Posts Taggedcasamento muçulmano

Relembrando o Egito

A relação com os lugares que a gente passa na vida vai mudando conforme o tempo passa. Em relação ao Egito, já fui do amor ao ódio, da saudade ao descaso. Varia, nossa vida vai acontecendo e a forma com que nos relacionamos com as coisas também pode amadurecer.

É muito diferente ir num lugar para turismo ou para viver, e se estamos em tal lugar para começar a vida, ou só pra curtir. E o mesmo que eu senti, meu marido também sente em relação ao Brasil. Tem horas que ele detesta isso aqui, outras está calmo e parece mais nativo que muitos brasileiros. Ele ainda se irrita com o fato dos brasileiros sempre apontarem defeitos nos outros lugares, mas não verem o montão de defeito que temos aqui também. (por ex., adoram falar que o Egito é sujo, mas ele vê sujeira o tempo todo em São Paulo!! eheheh)

Mas já estou fugindo do assunto, eu estava é a pensar no Egito. Temos tantas coisas e planos agora, que o Egito ficou lá pra trás nas nossas prioridades. Nem eu nem meu marido pensamos em ir lá nos próximos anos, nem mesmo a passeio, e não é por não adorar o lugar, mas simplesmente porque o mundo é muito grande pra ficar sempre indo no mesmo lugar se tivermos oportunidades!! É assim que pensamos, temos outras prioridades e sei que vai demorar muito ainda pra eu pisar no Egitão de novo.

E acho que até por ter ficado com a imagem do país como um sonho, lá atrás, e sem saber quando volto, você acaba criando uma imagem esfumaçada, as coisas que não gostava fui esquecendo, lembro só de coisas boas, até porque foi lá que conheci meu amor, nos casamos e tudo que existe de melhor na minha começou. Aliás, já falei pra vocês que meu marido é o que mais AMOOO neste mundo…

Bom, pra terminar este post doido, vou abrir minha caixa de memórias e postar umas fotos minha no Egito, espero que gostem, muitas algumas já devem ter visto.

no Cairo

morango por quilo... ahhh amo

morango por quilo... ahhh amo

Alex

não é Cancun, é Egito eheh

12 comments maio 29, 2010

Zelar pelos nossos sonhos

O post abaixo infelizmente teve de ser alterado e está com senha agora, provavelmente será excluído. Isso porque apesar dos comentários legais que recebi, algumas pessoas se aproveitaram dele para liberar preconceitos, ameaças e falar contra a honra da pessoa que contou sua história.

Acho que isso é um exemplo válido para entender como esse tipo de história gera os mais diversos sentimentos, nunca calmos e seremos como se fosse numa relação normal. Aos amigos, lembro bem, quando falei que conhecia alguém do Egito, me acostumei a cara de espanto e o olhar dizendo “como vc é babaca”. Fingia que não via, que não sentia o desprezo das pessoas.

Ao notar isso logo nas primeiras vezes que mencionei essa minha “loucura”, acabei por tentar esconder um pouco dos detalhes da minha história. Não dizia muito quando ia, como ia, detalhes básicos sobre ele e a família dele. Muita gente tem preconceito. ABSURDOS, gente que eu achava super inteligente, respeitável, veio com os maiores papos furados da minha vida. Era algo descarado, dito na cara e com frieza.

Eu fiquei bem magoada com alguns comentários, mas graças a Deus notei isso antes de que algum mal maior pudesse ser feito contra mim e acabei me protegendo, guardando meus sentimentos dentro de mim apenas. E acabou sendo mais fácil, pois não precisei dar mais mil explicações…

Então gente, este recado é pra quem pensa em fazer uma “loucura” destas, amar longe, viajar ou casar com alguém de outra cultura, principalmente se for muçulmano. Zele pelo seu amor, preserve-o, não se exponha para qualquer pessoa, tenha perto de si um círculo de pessoas com a mesma paixão por aventuras e corajosas, ou você vai ouvir muitas coisas ruins.

Acho que tudo na vida vem como uma lição, claro que muitos falam e dizem “que estão avisando para seu bem”, mas ninguém que vai casar com um brasileiro, por exemplo, ouve o tipo de barbaridade que eu ouvi. A pessoa ser ruim ou má, não depende da raça, religião nem cor, mas de caráter…. e a gente sabe dos inúmeros casamentos falidos no Brasil, homens violentos e machistas… porque só falar dos árabes? Por que não os conhecem verdadeiramente…

ps. Não estou dizendo para ninguém embarcar nesse tipo de relação sem pensar ou ser racional. Tem muito cara sacana sim pela internet e em tudo quanto é país. Mas quem tem amor de verdade, como já foi muito explicado neste blog como é o casamento no Egito (veja na coluna do lado alguns destes posts),  quem conhece bem a cultura corre menos riscos… e se não der certo, é a vida!! Casamentos dão errado e certo, isso faz parte da natureza humana, q de exata não tem nada!

18 comments abril 16, 2010

Amizades em busca do amor

Com a globalização, é inevitável que cada vez mais relacionamentos sejam misturados, como o meu, e que as dúvidas sobre cultura, adaptação, integração, se tornem mais fortes. Eu achava que a onda de casamentos egípcios era forte naquela época que eu me aventurei por lá, com outras doidinhas como eu como Nadir, Mellyssa e Katie.  Nessa época também conheci virtualmente a Wally e pessoalmente a Elaine, além do amor de pessoa que é a Ana.

