Amanhã é dia de…
…tomar café da manhããããã!!!
uhuuuu chegou o Eid e chega de jejum, depois de um mês a vida vai voltando ao normal ehehe
Desejo a todos um Eid maravilhoso, com muitas bençãos!!! Para quem fez o jejum, que fique uma lição de auto-controle e sabedoria, de que se colocar no lugar dos outros que tem menos faz a gente mudar e refletir muito!!!
Mulheres por camelos
Se você quer se casar no Egito, esteja preparada para uma dura negociação. A moeda utilizada são os camelos, animais doces e resistentes ao árduo clima do deserto. Eles são utilizados desde o tempo dos faraós como transporte e animais de carga, e um animal do tipo pode valer até 5 mil dólares, dependendo do porte, raça e cuidados.
Por seu valor histórico e comercial até hoje, é a moeda mais comum para se definirem casamentos no Egito e outros países do deserto. Como estrangeira, você deve saber como se portar e negociar, para não sair perdendo. Este site faz uma pesquisa rápida sobre seu perfil e indica a quantidade de camelos que você vale, por favor não deixe de checar antes de ir ao Egito, é uma informação muito valiosa: http://camels.evilsun.org/index.php
Este aqui é um dos que ganhei na minha negociação:
Meu camelo se chama Balooza (pudim em árabe)
ps. Como muita gente não entendeu a ironia, melhor deixar bem claro: este post é uma piada!!! óbvio que isso não acontece no Egito…
Erros de quem ama demais
Achei esta reportagem no uol bem interessante e que tem a ver com muitas mensagens que recebo por email e no blog. Está neste link: http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultimas-noticias/2011/08/20/veja-erros-de-norma-que-sao-comuns-entre-mulheres-que-amam-demais.htm
Baseado na polêmica da última (péssima) novela, em que a gente viu uma mulher cair no mesmo conto duas vezes, esta reportagem traça alguns fatos que diversas vezes vi pessoas cometendo quando se trata de casamentos com pessoas de outro país e das quais você tem poucas informações. Tem até um teste interessante no texto ehehe
Acho que um dos pontos mais verdeiros que dizem é: não acredite em qualquer desculpa esfarrapada. Fica a dica…
Radicalismo não faz bem
Vou começar o post com uma historinha engraçada que vivi hoje. Estava num evento sobre um tema polêmico do nosso país hoje em dia, a reforma do Código Florestal Brasileiro, com políticos responsáveis pela aprovação do projeto no congresso e no senado. Pois bem, havia uma programação de palestras e espaço par debates ao fim.
Estava eu sentadinha ali na terceira fileira, bem no meio, para ter visão de tudo. E duas moças sentaram-se uma de cada lado meu. Elas destoavam um pouco do perfil do público em geral, estavam de jeans meio rasgado, sapatilhas e meias coloridas, bolsas que pareciam ser feitas de material reciclado. Pensei: é a turma do “meio ambiente”. Sem problemas.
Palestra 1, polêmica, forte, ok. Percebi que as duas não aplaudiram ao final. Palestra 2, palestrante mais moderado, conciliador. Também não aplaudiram. Palestra 3, bomba atômica, era a vez da senadora Kátia Abreu fazer sua exposição, e em menos de dez minutos ela falou algo do tipo: “sou contra a criação de reservas legais, porque….” Não deu tempo dela explicar seu ponto de vista.
A menina à minha direita levantou, e aos berros começou a gritar: “Como vocês conseguem dormir de noite, sabendo que vão acabar com as florestas, como vocês aprovam o uso de agrotóxicos…” bla bla bla, começou uma gritaria de todos os lados, ela simplesmente não parou de gritar, como se gritar no meio de uma palestra fosse mudar a visão de quem estava ali. O presidente da mesa pediu para ela se sentar, pois ainda não estavam aberto os debates, mas ela não quis saber, e gritava muito, ao ponto de eu franzir a testa e abaixar a cara de “vergonha alheia” (sabem essa sensação?). Pois bem, ela simplesmente quis invadir a apresentação, que eu sinceramente queria ouvir, pois me interessa saber o que o senado está pensando, não esta ambientalista (mesmo com seus motivos), e o protesto dela ali não fazia muito sentido. Ficou pior ainda quando seguranças foram chamados para retirá-la do ambiente. Foi desagradável. E eu ali bem no front…
Pois bem, não passou nem cinco minutos da retomada da palestra, um homem atrás de mim fez a mesmíssima coisa. Começou a protestar, gritando, falando um monte de coisa sem sentido naquele momento. Seguranças de novo, baderna – esse gritou até mesmo de fora da sala.
