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Criação de estados islâmicos
Vou tentar fazer um post rápido, mas denso sobre uma das questões mais interessante desse nosso mundo quando o assunto envolve muçulmanos e seus respectivos países de origem. Como muitos já ouviram falar, existem diversas nações ou repúblicas que se auto-denominam “islâmicas”, caso do Irã e da Arábia Saudita.
Em tese, isso significa que o determinado país pratica as leis da sharia, a lei islâmica. Mas vamos parar por aí. Quem já não ouviu falar de abusos de poder nestes países, perseguição à minorias e erros em condenação? Eu sei, em todos os países existem corruptos, juízes falhos e burocracia. Porém, quando se coloca a religião como reguladora disso tudo, fica complicado. E as pessoas não-muçulmanas não são condencentes ao examinar cada pessoa em si e seus erros humanos, mas rapidamente associam o credo a tais atos, o que na verdade é completamente falho.
Minha intenção não é aqui criticar a intenção do estado islâmico, mas sim a forma com que ele vem sendo divulgado e difundido, contribuindo mais ainda para a criação de esteriótipos do muçulmanos, estes sim que se tornam um minoria assustadora para quem não conhece a religião e seus fundamentos. As notícias falam por si, como proibição de burka na França e protestos na Suíça contra minaretes nas mesquitas. O problema é que, muçulmanos sem compreender o que de fato ocorre no nosso mundo globalizado, incendeiam mentes de jovens seja no ocidente como no oriente, com idéias de terrorismo, jihad armada e coisas que, de islâmicas, nada possuem. E aí pronto, o preconceito está lançado às massas.
Acho que todos que tem um credo, como já disse em posts anteriores, sonham com uma sociedade com os mesmos preceitos de amor, misericórdia e respeito prescritos por seu credo, e eu como muçulmana não sou diferente. Porém, o mundo de hoje permitiria tal estado secular? Hoje é difícil se definir a religião de um estado, no Brasil são dezenas de credos, nos EUA mais um monte, até no Egito onde a população costumava ser 90% muçulmana, hopje já existem templos evangélicos no estilo dos brasileiro em busca de fiéis. Israel, que se denomina sionista, também não tem conseguido conter a onda migratória, principalmente de africanos. Ou seja, como criar um estado laico, onde existem tantas divergências de fé e em um mundo onde o pluralismo nacional só tende a aumentar?
Um artigo que li hoje me fez refletir tantas coisas que resolvi compartilhar com vocês. Mais uma vez, está postado no excelente Daily News Egypt.
O trecho que mais me tocou foi uma das frases de Mohamed Talbi, um escritor e intelectual tunisiano. Ele clama que as sociedades muçulamnas abandonem o paradigma da criação de um estado islâmico, e ao invés disso, que lutem por uma Ummah global, uma comunidade gloval que compartilhe os mesmos valores de liberdade e justiça. Para ele, o Islã tem entre seus conceitos as diferenças com unicidade, chamado de pluralismo. “Eu sou um átomo muçulmano com uma mólecula humana. Minha ummah é a humanidade, e eu não faço nenhuma distinção entre confissões, opiniões, cores ou raças, todos os que pertecem a raça humana são meus irmãos e irmãs.”
Bom, vale a pena ler o artigo completo abaixo no original ou na tradução paraguaia do Google aqui. E discutam, por favor, suas opiniões!
SEEK ISLAMIC SPIRIT, NOT STATE, SAY MUSLIM SCHOLARS
CASABLANCA: The Islamic state is a controversial issue in the West, as recent news confirms. Last October, an imam was killed and six men arrested by the FBI in Detroit for allegedly conspiring to establish an Islamic state in the United States. In the United Kingdom, government officials worry that extremist groups like Hizb-ut-Tahrir have infiltrated Muslim schools to propagate their vision of an Islamic state.
Public opinion in the West reflects the fear that radical Muslims are trying to impose their values on the rest of the world. But the nebulous term “Islamic state” is not merely a concern for the anxious Western world, it is actually a point of discord and contention within the Muslim world itself.
For many Muslim theologians, the Islamic state actually represents an obstacle to Islamic ethics and values. In Iran, pre-eminent scholar Abdulkarim Soroush, also a former political figure, emphasizes how difficult it is to sustain civil, political and religious rights in the current Islamic Republic of Iran. Even the new wing of the Muslim Brotherhood in Egypt believes that an Islamic state is not feasible in today’s world.
Increasingly, Muslim scholars across the world are calling for alternative systems that can foster an Islamic vision of society and simultaneously accommodate our increasingly pluralistic societies. They believe that pluralism and the universal democratization of human rights are at the heart of the Quran. There are diverse opinions about the nature, shape and purpose of an Islamic state, ranging from the conservative to the very progressive. However, Islamic states as we know them today have largely failed in creating political systems that respect such ideas.