Mas a gente ficou pra trás faz tempo nesse tipo de história. Antes a gente se matava de discutir nas comunidades do Orkut o que fazer, como, o que beber, o que respirar até no Egito. Agora o pessoal já me manda e-mail casado, com filhos e às vezes com casamento já desfeito. Acho que o efeito desse mundo mais conectado se expandiu milhares de vezes desde que entrei nessa onda, em 2006. Hoje não dá nem tempo de conhecer todo mundo, algumas nem ficam preocupadas como nós éramos em ter relatos de pessoas, em ler blogs como esse ou passar horas debatendo em fóruns e marcando encontros. Tudo ficou ainda mais rápido, mais pessoal e íntimo, deixou de ser um grande desafio ir para o Egito.

Mas uma das coisas legais do blog é que continuou conhecendo gente disposta a ter este tipo de aventura, ver que tem muita gente que compartilha este tipo de desejo como eu tive antes, e sonham em ter um relacionamento bacana. Claro, nem todo mundo tem sorte ou encontra realmente o que buscava, mas casamento é assim mesmo, não importa se o conheceu na esquina da sua rua ou do outro lado do mundo, as variáveis para dar certo são infinitas e acho que só mesmo o tempo, o senhor da razão, que vai dizer se é para sempre.

Eu acabo de completar 3 anos de casada, quando paro para pensar em tudo que fizemos acho que foi parte de algum filme que vi no cinema ou livro que li algum dia. Alguns detalhes eu posso jurar que eu estava sonhando, mas quando pergunto pro meu marido realmente aconteceu. E todo dia acordo ainda nas lembranças, no espanto, na alegria de ter tudo dado certo, ao final.

As amizades? A maioria se foi com o passar do tempo também, até porque eu não sou um tipo de pessoa fácil de lidar. Infelizmente não tenho contato com boa parte das pessoas que fizeram parte daquele momento, da minha história, mas elas para sempre ficarão guardadas em meu coração, independente do caminho que cada uma tomou.

A vida corre, hoje a rotina já tomou conta e nada muito digno de holliwood acontece na minha vida, mas a sensação de que vivi algo grandioso junto com outras brasileiras naquela época permanece, e isso sempre me motiva.

Melly e eu no Cairo

12 comments janeiro 11, 2010

O pé em duas culturas – A foot in both cultures

texto muito legal interessante para quem ainda não entendeu como as coisas funcionam no Egito, quando falamos de casamento… O post original está aqui. Para quem quer acompanhar questões pertinentes sobre cultura no Egito e acontecimentos, aconselho a seguir o @DailyNewsEgypt no Twitter. Para quem quiser em português, a tradução do Google está aqui.

A FOOT IN BOTH CULTURES

By Noha El-Hennawy / Special to Daily News Egypt
First Published: December 18, 2009
NEW YORK: The American dream lured El-Sayed El-Deeb to New York City to pursue medical studies in the year 2000. He had the fantasy of becoming a millionaire in Uncle Sam’s World. Although the idea of eventually returning home never crossed his mind, he was resolute about marrying an Egyptian woman of the same Muslim faith and cultural background.

In 2006, he got engaged to an American-born Egyptian whom he discovered was torn between two worlds. On one hand, she wanted the independence of an American woman, and on the other, she subscribed to Egyptian pre-marital customs that burden the groom with hefty financial requirements.

“The problem is that they [Egyptian-American women] want to be treated like American women; you are not allowed to comment on the way she dresses or expect her not to argue with you,” he said. “In the meantime, they want to get married like Egyptians; they want shabka, mahr and mo’akhar.”

At the beginning, he felt compelled to buy her a $13,000 diamond ring. However, when she insisted that their wedding party be held in a fancy place that would cost him $17,000, El-Deeb backed down and broke off the engagement after 10 months.

“I could not afford being indebted till the end of my life just to marry her,” said the 36-year-old resident doctor in a Brooklyn hospital.

Great expectations

According to Egyptian-American matchmakers, El-Deeb’s dilemma attests to the paradoxical identity of many Egyptian immigrants in the United States. While they take pride in being part of a modern society that breeds individualism and practicality, they still adhere to a patriarchal marriage tradition that requires the man to secure the woman financially.

He is expected to provide shabka, an Egyptian term used to refer to an expensive diamond ring; mahr, the Arabic word for dowry; and mo’akhar, which requires the man to sign a contract agreeing to pay his wife a certain amount of money in case they get divorced.

“[Egyptian families] dress, work like Americans, and speak English at home with their children,” said Nagat Bassiouni, New Jersey-based matchmaker. “However, when it comes to marriage, they are still preoccupied” with the traditional niceties.

Bassiouni is a 60-year-old fashion designer whose social network reaches Egyptian communities as far away as Canada. She has been a go-between for nearly 18 years, and says she arranges seven or so marriages a year.

A typical Egyptian family would require the following from a suitor; first the shabka which consists of a diamond wedding ring, a solitaire and sometimes, a collier, earrings and a bracelet, she said. “Some families are so demanding; they require a $20,000 shabka while others are modest and feel content with a $5,000 or $10,000,” she added.

As to the dowry, most families settle for a symbolic amount of money as long as the suitor provides a furnished apartment. Exactly like their compatriots at home, Egyptian families require the groom to share the cost of the wedding party, which ranges between $20,000 and $45,000, added Bassiouni. However, the divorce settlement is not negotiable.

“I did not see anyone who did not have mo’akhar,” she said. Matchmakers say it can range from $5,000 or as high as $100,000 or even more.

After completing her noon prayers, Magda kamel sat on the silky rug in her pink headscarf and paisley tunic raising her hands to the sky and murmuring additional prayers in her apartment located in a skyscraper on the exclusive Upper East Side in Manhattan.

As soon as she was done, she grabbed her large, worn-out phonebook filled with hand-written names on every page of Arab and Muslim families trying to marry their children off. For nearly 13 years, Egyptian-American Kamel has been one of the most active matchmakers in the city’s growing Arab community.

She took on the task driven by religious devotion and a desire to help Arab Muslim girls. But she contends that most Arab families, including Egyptian, can have outsized expectations.