Pois bem, terminada a palestra – finalmente! – foi aberto o debate. E mais ambientalistas apareceram, com seus argumentos e questionamentos. Ninguém foi retirado da sala, e eles puderam expor seu ponto de vista e serem ouvidos. Quem saiu ganhando? Os que gritaram, ou os que questionaram depois com respeito e no momento adequado?
Bom, eu sou uma pessoa moderada, já fui radical em algumas coisas, mas aprendi muito com a vida que não adianta você achar que está 100% certa e que os outros tem de concordar comigo nem que eu precise gritar. Eu sou contra qualquer tipo de radicalismo, seja na religião, no patriotismo, na política, no futebol ou em qualquer coisa. Quando você está cego por alguma razão, acaba por deixa de escutar o outro lado, e aceitar que alguém pode ser diferente de você.
E não, isso não significa que eu não tenha minha opinião ou não possa debatê-la, tem horas que o sangue ferve e você quer falar o que pensa de qualquer maneira, mas não significa que se o outro quiser falar comigo e se explicar melhor, eu vou deixar de ouvir.
Para mim, porém, o radicalismo se mostra de várias formas. Pode não ser no meio de um evento como vi hoje, mas numa manifestação contínua sobre algo que se conhece pouco, sem ouvir o outro lado, sempre munido de muito ódio e revolta. Sinceramente, eu fiquei com medo daquelas ambientalistas do meu lado, me senti vulnerável ao ódio delas, não que eu em parte não pudesse concordar com seus argumentos, mas sua violência com as palavras me agrediram. E não precisa ser ao vivo para se sentir isso. Como já disse no meu último post, tenho visto muitas coisas agressivas pela internet contra egípcios, muçulmanos, que exalam esse mesmo tipo de sentimento. Me sinto triste, impotente, parece que contra esse ódio visceral, não há argumentos que bastem, e me sinto meio perdida nesse mundo… será que há espaço para moderação, aceitação da opinião dos outros, da religião do outro, sem ataques ou acessos de raiva? Não estou dizendo que sou perfeita, já tive meus radicalismos, alguns muito bem expostos neste blog, mas refleti e tento melhorar um pouco, hoje aprendi que sou cheia de defeitos demais para tentar impor o que penso para os outros e me machuco quando vejo outros fazendo isso.
*
Musta sempre fala que eu tenho que aprender a usar o botão “delete” na minha vida, tirando tudo que me faz mal da minha cabeça, sem perder tempo com quem só traz coisa ruim para minha vida. Mas quem disse que consigo? Se eu fosse tão desprendida assim, esse blog não existiria.
Egito – um lugar complicado de amar
Confesso que depois de alguns anos escrevendo no blog, minha vida já mudou tanto e tantas vezes, que nem sei mais qual foco dar a isso aqui. Já notaram que ando postando menos, às vezes fico um bom período sem dizer nada. Não que eu não tenha mil pensamentos ou idéias, simplesmente coloco barreiras demais para vir me expressar. Já passei da fase de dar a cara pra bater à toa, e principalmente procurar discussões por aí.
Mas, toda vez que penso que talvez nem volte mais a escrever, encontro absurdos na internet que me fazem cair para trás. Primeiro, os brasileiros já evoluíram muitoooo, mas ainda tem muita gente preconceituosa e prepotente, que se acha mais que o resto do mundo. Bom, aí que estou eu vagando pela internet, vendo notícias sobre o Egito, e sem querer, vejo alguns comentários sobre o Egito, que, hummmm, melhor nem comentar.