As a result, Mohamed Talbi, a Tunisian writer and intellectual, calls on Muslim societies to abandon the Islamic state paradigm and instead strive for a global ummah, a global community that shares the core values of freedom and justice. To him, Islam is embodied in the concept of “differences within unity”, namely pluralism. He writes, “I am a Muslim atom within a human molecule. My ummah is humanity, and I do not make any distinction between confessions, opinions, color or race; all human beings are my brothers and sisters.” This time of globalization represents to him a rare opportunity to work towards this ideal.
Farid Esack is another Muslim scholar, from South Africa, who argues against an Islamic state in today’s world: if Islam’s message is to fight for oppressed communities, then Islamic states as we currently know them are anything but Islamic. He came to this conclusion as a result of his personal experiences — first, as a student in Pakistan when he witnessed the persecution of poor and marginalized non-Muslim communities and, later, as an activist in South Africa, when he experienced solidarity with people from all faiths against apartheid. A close ally of former South African president Nelson Mandela, Esack also proposes a different form of Islamic influence embodied in a global ummah that does not simply tolerate differences but also unites humankind beyond race and religion for a specific purpose: justice.
Esack believes that the ummah cannot be defined by kinship but by acts of faith: the real ummah is a united inter-religious struggle against oppression in all its forms.
Abdullahi Na’im, a Sudanese Muslim intellectual who had to flee Khartoum for following the open religious doctrine of Mahmoud Taha, a Sudanese theologian and political figure who advocated political and liberal religious reform, is convinced that an Islamic state is doomed to failure and that secularism–rooted in freedom of religion, ethics and morality, and rights and duties — is by far the best system for Muslims throughout the world. This form of secularism would have to be inclusive of different worldviews and could only be built through the dialogue and exchange of a global civil society.
The importance of the ummah over the Islamic state demonstrates a shift from the state — the political apparatus — to individuals and communities who become active agents responsible for implementing Islamic ideals in their pluralistic societies. This interesting proposition, rooted in an Islamic worldview, could be a more fluid and suitable framework for our globalized world.
Wrtitten by Isabelle Dana (isabelle.dana@gmail.com) is a professional in communications and media with a focus on Africa, the Middle East and Islamic studies. This article is part of a series on Islamic law and non-Muslim minorities written for the Common Ground News Service (CGNews).
Política e a roupa da mulher no Egito
Obs. estou vendendo algumas roupas egípcias:
Quem conheceu o Egito há pouco mais de uma década com certeza viu um país diferente do atual, em termos religiosos. Enquanto os cyber cafés se espalham pelas cidades, meninos e meninas travam conversas de adolescentes normais pelos comunicadores instantâneos, a televisão mostra artistas tão semi-nuas quanto as que temos no Brasil, uma parcela da população cada vez maior vai contra tudo isso e se fortalece na aplicação em sua vida de práticas islâmicas consideradas ortodoxas.
Não são somente as orações, praticadas cinco vezes por dia por boa parte dos egípcios, nem mesmo expressões como “insha Allah” e “alhamdo lellah”, que recheiam as bocas dos comentários até mesmo mais fúteis, como partidas de futebol. A religião tem impregnado o Egito como uma reação a uma vida que não está indo nada bem, contra um sistema que se diz secular, mas ao mesmo tempo é corrupto, tradicional e tirânico. Enquando uma elite rica se esbalda por suas Mercedez e BMW nas ruas sem controle de tráfego das grandes cidades, como Cairo e Alexandria, uma maioria esmagadora da população sobrevive de pão subsidiado e salário míseros.
Boa parte da população, mesmo a que é considerada classe média, não possui luxos básicos, como um elevador em seu prédio. E sim, sobem 3, 4, até 10 andares todos os dias a pé, com compras, crianças no colo ou que for. Eu sempre calculei o abismo do Egito pela altura do vão das escadarias de seus prédios que tive de subir a pé. E, sinto muito, nunca achei divertido o fato da maioria ainda usar cestinhas amarradas por cordas para pegar produtos que estão lá em baixo. Eu vejo muito mais cultura no Egito do que nas bancas de falafel sujo, a falta de higiene dos vendedores de sucos, que largam pedras de gelo no chão e as colocam em seu copo quando vendem bebida para você. Cheguei a rir quando um vendedor de sorvete simplesmente usou o dedão preto para moldar o sorvete que pedi, e com a mesma mão recebeu o dinheiro encardido do pagamento. Apelidei aquilo de “finger ice cream”, mas hoje não vejo mais graça nisso tudo, mas sim uma sensação de abandono completo de um país. E um país riquíssimo não só culturalmente, mas com vantagens econômicas e políticas que poderiam fazer inveja a muitos vizinhos da região, como Tunísia e Argélia, se fossem melhor aplicadas.