“The mo’akhar has turned into a monster, some families ask for $200,000 or $100,000 to force men never to consider divorce,” she said. “Strangely enough, Arab girls who were born and raised in the US attribute the same importance to these traditions.”

To evade the financial burden, many Arab men ask Kamel to introduce them to non-Arab Muslim women, she added.

“A non-Arab woman would never talk about dowry and shabka. Americans are the best people, they are simple, they never make overblown demands,” she added.

Playing with traditions

According to 2007 US Census figures, the Egyptian-American population is estimated at nearly 195,000, with the highest concentration in New York, New Jersey, Illiois, Florida, California and Texas.

These Egyptian traditions draw an old tribal culture that always perceived women as “objects” and expected them to bring wealth and dowry to the family, said Mona Abaza, an Egyptian sociologist.

The wedding customs “sociologically speaking [are] all about exchange of women in traditional societies,” she said. “Women are considered a capital or a commodity and marriage is a form of exchange. In ancient tribal societies, women were important for raising the wealth of the tribe, in wars and trophies.”

Immigrants revive these traditions in their new countries to preserve their identity, Abaza added. “My observations about some Egyptians I knew in Australia and Germany, they become even more conservative and re-invent traditions,” said Abaza, former chair of the Sociology, Anthropology, Psychology and Egyptology Department at the American University in Cairo.

“[They are] also reinventing traditions in the way it fits their contemporary daily lives. That is why women want to have it all. They then select what they please from both tradition and modern elements,” Abaza said.

Even for grooms who meet the considerable pre-marital requirements, there still may be more after the wedding. Many families expect their daughters to be completely supported by their new husbands, whether or not the wives work. In the meantime, they would never give up a daughter’s right to work.

Ashraf Gad, a 38-year-old doctor, sat in an Egyptian restaurant savoring fried duck and traditional salads while Arabic music resonated in the background in the heart of New York City. In this cozy atmosphere, Gad reflected on his four failed engagements to American-born Egyptian women.

“The American system is based on partnership. The husband and wife have to share the rent for example,” said Gad, who arrived in the US nine years ago opting for better career opportunities. “However, Egyptian families here are very sensitive to this question. They tell you ‘you are an Egyptian man and should be preserve your dignity and be responsible [for supporting the family on your own].’ If you say she should share with you, they take you for a mean person.”

Yet, families have their own fears about suitors who just landed in the West. There’s the worry that Egyptian men new to the US are marrying to gain citizenship. Tahani Nedgid, a 57-year-old mother of an unmarried 26-year-old daughter, echoes that fear.

“As soon as Egyptian or Arab parents hear that the suitor does not have a green card, they panic,” she said. “You never know if he really loves her or he is just marrying her for the sake of legal documents and as soon as he gets them, he can kick her out.”

Like most Egyptian parents, Nedgid who moved here with here husband 20 years ago prefers that her daughter marries a Muslim Egyptian. Yet, for her, tradition does not count for much as long as this Egyptian suitor can provide enough evidence that he is not using her daughter to improve his immigration status. “I do not care about all that [mahr, shabka, mo'akhar]. All I expect from him is to have a green card in order to be relieved of the question whether he really loves my daughter.”

For his part, El-Deeb is no longer interested in dealing with the insecurities or the dualism of Egyptian immigrants in the US. Soon enough, he will fly back to Egypt and look for a bride there who he believes will be more consistent.

5 comments dezembro 21, 2009

Você me aconselha a casar com um egípcio?

A pergunta deste título já é absurda por si só. Primeiro, casamento é algo tão pessoal e se vc precisa de uma opinião de fora sobre algo tão abstrato é porque ainda tem muito o que conhecer a pessoa com quem quer se envolver. Mas por incrível que pareça, já me fizeram esta pergunta e outras variações dela várias vezes.

A resposta é simples, feita com outra pergunta: como é que eu vou saber? Nem conheço a pessoa. Como já disse tantas outras vezes, egípcio não é feito em forma de bolo, todos com o mesmo caráter, religiosidade e personalidade. São pessoas de carne e osso, como eu e você. Como todo o resto das pessoas do mundo, são diferentes entre si. Acho ingenuidade achar que só porque alguém é de um país determinado, aquilo vai dizer se a pessoa é boa ou ruim.

Mas, de forma bem generalizada mesmo, algumas coisas são meio comuns por lá, como sempre comentamos, eles respeitam muito a família, obedecem os pais, querem se casar e ter filhos (isso não significa que querem uma paixão ou são românticos, muito pelo contrário). Então, não ache que vc vive um conto de fada só porque um egípcio te pediu em casamento pela internet, ou em uma semana falou BAHEBAK. Isso é o mais comum por lá.

Eu acho que relacionamentos são muito mais do que palavras. São as atitudes que realmente vão te provar algo, se é isso que você busca. Não adianta me perguntar ou a qualquer outra pessoa se o tal “habibi” é legal ou é honesto. Não dá pra saber, tudo na internet parte do princípio da adivinhação.

Aí vc vem e me pergunta: ” Mas Marina, como é então que você sabia que seu marido é bom, vc não teve medo?” Medo não tive. Fiz uma opção difícil para buscar felicidade e segui com ela até as últimas consequências. Agora se eu sabia que ia dar certo? Jamais… apesar de meu coração dizer que sim e da relação com ele ser muito transparente online, na vida real a história realmente é outra. A convivência então, nem se fale. Existe divórcio de gente que namora 10 anos, certo? Pois são as coisas do dia a dia que valem. Nenhum mentira sobrevive ao dividir a cama com uma pessoa, ao ver como o outro reage às coisas da vida. Até que ponto seu companheiro se doa para a relação? Ele é egoísta, mesquinho, brigão, mandão? Pode ser também amoroso, fraco, gentil, calmo, tranquilo até demais. As pessoas podem ter infinitas combinações de personalidade e para mim, é só no cotidiano que descobrimos a receita completa do caráter de alguém. Um gesto simples, como fazer um chá para vc, ou te pegar de surpresa com um abraço. Recolher um papel que caiu no chão, pedir sua opinião, perguntar se vc está bem. Isso vale mais do que um “bahebak” dito mil vezes.

