringo vier aqui, se ele não falar português, vamos bater neles, afinal integração a forçaaaaaaaaaa pessoal, é isso que vale.

Aí eu estou quieta no meu canto, nem comentanto, alguém tuita essa pérola: O pior do debate sobre a burka é q sempre tem feminista de plantão pra dizer q o nome não é esse e q elas usam pq gostam. Naquele calor?

Bom, vocês já imaginam a discussão que entrei. Parte dos argumentos de quem pensa este tipo de coisa, infelizmente, segue uma linha xenofobista, daqueles em que uma raça se sente superior a outra, mas quando o assunto é religião acho um pouco pior, já que você não julga só um país, mas gente de todo mundo que decide seguir tal credo.

Acho tão triste, assim como ver um paulista sendo preconceituoso com um nordestino, ou alguém fazendo piada de gays (sim, no Islã não é permitido, mas quem sou eu pra fazer papel de Deus e julgá-los???), ou um negro recebendo salário inferior só por causa da sua cor. E já tivemos tantos exemplos tristes recentes da nossa história de xenofobismo, seja com Hitler ou com o mais recentemente lembrado massacre dos muçulmanos na Bósnia em 1995. Isso mesmo, faz 15 anos apenas que um horror daqueles aconteceu na nossa Terra. E quem diria, os agressores/vítimas só mudam de posição de tempos em tempos….

Por isso, antes de julgar um povo, uma religião, cada um deveria olhar para seus próprios erros e corrigí-los. O pior tipo de argumento é aquele “ahh mas cristão são perseguidos nos países islâmicos” ou “você não pode sair de saia curta no Irã”… se For assim, a lei é olho por olho, dente por dente, e nosso mundo vai continuar ladeira abaixo. Até porque, se formos culpar todo um povo por causa de seu governo, a situação fica preta né???

Minha ingênua visão sobre Israel e Palestina

Aviso: este post pode ser um pouco polêmico.

Agora que aconteceu isso com a flotilha de ajuda humanitária, mais muçulmanos que estão nas minhas listas de contatos em redes sociais estão tratando Israel como o diabo na terra e o sionismo como o “novo nazismo”, como se a expressão em si não fosse absurda.

Primeiro, acho que comparar qualquer coisa com nazismo é forçar a barra ao extremo. São duas épocas diferentes, conceitos diferentes. Pelo que eu saiba, não existe campos de concentração de palestinos com tortura, câmaras de gás de extermínio amplo e trabalho escravo forçado em Israel. Aliás, é um dos países que dentro do belicoso oriente médio mais se desenvolveu – com ajuda dos EUA e outros grandões, claro, mas não dá para se negar que o país soube aproveitar bem os recursos que recebeu, ao contrário de outros árabes que tem muito petróleo e só agora estão investindo na população em geral.

Então, acho muito complicado julgar um povo como um todo, querer o extermínio de uma raça e religião como muitos tem pregado. Me dá até medo deste tipo de reação, pois é o mesmo tipo de coisa que condenamos em outros povos, como o patriotismo americano, o xenofobismo europeu. Dói ver muçulmanos agindo da mesma maneira, quando lhes é conveniente.

E não, não concordo com a forma que o estado de Israel foi formado e como eles pressionam o povo palestino e os impõe uma condição de vida sub-humana com bloqueios e ataques. Mas a história não é tão simples e fácil de ser contada. Para se ter idéia de quão complexa se tornou a questão, até mesmo um país árabe muçulmano como o Egito, que controla Gaza, fez bloqueio aos palestinos. Lembro que quando estava fazendo minha papelada no Egito, existiam sempre filas separadas para os palestinos, seja para visto ou outras coisas, pois o caso deles é muito delicado.

Eu posso ser muito ingênua e pacifista, mas acredito que a religião não sirva para nos separar dos outros, mas sim buscarmos a diplomacia e a serenidade para encontrarmos soluções que envolvam a menor perda de vidas possível. Pode até parecer impossível às vezes, mas temos grandes exemplos de pessoas que no nosso tempo agiram com paz e tiveram grandes conquistas, como Mahatma Ghandi, Madre Teresa e Nelson Mandela. Se estas pessoas não representam nada para você, pense então nos exemplos da sua religião. Eu tenho na minha mente vários, como Jesus e Mohammed.

Então, só me resta na minha existência insignificante e que em nada influi neste mundo, rezar para estar viva no dia em que seja encontrada uma solução pacífica e diplomática para Israel e Palestina. Que sejam dois estados, ou o “Palestiel = palestina+israel”, ou qualquer coisa boa para todas. E que eu não tenha que ouvir mais absurdos de tiozinhos do Irã, tipo holocausto não existe e vamos fazer uma bomba, já que Israel tem, ou que vale a pena ser homem bomba para defender meu direito, ou que fui escolhido para ter tal terra e por isso é meu direito matar até quem mesmo já vivia ali.  Ou que D’us ou Allah, ou até mesmo Deus, são coisas diferentes…

Sou boba, né?

Os “foras” da mídia

Legenda da imagem no site do IG: Ativistas comemoram libertação no ônibus que os levou para a Jordânia (foto da AFP)

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É complicado botar um jornalista dentro da uma redação para fazer legenda sobre algo que ele não tem a mínima noção, né? Para quem não sabe, levantar o dedo indicador assim é o mesmo que dizer “La ilaha illa Allah” – Creio somente em um Deus e adoro somente a Ele, a profissão de fé de todos os muçulmanos.

Ou seja, eles naõ estão fazendo a nº1 da 51 nem dançando marchinha de carnaval, não estão celebrando, mas dizendo sua profissão de fé.

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Sobre o que aconteceu em Israel, não vou nem discutir, pois isso levaria mil posts e até eu ter tempo para isso já passou o calor do momento. Só posso comemorar que o Egito finalmente abriu a fronteira de Raffah, mas creio que isso será algo só temporário, pois não acho que o Hamas vai deixar isso quieto e se fizerem algo o Egito não vai apoiar.

Mas só pra deixar uma polêmica, minha opinião se eu fosse a dona do mundo: criaria dois estados, um de Israel e outro Palestino – com terras de Israel, não de vizinhos árabes. Enquanto um não aceitar a existência do outro, vai continuar a mesma briga lá. Às vezes nas relações internacionais, temos que defender o que não achamos justo, apenas na busca de um bem maior.

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