Eu não acho mal nenhum que mais mulheres optem por usar niqabs e homens se voltem para a religião com suas barbas longas e zebibas na testa (marcas de oração). Acho uma baboseira que o poder tente estabelecer coisas de cunho pessoal, como a forma de alguém se vestir, como fazem no Egito hoje e em países da Europa, como a França. Mas debates como esse aqui, proposto pelo Egypt Daily News, não devem ser deixados de lado. E, por mais que os religiosos queiram me atirar pedras, infelizmente o aumento da pobreza no Egito é diretamente proporcional ao aumento da religiosidade do seu povo.
Uma pesquisa rápida feita no país mostra que a maioria das mulheres acima dos 45 anos não usou véu na sua adolescência e até mesmo depois de casadas. Estas mesmas senhoras, hoje em dia, andam de cabeça baixa, muitas vezes em abayas escuras e feitas de tecidos totalmente inapropriados para o verão seco do país. Egito não é e Arábia Saudita, onde existe ar condicionado para todo lado. O Egito está pobre. Nos trens, ônibus e ruas abarrotadas, inúmeras vezes tive de me afastar de um grupo de mulheres completamente cobertas, tamanha onda de calor que imanavam e cheiro de suor de suas roupas. Acho-as lindas, mas me dava tristeza de ver o estado em que se encontravam. Elas cobrem porque querem, mas não têm dinheiro para tanto sabão em pó que dê conta de suas vestes. Muito menos moram em locais apropriados para tal, com máquina de lavar totalmente automáticas como as nossas ou ventilação.
Eu não sou contra o niqb, muito pelo contrário, acho uma belíssima demonstração de fé e apego à família. Mas são poucas as que realmente podem usufruir destas vestes como deveriam. Conheci algumas senhoras mais abastadas, que na juventude nem hijab usavam, mas que passaram para o niqab ao notarem que o país em que estavam também passava a ter outros valores. Mas são poucas as que não precisam trabalhar, que contam com serventes para fazer seu trabalho pesado e podem ficar tranquilas trancadas dentro de casa sem serem vistas. Essa, no entanto, não é a realidade da mulher egípcia atual.
Apesar da cultura e tradicionalismo insistirem que a moças dessa geração devam exigir apartamentos e muito ouro como dote, são poucas as que verdadeiramente podem se dar ao luxo de dizer não ao trabalho e a uma vida mais ativa. As diplomadas cada vez mais buscam estágios, a entrada no mercado de trabalho, pois se está difícil manter um padrão de vida num país como o Brasil, oitava economia do mundo, o que dirá do Egito, onde existe falta de direitos trabalhistas e inflação descontrolada.
A questão é que as mulheres de niqab conquistaram seu espaço na paisagem do país. Elas estão por todos os cantos, perambulando pelas ruas, em motos, sentadas na mureta de pedra em frente ao mar e carregando compras. Mas o Egito, incogruente como é em tantos aspectos, não tem espaço social para este tipo de mulher, apesar de ser uma sociedade islâmica. Mulheres com niqab não podem trabalhar, não podem frequentar algumas faculdades. Para elas, fazer uma refeição em público é complicado, estender uma roupa no varal, diante da falta de espaço e privacidade egípcia, é digno de palmas para uma mulher totalmente travestida e com privação de movimentos. Como é que, alguém vivendo nos empilhados apartamentos egípcios, consegue se manter incógnita dia e noite até mesmo dentro de casa? Só fechando muito bem janelas e portas, vivendo na escuridão, ou mantendo a veste o dia todo. Acho uma vida muito sofrida, como ressalto, pelas condições de vida do Egito, não pela escolha religiosa destas garotas e senhoras. Muitas mulheres de niqab consideram sua forma de vestir um protesto contra o país, contra a situação em que se encontram e uma busca por Deus, somente ele, nesta vida terrestre. Mas, infelizmente, quando se têm pouco para comer e almejar, a fé é a melhor cura. Quando a realidade é dura demais, porque não tentar um abono para o pós-morte?
Ao mesmo tempo, não acho que a outra parcela da população, que mistura véus coloridos com jeans apertados e blusas tão coladas no corpo quanto a de qualquer adolescente que vemos na praia brasileira, está coberta de razão. Acho que se existe uma opção religiosa, que esta seja seguida da maneira correta e não por hipocrisia. Se você quer mostrar que é muçulmana, que haja como tal e entenda que a moda ocidental não é feita para você. O niqab é o reflexo maior do que a sociedade enxerga como respeitoso, mas nem todos os jovens estão sabendo interpretar esta informação. É muito raro encontrar meninas de menos de 25 anos usando abayas, vestidos largos e apropriados para o conceito islâmico. Eu mesma, usando abaya no Egito, não conseguiria nunca um emprego bom. Sei disso porque nos locais em que fiz entrevistas, ou me negaram porque usava véu – sim, mesmo o meu sendo colorido e cheio de adereços modernos – ou todas as meninas se vestiam com roupas modernas, coladas ao corpo, mas adornadas por um véu que combinava exatamente com tudo, até mesmo detalhes, como cor do cinto e sapatos.