Existem coisas na internet que podem ajudar, como estudar muito. Não fique com preguiça, se vc quer alguém do outro lado do mundo, entenda bem o contexto que ele vive, não busque só experiências pessoais de outras pessoas, eu vivi algo completamente diferente que outras amigas. Cada uma conhece um Egito diferente, um egípcio diferente. Leia reportagens sobre o país, veja sites sobre Islam, visite uma mesquita antes de dizer que se converte e acha lindo usar véu. Use a cabeça, não só o coração. Blogs como o meu ajudam, mas são só uma versão dos fatos. E você poderá conhecer milhares de versões sobre tudo, ainda mais quando se trata de amor, coisas intangíveis. E egípcios? Alguns são maravilhosos sim, a gente sempre encontra pessoas maravilhosas em todos os lugares. Mais definí-los por um todo é ser superficial.

Se você pensar do lado prático, casar com alguém de outra cultura e que mora do outro lado do mundo não é algo muito vantajoso. Pense que terá sempre uma família dividida, aqui e lá. Pense que tem coisas que ele vai fazer e você simplesmente vai achar absurda, e ele o mesmo de você. Só pra vcs se conhecerem, um ou outro vai ter que desenbolsar uns 2 mil dólares. Pode ser que vc chegue lá e ele tenha bafo. Ou que ele te veja e te ache velha demais para o que viu nas fotos e passe os dias te enrolando pra dizer isso e no final não casar. Acontece ué, é o risco.

Então, antes de pedir opinião sobre algo que só implica na sua vida, nas suas escolhas, pense bem se vc está disposta a correr os riscos e a fazer a coisa acontecer. Eu, isso minha opinião, não acredito em relacionamentos online de meses a fio, ou até anos. Isso não é prova de nada. Ficar batendo papo na internet não vai te dar garantia nunca de nada. Conheça a família dele, entenda se culturalmente lá se vc é aceita. Não se humilhe jamais para ninguém, se um dia alguém te pedir dinheiro, saia correndo.

Se ele alega que a família não te aceita, seja dura e pergunte logo no começo se ele vai ser contra a família ou te enrolar. Se ele diz que vai ficara com vc, tenha um plano concreto de quando e como isso vai acontecer. O mesmo vale para as brasileiras. Não fique só de namoro com alguém que coloca uma expectativa grande em cima de vc. Se o seu egípcio é sério, não brinque com os sentimentos da pessoa nem fique nessa de fazer “test drive” antes. Porque isso só machuca os dois e será, muitas vezes, uma grande perca de tempo.

Mas conselhos são só conselhos. Você pode escolher não dar ouvidos a nada e fazer só o que acha certo para vc. E quem pode te criticar? Ninguém, afinal a vida é sua. No final das contas, só você sabe o que passa na sua cabeça quando, ao deitar, coloca a cabeça sobre o travesseiro e vê o filme de seus dias passando. Só nós mesmos conhecemos o que temos de pior e melhor. Todos nós temos nossos segredos, nossos sonhos e maldades. Só eu sei o preço que posso pagar por um desejo.

14 comments novembro 18, 2009

Estresse por excesso de comprometimento

Passei esses dias longe de casa, longe do blog. E acabo sempre por refletir muito sobre minha vida, sobre o que fiz e no que posso ser uma pessoa melhor. Perdi muito tempo me frustrando com as pessoas, sem notar que boa parte das minhas mágoas são causadas por mim mesma e que nunca é tarde para mudar. Mas calma, esse não é mais um dos meus post de reclamação ou “mimimis”, como dizem hoje em dia. É sobre auto-conhecimento.

Tive uma ótima conversa com minha chefe num almoço durante a semana e ela é sempre sensível e excelente para analisar personalidades. Na hora que eu comecei a me abrir um pouco, ela falou claramente que via que eu estava “estressada por excesso de comprometimento”. Em outras palavras, disse que eu estava me comprometendo com coisas demais, que não eram da minha alçada, me preocupava e lutava por coisas que não são da minha responsabilidade. Por causa disso,  muitas vezes me botava a frente de problemas que nem eram meus, penso que tenho solução para tudo e que poderia ajudar.

Mas nem sempre as pessoas precisam de uma resposta. Elas só querem falar, desabafar e eu não preciso sempre ter uma solução na manga, tentar dizer o que penso ou faria. É preciso dar o outro a chance de experimentar, de viver também. Os erros fazem parte da vida de cada um e não sou eu que vou salvar uma pessoa ao tentar ficar pulando na frente dizendo “faça isso”, “não faça aquilo”. Muito menos vou me dedicar a solucionar coisas de gente que mal conheço, que se abrem um pouco e eu já escancaro meu leque de ações e opiniões. Calma lá, Marina, respire e deixe os outros respirarem.

Vejo que errei muito ao falar com pessoas que me pediram ajuda sobre seus relacionamentos com egípcios e afins. Sempre falei o que pensava e o que faria e insistia naquilo quando achava que a mulher estava cega. Mas cheguei a conclusão que cada um passa na vida o que precisa, cada pessoa só aceita um problema para si porque quer. O blog tem tanta informação clara sobre como é o casamento e como saber se o cara é verdadeiro. Porque eu vou ter que ir lá, cutucar o ombro da moça e dizer “eii, você não leu isso e aquilo, não tá vendo que está sendo enganada?”.