Então, sempre me fica a pergunta? Até que ponto, a veste islâmica representa a verdadeira busca por Deus no Egito? Em que ponto nestes últimos anos a forma com que as egípcias se vestem passou a ter muito mais a ver com sua situação econômica e política, do que com iniciativas individuais em prol da fé?
Apesar de tudo isso, não pense que você estrangeira, ao caminhar pelas ruas do Cairo com seu shorts curto ou blusa de alça está causando comoção. Os olhares que recebe, as brincadeiras e galanteios dos homens de lá, não são elogios. São um tapa na sua cara te chamando de vulgar e inválida. Eles querem seu dinheiro, seus dólares para ter o que comer, mas nunca te respeitarão como mulher e ser humano. Numa sociedade onde religião e pobreza coexistem, paradoxos como esses são criados. Afinal, se um homem muçulmano é realmente religioso, preferirá abaixar o olhar e virar de costas.
E nestas e outras, é que o Islã fica tão mal compreendido mundo afora! Até mesmo para eu, inserida em todo este contexto, não entendo muitas coisas, e proponho debates como estes…
** como posso ser mal interpretada por gente que não consegue ler direito, vou ratificar algumas coisas aqui: 1 – sou muçulmana e apóio o uso da veste islâmica. 2 – o Egito é minha segunda casa neste mundo e se critico, é pq tenho propriedade para falar, afinal fui embora de lá por causa dessas coisas. Também tenho muito para falar do Brasil, mas não é o caso hoje. 3 – Não acho que meu ponto de vista seja final, aceito debates e frases contrárias, pois este é um tema por demais complexo para achar que se esgota em um simples post.
Intolerância pra quê?
Estou começando a ficar cansada desses ataques… o que eu escrevo é para desmistificar as coisas, explicar, dividir conhecimento. E cada vez mais me aparece gente com sede de aniquilação, como se a religião de alguém fosse motivo suficiente pra querer matar ou odiar.
Sei lá, lendo este tipo de coisa, só posso pensar que nós humanos não conseguimos evoluir em nada nessas centenas de anos que existimos e me dá certa angústia ao perceber que o final da ignorância está longe de acabar. Estamos fadados a nos extinguir sem nos darmos bem?
Só posso terminar esse domingo com uma frase melancólica que meu colega twitteiro @claudimartins me enviou outro dia:
Não há religião que vença a burrice!
Hajj
Vejam esta imagem fantástica de hoje publicada no UOL sobre o HAJJ. Para entender mais clique nela que você seguirá direto para uma animação muito bacana que explica todos os passos da peregrinação a Makkah.
Feliz Eid!!
Eu também falo da menina da Uniban
Sei que pedi várias sugestões no post anterior e vou tentar atendê-las o mais rápido possível. Mas tem coisas que vão acontecendo no dia a dia e martelam na nossa cabeça, e sempre que paro aqui para escrever algo, são elas que despontam logo no meu pensamento.
Semana passada foi uma semana bem ruim, acho que é normal ficar de baixo astral e toda vez que estou de TPM é normal isso acontecer comigo. Os fatos que antes era chatos mas eu deixava passar batido, quando estou assim sensível viram o maior problema que fica martelando na minha mente. Mais uma vez passo a me preocupar com coisas que nem são da minha alçada, e outros problemas que me atingem diretamente ganham uma proporção ainda maior.
Uma dessas coisas que me encheu o saco semana passada foi essa história da menina da Uniban. Eu não vou julgar a roupa dela, a atitude nem nada. Não a conheço, não sei se ela fez algo provocativo, sei de muita mulher que gosta mesmo de causar e abaixa o nível quando pode, e a atitude dos colegas só mostrou que o ambiente daquele faculdade deve ser o mais deploráve possível. Até porque, me poupem, duvido que aqueles rapazes sejam a favor de moral ou qualquer coisa. Não estou entrando no meu discurso ideológico e religioso do que acho certo, pois minha religião só diz direito a mim e não posso obrigar outros e nem julgá-los pelas crenças que eu tenho.
Mas o que me incomoda em tudo isso? O fato de que os brasileiros, tão afeitos à liberdade, não sabem usá-la com cuidado e dignidade. Pedem uma revolução do vestinho cor de rosa, e misturam coisas que não tem nada a ver com isso, como comportamentos islâmicos. Quantas piadinhas sem graça não vi comparando a Uniban com talebã, falando de burca e Irã, além de outras coisas a mais envolvendo o islamismo com essa história?
Sei que os talebãs dão motivos suficientes para todo mundo fazer piadas com eles e os muçulmanos ajudam isso ainda ao dizer que eles lutam por Deus e que ninguém sabe o que acontece no Afeganistão de verdade. Uma coisa é defender o Islã e a criação de nações islâmicas, outras é tapar o sol com a peneira só pra não dar motivo de falarem mal da religião. Mas para mim, uma coisa não tem relação com a outra, temos sim que punir e condenar os muçulmanos que agem errado em nome da fé, para que o preconceito contra nós diminua e a religião se expanda de forma verdadeira. Eu nunca serei capaz de defender que mulheres não estudem, que todos devem se vestir de certa forma mesmo contra a vontade ou que casamentos forçados são naturais. Muitas decisões devem ser de fé e coração de cada um, não por imposição.
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Outra coisa que me chateia é algo meio corriqueiro para todos: o mundo corporativo. Sei que quem espera um mundo ideal morre de ideologia e pobre, mas não custa querermos que o ambiente de trabalho e nossas relações corporativas sejam um pouco mais claras e sinceras para todo mundo sair ganhando?
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Eu tinha escrito esse post antes e guardei, porque agora sempre que estou chateada com algo seguro e leio quando não estiver mais assim para ver se quero mesmo falar tudo que pensei. E pronto, passou. Apaguei metade do post e só deixei as coisas mais ligh ahahahaha Minha TPM passou já, ufaaa….
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E vamos as coisas boas da semana: comi sushi sábado e me esbaldei no salmão, mesmo assim emagreci essa semana
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Continuo na minha dieta, não estou falando dela porque quanto mais eu falo, menos eu faço. Então agora estou indo tranquila, num ritmo que meu corpo e cabeça aceitam.
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É bom comemorar porque só falta quase um mês para eu tirar uns dias de férias de novo, e desta vez com meu maridão
que vai ter as primeiras férias dele no Brasil! Alguém tem sugestão de lugar BBB – bom, bonito e barato – perto de SP?
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Mostafa anda ocupado todas as noites com as aulas e achei uma coisa inútil (mas legal) para passar meu tempo quando não estou ocupada. É algo que já tive antes, de criança mesmo, confesso, cheguei a ficar viciada uma vez e parei: Neopets. Agora só entro para ver os joguinhos e de noite, nada de exagero ehehe :d Melhor que a fazenda do Facebook!!! Se alguém tiver me procura lá, meu nome é tito_balooza (em homenagem ao meu gato) Se você não tem conta e quer fazer, usa esse link aqui para se inscrever, que assim eu ganho pontos também! ahaha (ops, já estou ficando viciada nos pontos de novo
) Já aviso que não é muito fácil de entender, mas é tipo um tamagoshi mil vezes melhorado, você cria um pet, mas tem um mundo para explorar, rolam uns desafios, coisa de nerd, geek mesmo :-p
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Mostafa anda cometendo umas gafes engraçadas no português. Ele tinha parado com isso, mas volta e meia ele vem com umas:
- Eu te ligo aqui da pouco.
- Ah, quero ir no cabeleireiro. Vou rasgar minha cabeça.
Personagem muçulmana na Malhação
Gente, acabei de ver a abertura da nova temporada de Malhação e tomei um susto em ver uma menina de véu. Corri pra internet pra ver do que se trata e descobri que a série terá uma muçulmana, uma menina vinda do Irã que usa véu e enta se adaptar ao Brasil.
Fiquei até curiosa para assistir agora e ver como será o andar desta personagem, espero que não deturpem nada nem tirem valores dela!! É ver para conferir!
Para quem está curioso, aqui está a atriz:

Samira: muçulmana recém-chegada do Irã, de onde veio com a família fugindo da repressão. Sua mãe é brasileira. Fala fluentemente árabe, farsi e português e se veste de forma tradicional, com véus cobrindo os cabelos e roupas largas que não marcam seu corpo. Planeja estudar algo que a ajude a entender melhor o ser humano.
Pensando sobre religião
É engraçado como a procura por nossos antepassados é instigante. Sejam os cientistas, loucos por teorias da evolução; filósofos, para os quais a existência começou com a alma e a razão; ou religiosos, que nos fazem nascer do barro. Eu, reles mortal, patinava em tudo isso em busca de razões. E à medida que mais me procuro, menos sei de mim mesma.
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Existiu um tempo em que eu não entendia a religião, os credos e porque deveria confiar no que os homens me falam. Esperei ver um milagre na minha frente, fui em retiros e achava que ia ver Jesus passeando em alguma nuvem. Pedia alguma prova, mas depois ficava com medo de algum santo me aparecer de noite e me dar um susto. Falava para Deus então que eu não queria ver nada não, muito obrigada.
Aprendi sobre a ciência, li de cabo a rabo um livro sobre os dinossauros. Pensava em como o mundo poderia ter tido tudo aquilo, como espécies desaparecem. Ouço falar no fim do mundo, no aquecimento global, na volta de um profeta. Queria saber onde está Deus, fazia as perguntas básicas da filosofia: de onde vim, para onde irei?