Muita gente quer ser enganada, quer viver de sonhos, de ilusão e se eu mexer nesse tipo de coisa, a culpa sempre vai vir para mim depois. Se tento mostrar os problemas e abro os olhos de alguém é porque sou chata e terminei a relação dos sonhos deles. Se eu fico na minha e falo bem, que o risco vale a pena e a menina vai pro Egito e quebra a cara, a culpa também é minha depois, pois ela diz que não a alertei e a fiz ir para o Egito. Então é complicado, não sei ser uma pessoa que fica em cima do muro, por isso decidi simplesmente não falar mais nada sobre relacionamentos. Afinal, todo mundo tem direito de aprender, de errar, de tentar ser feliz. As informações estão dispostas não só nesse blog, mas em muitos outros lugares, nas mesquitas e livros. Quem procura acha.

Mas não é só nisso que sempre fiquei falando e me comprometendo em ajudar demais, como se fosse minha responsabilidade. Já passei horas com gente que só me pedia ajuda com documentos, tradução, como fazer visto e blablablá e achava que estava salvando o mundo. Aí a menina sugava o que precisava, simplesmente dava “tchau e benção” e nunca aparecia para falar mais nada, ou contar como estão as coisas, criar algum laço de amizade. Outro dia, até emprego para um cara que mal conheço tentei arrumar, nem e-mail de agradecimento da esposa recebi. Não sei se eu que fico esperando demais, algum reconhecimento. Mas eu não sou tão altruísta assim ao ponto de fazer as coisas sem esperar no mínimo gratidão em troca. Como disse outro dia, acho que minha cota de sorte nos relacionamentos virtuais deve ter estourado com o Mostafa.

Quem me conhece pessoalmente sabe que se me empolgo com um tema, viro uma matraca. Eu sou assim em tudo, destampo a falar o que penso e sinto e como diz aquele bom ditado, “em boca fechada não entra mosquito”. E quanto menos a gente fala, menos chance de falar bobagem tem. Como meu nível de blablablá é extremamente elevado, devo falar muito babaquice por aí.

Mas eu estou conseguindo mudar. Já larguei coisas que me faziam querer comentar, argumentar e expor a “verdade”. Que era minha verdade, não necessariamente o que os outros queriam ou precisavam escutar. Estou tentando viver mais na minha, em paz comigo e mais preocupada com o que realmente importa para minha vida.

***

Só para terminar, acho que o exercício de pensar sobre si mesmo vale para todo mundo. Sempre temos algo que podemos ser melhores, como fazermos coisas boas para as pessoas sem nos machucarmos e machucá-las. Isso é um exercício diário e eterno, acredito. E para quem pensa que seu jeito é assim e pronto, quem quiser que aceite, lembre-se que todos vivemos conectados nesse mundo, a ação de um influencia na vida do outro, não dá para pensar de forma isolada somente no que é bom para nós. Devemos ser mais agradecidos a quem tenta nos fazer um bem, mais fraternos com quem precisa de algo, mais responsáveis com nossas atitudes. É o que tenho tentado fazer.

Boa semana pós-feriado!!!

 

 

10 comments novembro 3, 2009

Sobre o perdão – eu voltei :-)

Eu falei que não ia sumir nas férias, mas não teve jeito. Entrei naquele ritmo de não querer fazer nada mesmo, entrar no computador mais rápido ou só para bater um papinho. Eu li todos os posts dos blogs queridos, mas nem parei para comentar. Tudo que exigia um pouco mais do meu cérebro ficou pra depois ehehehe

O Ramadan acabou, veio o Eid, o mês passou voando, as férias então, nem se fale!

Hoje cheguei e já dei de cara com mais um post com o qual concordo muito da Elaine – Ressentimento dá rugas e faz adoecer. O tema é bem propício, já que antes de dar uma saída estava meio triste com algumas coisas. Mas estou aprendendo a lidar melhor com as pessoas, aprendi a medida de me entregar a cada relacionamento que tenho e como não me envolver mais em confusões. Eu sou bem sossegada, alguém pode até me magoar, mas eu esqueço rápido se a pessoa vem falar comigo e volta a travar uma amizade. Concordo bem a Elaine nesse ponto, guardar mágoa só é perda de tempo pra você mesmo, pois o outro deve estar seguindo a vida normalmente enquanto você fica ali sofrendo sozinha.

Prefiro ser direta ao assumir um erro, e pedir desculpas. Mas já notei que, na minha vida, são pouquíssimas as pessoas que aceitam perdoar. Não sei porque, mas preferem manter o rancor ou ficarem longe para sempre, não sei se é por acharem que quebrou-se uma linha de confiança forte ou por acharem que quem erra uma vez, vai errar sempre. Mas quem é perfeito nesse mundo? Eu não sou, estou longe disso e não tenho a mínima vergonha de assumir. Com os erros abertos, a gente tem a chance de mudar, refletir e ser uma pessoa melhor. Se eu vivo colocando a culpa apenas nos outros, não vou melhorar nunca, posso até ter um milhão de amigos, mas serão todos superficiais por dizerem apenas o que você quer ouvir, e não a verdade.

Sei que às vezes dizer tudo francamente não é a melhor maneira, também estou aprendendo a medir as palavras, a ser mais sociável. Mas todas as pessoas tem qualidades e defeitos, e temos que vivenciá-los de peito aberto para ensinarmos os que temos de bom e aprender com os outros o que nos falta. E é disso que sinto falta em muitas amizades que já tive e perdi. Pessoas que se amarguram e não fervem de raiva naquele minuto e chegam para um debate claro. Preferem guardar o rancor sozinhas e ignorar para ficar para sempre com aquele sentimento ruim dentro. Eu não consigo ser assim, depois de alguns dias já nem lembro direito porque briguei, porque tal pessoa ficou triste. Tenho memória muito ruim mesmo, esqueço detalhes com a maior facildiade do mundo e não fico guardando conversas de msn pra checar depois o que cada um falou, por exemplo, pois não sou de ficar voltando para trás. Mas fico magoada sim quando a pessoa não aceita um pedido de desculpas e prefere se afastar de uma vez por todas. Ou eu sou um ser tão abominável assim que não mereço uma segunda chance? Ou será que algumas pessoas colocam expectivas altas de mais sobre mim?