Mas depois de viver perdida neste mundo, encontrei alguém que me tirou a poeira dos olhos e libertou meu coração. Algo inexplicável nos uniu mais do fisicamente. O que inquietava meu coração simplesmente sumiu. Aprendi novas coisas, um olhar diferente sobre Deus e vi lógica no mundo. Não, não virei criacionista. Muito pelo contrário, com a fé renovada vi muito mais sentido nas explicações da ciência, entendi a mágica dos buracos negros, a magnitude dos instintos animais e a ordem suave e constante da natureza. Se existe algo que nos deu origem, uma evolução da espécie, nada disso poderia acontecer sem um ponto inicial. É Deus que iniciou nosso processo de existência, sem Deus, mesmo com a evolução e mil Darwins dando ordens, nunca chegaríamos ao que somos hoje. Existe algo além do que podemos explicar dando sentido a todas as mudanças e a evolução não pode ser apenas do acaso. Ou por acaso nos tornamos humanos? Por um simples capricho da sorte estamos aqui, temos sentimentos e pensamos? Impossível. Não sei como os ateus sobrevivem a estas questões tão simples.
Vejo na ciência e religião complementariedades, não disparidades.
Um sorriso me escapa a cada vez que descubro mais coisas do nosso mundo e do universo. Já ouvi falar de massa negra tapando buracos no universo, da física que nos mantém grudados ao chão. E vejo coisas tão simples e grandiosas ao mesmo tempo, uma gota d’água evaporando na frigideira, uma brisa tocando meus cabelos. A cada mistério, em cada nova pergunta, só consigo enxergar a existência de Deus.
*
Minha fé não veio apenas na forma. Ser muçulmana não significa apenas vestir certas roupas, rezar com a testa no chão ou dizer Salam Aleikom. Ter fé é sentir, estudar, buscar conhecimento que vai além de normas e regras a serem seguidas. Não me adianta de nada decorar mil hadiths ou dizer que sigo a sunnah, ir até Mekkah e chorar em frente à Kabbah se faço tudo sem entender que, acima de tudo, as provas de que Deus é grande – Allahu Akbar – estão no meu dia a dia e em qualquer lugar. E para exergar isso não existem métodos ou regras, é algo que nasce dentro da alma.
Não, não estou renegando nada, nem dizendo o que é ou deixa de ser obrigatório. Mas acredito que só vou deixar de ler notícias com menos preconceitos e piadas em relação a nós quando os próprios irmãos muçulmanos deixarem de pensar apenas na forma, nos julgamentos que fazem e nas desculpam que vivem criando para cometer abusos, e passarem a se focar no mais importante, em Deus.
(e o pior é pensar que o que escrevi hoje, para alguns muçulmanos será de ofensa grave.)
Direção de Makkah
Os muçulmanos quando oram, precisam estar virados para a direção de Makkah, que fica na Arábia Saudita. Para quem não tem uma bússola ou se enrola com ela (como eu), nada melhor que o site http://www.qiblalocator.com/. Basta colocar seu endereço e bairro, e pronto! Ele te diz exatamente onde está Makkah e baseado nas ruas ao seu redor você se encontra!
E porque os muçulmanos se viram para este local? A história completa você pode ler aqui, e o fato mais importante é que além de ser uma orientação do profeta Mohammed, é lá que está guardada um pedra na qual o profeta Ibrahim (Abraão) subiu pra construir a Kaaba. A Kaaba é aquela construção em forma de cubo, coberta por um tecido preto e com o Alcorão escrito em dourado.

A Kaaba e pessoas orando em volta (estas fotos foram feitas pelos meus cunhados)

Um amigo e o irmão do Mostafa

Minha cunhada, para mostrar que as mulheres andam normalmente por lá também, mas acompanhadas
Violência contra a mulher
Hoje é dia de post copiado. Mas este vale a pena. Quem não conhece o blog Mulher no Islam, está convidado novamente a entrar lá. E porque falar desse assunto? Assim como a Sheiloca eu também tenho meus acessos de raiva e quero sair pro mundo falando umas verdades às vezes, no meu caso quando falam da religião muçulmana baseado em exemplos nada corretos. É como querer julgar os evangélicos pelos bispos que roubam, ou os católicos pelos padres que foram incriminados por pedofilia, não é muito justo, certo? Aliás, ótima coisa também é ler esse post aqui da Elaine. Ou seja, para fim de conversa, acho que cada um deveria ser feliz com o que tem, e se for o caso, converse com quem for próximo sobre seu credo e exponha seu ponto de vista, assim é mais elegante.
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Violência contra a mulher (post em http://mulhernoislam.blogspot.com/)
Um dos assuntos que a mídia, e as pessoas preconceituosas também, adoram debater é “a violência contra a mulher no mundo Islâmico”. Vamos com calma. Acaso essas pessoas que alegam que os muçulmanos são violentos com suas esposas, não assistem á TV? Liguem, assistam. Todos os dias há um novo caso de violência contra a mulher no Brasil. São espancamentos, queimaduras, estupros, mortes, esquartejamentos. O Brasil é um país de maioria cristã, logo, eu posso supor que os cristãos são extremamente violentos!