Então, aproveito mais uma vez este final de Ramadan e Eid para pedir desculpas se magoei alguém e espero receber de volta seu perdão, pois a vida fica muito mais leve e gostosa quando existe o diálogo e podemos crescer todos juntos!

***

Tudo isso que eu falei também é muito válido quando estamos num relacionamento amoroso. Existem coisas que são premissas, claro, para uma relação a dois, como fidelidade e amor. Disso eu não abro mão e acredito que muitas outras pessoas também, para mim são básicos. Mas existem sempre aquelas discussões do dia a dia, aquela manhã que você acordou com sono e deu uma resposta atravessada, ou a briga diante de uma atitude que a pessoa tomou e você não concorda. Viver 24 horas com uma pessoa às vezes gera conflitos, claro, afinal são duas cabeças, e é difícil encontrar alguém que pense exatamente como você.

Por conta disso, o perdão é tão importante também no casamento. Quando a briga é por algo simples e pequeno, sem envolver as premissas básicas que vocês têm para o casamento, pra que perder muito tempo ficando de cara feia? Eu aprendi a ceder muito, meu marido também já mudou muito. Se antes ele ficava de cara feia 15 minutos por algo que eu disse, hoje já não é nem 1 minuto. A cada dia aprendemos que, para certas coisas, não vale a pena discutir. Que tem horas que é melhor ficar quieto e deixar o outro com a razão (mesmo que depois você faça exatamente como queria ehehe).

Um relacionamento onde as brigas se somam e a falta de perdão impera, só pode deteriorar com o tempo. Nós preferimos ao contrário, a cada dia ficar mais desprendido e rir mais das besteiras que falamos. Assim sobra muito mais tempo para ser feliz.

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A foto mais bonita das minhas férias

10 comments setembro 22, 2009

Violência contra a mulher

Hoje é dia de post copiado. Mas este vale a pena. Quem não conhece o blog Mulher no Islam, está convidado novamente a entrar lá. E porque falar desse assunto? Assim como a Sheiloca eu também tenho meus acessos de raiva e quero sair pro mundo falando umas verdades às vezes, no meu caso quando falam da religião muçulmana baseado em exemplos nada corretos. É como querer julgar os evangélicos pelos bispos que roubam, ou os católicos pelos padres que foram incriminados por pedofilia,  não é muito justo, certo? Aliás, ótima coisa também é ler esse post aqui da Elaine. Ou seja, para fim de conversa, acho que cada um deveria ser feliz com o que tem, e se for o caso, converse com quem for próximo sobre seu credo e exponha seu ponto de vista, assim é mais elegante.

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Violência contra a mulher (post em http://mulhernoislam.blogspot.com/)

Um dos assuntos que a mídia, e as pessoas preconceituosas também, adoram debater é “a violência contra a mulher no mundo Islâmico”. Vamos com calma. Acaso essas pessoas que alegam que os muçulmanos são violentos com suas esposas, não assistem á TV? Liguem, assistam. Todos os dias há um novo caso de violência contra a mulher no Brasil. São espancamentos, queimaduras, estupros, mortes, esquartejamentos. O Brasil é um país de maioria cristã, logo, eu posso supor que os cristãos são extremamente violentos!

Pessoal, violência contra a mulher é um problema mundial! Homens violentos não se encaixam em nenhuma religião ou categoria cultural. A realidade é de que uma dentre três mulheres no mundo todo já foi violentada, coagida a fazer sexo ou abusada de alguma forma durante sua vida. A violência contra a mulher transcende religião, riqueza, classe, cor de pele e cultura. Infelizmente a mídia, associa qualquer crime praticado por um muçulmano, como sendo ensinado pelo Islam. Exemplos:

História 1 – No Egito

“Vejam aquele rapaz matou a esposa, lógico, ele é muçulmano! São todos terroristas. Coitada das mulheres muçulmanas.”

História 2 – No Brasil

“Vejam aquele homem, matou a esposa á facadas. É um doido mesmo.”

É isso que acontece. Se ele é um cristão, um judeu, um ateu, nós não sabemos. Ninguém menciona a religião dele (se ele tiver), só se lembram de dizer que ele é um doido. Que injustiça.

Dias atrás, estava assistindo TV. Um rapaz resolveu assaltar uma loja nos EUA. Quando ele chegou lá, o dono da loja, muçulmano, o ameaçou com uma arma. O ladrão se ajoelhou no chão, pedindo clemência, dizendo que tinha família para cuidar e começou a chorar. Sabe o que o dono da loja, muçulmano, fez? Ele simplesmente, ofereceu pão ao ladrão e ainda deu uns trocados em dólares para o rapaz, e o deixou ir. Alguém mencionou que ele era muçulmano? Obviamente que não.

Enfim, o post de hoje é para ilustrar o que eu disse no começo: pessoas de má índole trascendem povos, culturas e religiões. Vamos analisar alguns dados e pensar duas vezes antes de dizer que os muçulmanos são violentos:

A cada 15 segundos uma mulher é agredida no Brasil.

Segundo pesquisa da OMS (Organização Mundial de Saúde) publicada em 2005, 23% das mulheres entrevistas na Grande São Paulo afirmam ter sido influenciadas pela violência contra a mulher, direta ou indiretamente, pelo menos uma vez durante suas vidas.

Segundo a Sociedade Mundial de Vitimologia (IVW, ligada ao governo da Holanda e à ONU), que pesquisou a violência doméstica com 138 mil mulheres, de 54 países, o Brasil é o país que mais sofre com a violência doméstica: 23% das mulheres brasileiras estão sujeitas a este tipo de violência.

Pelo menos uma em cada três mulheres ao redor do mundo sofre algum tipo de violência durante sua vida, de acordo com estimativa da Anistia Internacional.

De acordo com o Conselho da Europa (integrante do sistema europeu de proteção aos direitos humanos), a violência doméstica é a principal causa de morte e deficiência entre mulheres de 16 a 44 anos de idade e mata mais do que câncer e acidentes de tráfego.

Nos Estados Unidos, as mulheres representaram 85% das vítimas de violência doméstica em 1999, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com a Linha de Atendimento Nacional de Violência Doméstica, quatro milhões de mulheres americanas experimentaram um ataque violento sério, de seus parceiros em um período médio de 12 meses. Na média, mais de três mulheres são assassinadas por seus maridos e namorados todos os dias, isto é, aproximadamente 5.500 mulheres são espancadas até a morte desde 11 de setembro.

Um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que cerca de 70% das vítimas de assassinato do sexo feminino foram mortas por seus maridos.

A Anistia Internacional afirma que esses números representam apenas “a ponta do iceberg” já que a violência contra a mulher geralmente não é reportada, pois as vítimas se sentem envergonhadas ou sentem medo.

Fenômeno universal que atinge indistintamente mulheres de todas as classes sociais, etnias, religiões e culturas.

Produz conseqüências emocionais devastadoras, muitas vezes irreparáveis, e impactos graves sobre a saúde sexual e reprodutiva da mulher.

Entre 25% e 50% das sobreviventes são infectadas por DST. A cada 4 minutos, uma mulher é agredida em seu próprio lar por uma pessoa com quem mantém relação de afeto.

70% dos incidentes acontecem dentro de casa, sendo que o agressor é o próprio marido ou companheiro.

Mais de 40% das violências resultam em lesões corporais graves decorrentes de socos, tapas, chutes, amarramentos, queimaduras, espancamentos e estrangulamentos.

Fonte: Violência contra a Mulher

Reflitam.

20 comments setembro 9, 2009

Existe receita pra casamento dar certo?

Vocês acham que existe uma fórmula mágica que faça um casamento ou relacionamento durar? Eu não sei, ainda mais quando se trata do meu caso, casamento com gringo de cultura totalmente diferente, acho difícil passar receita de felicidade como se fosse receita de bolo. Claro que alguns fatores ajudam, como a personalidade dos dois, no meu caso a religião também tem forte influência, assim como nosso estilo de vida que é bem complementar.

Mas saiu hoje uma reportagem na Folha Online sobre um estudo:

Estudo identifica razões para longevidade de casamentos

Viver feliz para sempre não acontece apenas em contos de fadas. Pesquisadores australianos identificaram o que faz com que um casal fique junto –e é mais do que, essencialmente, amor.

A idade de um casal, relacionamentos prévios e comparações como se você fuma ou não são fatores que influenciam o final de um casamento, de acordo com um estudo feito pela Universidade Australiana Nacional.

O estudo investigou por volta de 2.500 casais –casados ou vivendo juntos– de 2001 a 2007, a fim de identificar fatores associados com o que os faz ficaram juntos, comparado com o que leva ao divórcio ou separação.

Maridos que são nove anos mais velhos que as respectivas mulheres são duas vezes mais propícios ao divórcio, do que aqueles que casaram antes de o casal completar 25 anos.

Crianças também influenciam na longevidade de um casamento ou relacionamento: um entre cinco casais (ou 1,8%) que tiveram crianças antes do casamento –seja de um relacionamento prévio ou do mesmo relacionamento– se separam, comparados com 9% dos casais sem crianças nascidas antes do casamento.

Mulheres que desejam crianças muito mais do que seus parceiros também são mais propensas ao divórcio.

Parceiros que estão no segundo ou terceiro casamento têm 90% a mais de chances quanto à separação do que parceiros que estão em um primeiro casamento.

Não surpreendentemente, dinheiro também conta: 16% dos pesquisados que indicaram serem pobres, ou onde o marido –não a mulher– estava desempregado disseram que se separaram, comparado com apenas 9% dos casais bem financeiramente.

Casais nos quais um parceiro fumava e o outro não também eram mais propensos a dissolverem seus relacionamentos.

Viver feliz para sempre não acontece apenas em contos de fadas. Pesquisadores australianos identificaram o que faz com que um casal fique junto –e é mais do que, essencialmente, amor.

A idade de um casal, relacionamentos prévios e comparações como se você fuma ou não são fatores que influenciam o final de um casamento, de acordo com um estudo feito pela Universidade Australiana Nacional.

O estudo investigou por volta de 2.500 casais –casados ou vivendo juntos– de 2001 a 2007, a fim de identificar fatores associados com o que os faz ficaram juntos, comparado com o que leva ao divórcio ou separação.

Maridos que são nove anos mais velhos que as respectivas mulheres são duas vezes mais propícios ao divórcio, do que aqueles que casaram antes de o casal completar 25 anos.

Crianças também influenciam na longevidade de um casamento ou relacionamento: um entre cinco casais (ou 1,8%) que tiveram crianças antes do casamento –seja de um relacionamento prévio ou do mesmo relacionamento– se separam, comparados com 9% dos casais sem crianças nascidas antes do casamento.

Mulheres que desejam crianças muito mais do que seus parceiros também são mais propensas ao divórcio.