Pessoal, violência contra a mulher é um problema mundial! Homens violentos não se encaixam em nenhuma religião ou categoria cultural. A realidade é de que uma dentre três mulheres no mundo todo já foi violentada, coagida a fazer sexo ou abusada de alguma forma durante sua vida. A violência contra a mulher transcende religião, riqueza, classe, cor de pele e cultura. Infelizmente a mídia, associa qualquer crime praticado por um muçulmano, como sendo ensinado pelo Islam. Exemplos:
História 1 – No Egito
“Vejam aquele rapaz matou a esposa, lógico, ele é muçulmano! São todos terroristas. Coitada das mulheres muçulmanas.”
História 2 – No Brasil
“Vejam aquele homem, matou a esposa á facadas. É um doido mesmo.”
É isso que acontece. Se ele é um cristão, um judeu, um ateu, nós não sabemos. Ninguém menciona a religião dele (se ele tiver), só se lembram de dizer que ele é um doido. Que injustiça.
Dias atrás, estava assistindo TV. Um rapaz resolveu assaltar uma loja nos EUA. Quando ele chegou lá, o dono da loja, muçulmano, o ameaçou com uma arma. O ladrão se ajoelhou no chão, pedindo clemência, dizendo que tinha família para cuidar e começou a chorar. Sabe o que o dono da loja, muçulmano, fez? Ele simplesmente, ofereceu pão ao ladrão e ainda deu uns trocados em dólares para o rapaz, e o deixou ir. Alguém mencionou que ele era muçulmano? Obviamente que não.
Enfim, o post de hoje é para ilustrar o que eu disse no começo: pessoas de má índole trascendem povos, culturas e religiões. Vamos analisar alguns dados e pensar duas vezes antes de dizer que os muçulmanos são violentos:
A cada 15 segundos uma mulher é agredida no Brasil.
Segundo pesquisa da OMS (Organização Mundial de Saúde) publicada em 2005, 23% das mulheres entrevistas na Grande São Paulo afirmam ter sido influenciadas pela violência contra a mulher, direta ou indiretamente, pelo menos uma vez durante suas vidas.
Segundo a Sociedade Mundial de Vitimologia (IVW, ligada ao governo da Holanda e à ONU), que pesquisou a violência doméstica com 138 mil mulheres, de 54 países, o Brasil é o país que mais sofre com a violência doméstica: 23% das mulheres brasileiras estão sujeitas a este tipo de violência.
Pelo menos uma em cada três mulheres ao redor do mundo sofre algum tipo de violência durante sua vida, de acordo com estimativa da Anistia Internacional.
De acordo com o Conselho da Europa (integrante do sistema europeu de proteção aos direitos humanos), a violência doméstica é a principal causa de morte e deficiência entre mulheres de 16 a 44 anos de idade e mata mais do que câncer e acidentes de tráfego.
Nos Estados Unidos, as mulheres representaram 85% das vítimas de violência doméstica em 1999, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).
De acordo com a Linha de Atendimento Nacional de Violência Doméstica, quatro milhões de mulheres americanas experimentaram um ataque violento sério, de seus parceiros em um período médio de 12 meses. Na média, mais de três mulheres são assassinadas por seus maridos e namorados todos os dias, isto é, aproximadamente 5.500 mulheres são espancadas até a morte desde 11 de setembro.
Um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que cerca de 70% das vítimas de assassinato do sexo feminino foram mortas por seus maridos.
A Anistia Internacional afirma que esses números representam apenas “a ponta do iceberg” já que a violência contra a mulher geralmente não é reportada, pois as vítimas se sentem envergonhadas ou sentem medo.
Fenômeno universal que atinge indistintamente mulheres de todas as classes sociais, etnias, religiões e culturas.
Produz conseqüências emocionais devastadoras, muitas vezes irreparáveis, e impactos graves sobre a saúde sexual e reprodutiva da mulher.
Entre 25% e 50% das sobreviventes são infectadas por DST. A cada 4 minutos, uma mulher é agredida em seu próprio lar por uma pessoa com quem mantém relação de afeto.
70% dos incidentes acontecem dentro de casa, sendo que o agressor é o próprio marido ou companheiro.
Mais de 40% das violências resultam em lesões corporais graves decorrentes de socos, tapas, chutes, amarramentos, queimaduras, espancamentos e estrangulamentos.
Fonte: Violência contra a Mulher
Reflitam.
Das coisas que o Islã é perfeito
Muita gente me pergunta porque me converti, como foi e como consegui mudar tantas coisas e tantos hábitos. Primeiro, porque se converter tem que vir do coração e de fé, não pode ser por uma pessoa. Se você tem um noivo/marido muçulmano e pensa em mudar de religião, pergunte primeiro a si mesma: ” Se ele me deixar, eu vou continuar seguindo o Islam?”
Tem gente que envia e-mails para mim dizendo que A-D-O-R-A o Islam e quer ser muçulmana, mas na hora que conversa comigo e falo das coisas básicas, como se abdicar de muitas coisas do mundo ocidental, muda de assunto. Eu não estou aqui para julgar ninguém e muito menos ficar pregando a religião, mas se você me pergunta, eu terei de ser sincera.
Umas das coisas mais difíceis para quem leva uma vida de brasileira é:
- parar de consumir bebida alcóolica
- parar de consumir carne de porco
- não frequentar lugares como baladas e bares (sim, sua vida social vai mudar bastante)
- não namorar (se tem um namorado, prepare o casamento, fale de coisas do cotidiano e da vida para se conhecerem, mas nada de outras ‘coisitchas’ íntimas, se é que me entendem)
- mudar suas roupas. Não precisa começar com abaya e hijab, faça as coisas lentamente se para você é difícil. Mas comece eliminando peças que mostrem suas pernas e curvas do corpo, além de decotes ou blusas de alça. Depois você pode passar em qualquer loja da Hering e fazer um estoque de blusas de algodão de manga comprida. Bote por baixo de batas de manga curta ou vestidos, use sempre calça ou saia comprida. Assim você vai mudando aos poucos e se acostumando.
Tudo isso que eu falei acima faz parte do Islã, mas não basta apenas fazer isso para se dizer muçulmana. Aí é que vem a mudança de atitudes, a vontade de estudar e aprender, a gana por fazer orações e aprender a Sunnah. O Islam é um código de vida e você tem de estar disposto a mergulhar nesse mundo por completo. Não adianta pegar uma parte que acha bonito e seguir, e deletar o resto mais complicado. Mesmo se você não consegue ser perfeita – ninguém é – tenha consciência do que está errado e peça a Deus para melhorar. Talvez você não vai poder usar hijab todos os dias, como eu, mas tenha consciência de que é uma obrigação que você está deixando de lado.
Bom, estou falando de tudo isso porque diariamente vejo coisas que antes não enxergava. Até mesmo no aprendizado do Islã em alguns momentos você questiona, “mas será que precisa de tudo isso?”. E um dia a resposta vem. “Sim, precisa disso tudo sim!”. Toda vez que eu tinha alguma dúvida e a explicação não entrava na minha cabeça, meu marido dizia. “Estude mais, aceite e siga. Um dia você vai entender, com certeza, as razões.” E isso sempre aconteceu.
Uma das coisas mais claras pra mim é a bebida alcóolica. Tá, tem gente que sabe tomar uma taça de vinho e um copo de caipirinha e parar. Mas a maioria não sabe não. E quem disse que a próxima vez não será você que não saberá seus limites? O humano é fraco e “se sabota” o tempo todo.
Ontem minha mãe voltava de viagem de Minas. Cidade pequena em que sempre passei as férias desde pequena. Clima bucólico, montanhas verdes de paisagem, pouco investimento social. Ou seja, juventudo entediada e que só sabe se divertir com festas em casa regadas a muito – mas muito mesmo – álcool. Não sei quantos dos amiguinhos do passado, hoje adultos, já se envolveram em acidentes de trânsito. Como a cidade é pequena, eles correm com os carros na estrada do lado e pelas fazendas a mil. Direto alguém bate. No telefone com minha mãe, ela contou que domingo mais um morreu, no trevo da cidade. 31 anos. E quantas vezes não vi jovens como ele, dizendo que não “tinha nada não” beber tanto e dirigir?
E os outros jovens de lá, que não sabem sentar no banco da praça e conversar. Não, tem sempre que ter muita bebida, música no porta mala do carro no último volume e papo sobre “ficantes”. Tantas pessoas boas e educadas que conheço, perdidas nesse ciclo de vida, sonhando com as festas de carnaval e os rodeios. Acham aquilo o máximo. Com minha idade, não sabem ser felizes sem sair pulando de roupas curtas e ficando bêbadas todo final de semana.
O Islam é assim, corta o mal pela raíz. Tudo que faz mal ao homem não é permitido, pois ninguém sabe até onde vai seu controle e quando pode cometer um deslize. Isso não signifca que você não vai mais errar, como já disse ninguém é perfeito, porém estará consciente do que seus atos podem lhe causar de mal, pois o Islam ensina tudo isso e tudo o que é melhor para sua vida, desde a forma de orar, como se alimentar, como dormir, como receber visitas, etc.
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O post ficou meio triste no fim, eu sei, mas tem tanta coisa que vejo no mundo atual e, como muçulmana, é difícil ficar calada. Tanta coisa parece tão óbvia, está tão à vista de todos! Tem dia que fico assim, com a voz entalada na gargante, com vontade de sair dizendo a todos que descobri o caminho certo e tenho milhares de exemplos…
Mas depois paro e descubro que isso é totalmente pessoal e intransferível. Cada um tem sua fé, seu momento de descoberta e seu modo de ver Deus.