Parceiros que estão no segundo ou terceiro casamento têm 90% a mais de chances quanto à separação do que parceiros que estão em um primeiro casamento.

Não surpreendentemente, dinheiro também conta: 16% dos pesquisados que indicaram serem pobres, ou onde o marido –não a mulher– estava desempregado disseram que se separaram, comparado com apenas 9% dos casais bem financeiramente.

Casais nos quais um parceiro fumava e o outro não também eram mais propensos a dissolverem seus relacionamentos.

***

Bom, no meu caso o Mostafa fuma e eu ODEIOOO cigarro. Mas nos toleramos bem e não vai haver divórcio por isso ehehehehe

Será que estudos assim dizem, afinal, muita coisa?

10 comments julho 15, 2009

FAQ – Perguntas sobre o Egito

Vocês sabem o que é um FAQ? É Frequently Asked Questions… ou seja, a lista de perguntas perguntas frequentes que toda empresa publica em seu site, geralmente. Pois então, eu já fiz post sobre tudo quanto é assunto aqui no blog e tenho tentado me dedicar aos e-mails que recebo, porém comecei a notar que há 8 meses tenho que responder quase todo dia as mesmas perguntas. Eu adoro fazer o blog e compartilhar tudo com vocês sobre esta experiência de amar uma pessoa de longe, conhecer uma cultura diferente e morar num país muçulmano.

Mas é preciso bom senso. Desculpem-me os que chegaram agora, mas eu não vou mais responder as mesmas coisas e acho que este post vai servir de guia para as novatas eehhehe Amooo ajudar, responder e bater bapo, mas tive que tomar algumas medidas na minha vida para ter mais tempo para mim, ou fecharia o blog de um vez. Podem deixar comentários aqui que eu respondo também ;-) Não precisa deixar seu nome verdadeiro, e o e-mail não é publicado, então fica trnaquila que sua privacidade é preservada.

Agora, vamos ao FAQ:

1 – Conheci um muçulmano na internet e ele quer se casar comigo? O que eu faço?

R. Não sei, a vida é sua! eheehe Mas é verdade, a decisão de se casar com alguém tem de ser pessoal e não adianta ficar pedindo conselho para este tipo de coisa. A única coisa que eu sempre digo é:

- conheça a família dele e entenda se todos estão de acordo (não aceite desculpas de que eles não falam inglês, mãe doente, pai louco, irmão acidentado ou acidente de carro). Pode ser que a família dele não aceite, então aí vc tem que ver se o amor vai ser forte o suficiente para ele ir contra os pais.
- se ele não tem boas condições de vida pra te sustentar sem que vc trabalhe, pense bem se ele está casando com vc ou com a oportunidade de vida que vc representa.
- se ele pedir dinheiro, saia correndo. Homem muçulmano sério jamais pede dinheiro para esposa, sob nenhuma hipótese (existem as mais diversas desculpas para pedido de dinheiro, como o que ele será preso se não pagar uma dívida ou a mãe está morrendo de precisa de tais remédios)
- se ele é muçulmano, vc tem que exigir seu dote (pode ser algo simples de ouro, mas peça!!) e casar legalmente. Nada de contratos sem envolver governos e embaixadas.

2 – Meu namorado é muçulmano e não sei se quero me casar com ele. Posso ir para o Egito passar férias e só lá me decidir? Tem Motel no Egito?

R. Se você não sabe se quer se casar com ele, tem que pelo menos querer noivar. Namorar por namorar vai ser só perda de tempo sua, pois ficar falando de intimidade sem intuito de casamento com um muçulmano só significa que ele está te usando de passatempo. No Egito vc não pode namorar como no Brasil, nem ficar junto com a pessoa num hotel se não tiver o papel do casamento. Motel nem pensar né?

3 – Meu egípcio quer vir para o Brasil, como faço pra ele ter o visto?

R. Ele precisa ir na embaixada do Brasil no Cairo. Olha o site deles: http://www.brazilembcairo.org/ . Segundo os últimos relatos de brasileiras que recebi, a embaixada está bem exigente para dar visto para egípcios com intuito de casamento no Brasil. Até mesmo os casados no Egito tem problemas para vir, pedem carta do emprego, conta bancária com uma boa quantidade de dinheiro, além de uma carta convite feita em cartório.

4 – Como eu faço para ir para o Egito? Posso ir sozinha?

R. Não existe vôo direto do Brasil para o Cairo, você precisa fazer conexão na Europa. A viagem demora um pouco mas nada muito difícil. Você pode ir sozinha e vai sair bem mais barato do que ir com excursão, mas é bom planejar tudo bem certinho. Os egípcios são muito legais e adoram ajudar, só tome cuidado porque onde tem muito turista, tem gente tentando tomar dinheiro deles.

5 – Meu namorado é muçulmano e tenho medo de casar com ele. Ele vai me obrigar que eu me converta?

R. Muçulmanos podem se casar com cristãs e judias e ninguém pode obrigar uma pessoa a se converter. Claro que tem famílias que não seguem a religião direito e são preconceituosas, muitas vezes levando a uma conversão forçada da mulher. Tente entender bem se a família dele aceita sua religião e como vai ser depois de casada, para não sofrer. Também soube de brasileiras que, chegando lá, foram proibidas de dizer que eram cristãs pelos maridos, que tinham vergonha. Mas também conheço gente que foi e como tudo foi bem esclarecido antes, ela manteve a religião anterior.

Medo? Se você tem medo, é porque não conhece bem a pessoa e, provavelmente, precisa conversar mais e conhecer ele melhor para se decidir antes de casar. Somente quando a relação é transparente que o casamento intercultural ocorre de maneira tranquila.

***

Mais alguma pergunta??? ehehehe depois vou adicionando aqui, quando lembrar…

23 comments junho 29, 2009

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