Gente, eu não estou aqui para defender o Egito até porque eu também não quis ficar morando lá, porém debochar e achar que minha cultura é superior, isso jamais. Eu já tive épocas de ver o Egito cor de rosa, defender coisas de lá quando nem era tão necessário assim, brigar com pessoas que gosto por pequenas discussões bobas à toa sobre o país (coisas que me arrependo até hoje), mas ultimamente tenho visto tamanha falta de desrespeito com o povo egípcio, que mais do que nunca continuo com meu blog, mesmo na bagunça que ele é, pois o que quero não é dizer que Brasil ou Egito é melhor, apenas tentar desmistificar um pouco esse lugar que também tem muitas coisas encantadoras.
Eu só acho que nenhum lugar na terra é perfeito, se aquela pessoa só fala mal, é porque ela mesmo deve ter algum problema interno que não sabe resolver e desconta tudo em outras coisas e pessoas que não tem nada a ver com sua amargura.
Tem um filme egípcio que fala tudo isso que eu digo de outra maneira, pena que está em árabe, mas se alguém arriscar, vale muito a pena, chama-se “Asad Elswed”. A história é de um egípcio que vive há 20 anos nos EUA, tem passaporte americano, mas decide retornar ao Egito e às suas raízes. Ele nem leva o passaporte americano dele, pois tem orgulho de sua origem, mas até então não tinha voltado ainda ao país. Bom, é uma comédia muito engraçada, acontece tudo que a gente ocidental acha engraçado e diferente no país. Aí vai uma lista:
- é ferrado pela polícia
- acham ele bizarro pq tem cabelo comprido
- sai sem camisa numa casa em que estão outras mulheres e quase apanha. Aliás, ele tenta cumprimentar com beijinho uma mulher casada ahauhau
- se ferra no trânsito
- é roubado pelo motorista de van que o pega no aeroporto e o engana até na conversão de libras para dólar
- apanha em um protesto contra americanos
- pega fila para fazer documentação e se ferra, até pagar propina
- come fisih e tem uma intoxicação alimentar
e por aí vai… mesmo assim, o filme dá um grande exemplo no final, do que é o Egito e suas pessoas, sua generosidade e amor que compartilham. Não preciso dizer que é do tipo de filme que você ri o tempo inteiro, mas se conhece o Egito pelo coração das pessoas, se debulha em lágrimas no final.
Vale a pena, aqui vai um clip sobre o filme que dá para ter idéia, mas não achei o filme mesmo com legenda em inglês.
Pra quem quiser tentar, aqui é o filme todo:
Mudança de hábito
Toda vez que nos forçamos a fazer algo novo e fora da nossa rotina, temos de nos sacrificar. Quando isso tem um simbolismo místico ou espiritual, às vezes é um pouco mais complicado, pois depende apenas da nossa força de vontade e crença naquilo. Assim é o ramadã para os muçulmanos.
Ficamos sem comer e beber durante o dia, e celebramos de noite com nossas famílias. Em um mundo tão focado no efêmero e nas coisas práticas, pode parecer estranho esta repentina instropecção que o ramadã nos causa. O jejum não é apenas de alimentos, mas também de atos, temos que tentar ser melhores, fazer caridade e nos focarmos nisso.
E para que ficar sem comer? Tem gente que não entende, vai falar que é besteira, que faz mal ficar sem comer. Sim, todas as revistas de moda falam que pra você ser saudável, tem que comer de três em três horas. Mas são essas mesmas revistas que toda hora mudam de opinião e receita, cada hora é um alimento que previne tal câncer, ou o outro que ajuda a emagrecer.
Mas, se alguém que lê o blog está querendo algo um pouco mais científico também sobre o ramadã, existem alguns estudos que mostram os benefícios de abster-se de comidas, como redução de colesterol. Aqui tem um texto sobre isso (mas confesso que não pesquisei na fonte original, tenho que ver depois se este estudo diz isso mesmo, porém vale por curiosidade): http://hypescience.com/estudo-constata-que-jejum-pode-fazer-bem-para-a-saude/
Mas o jejum do ramadã tem sido realizado a mais de mil anos, e os benefícios dele são bem nítidos para os milhões que os fazem todos os anos. Não estou falando só do bem estar físico, de você se sentir desintoxicado e, se não exagerar, até perder uns quilinhos.
O jejum é praticado em diversas religiões do mundo com um sentido maior, que é o espiritual. No islamismo, você deixa de comer para pensar nas pessoas que não têm alimentos e para valorizar tudo o que você possui na sua vida. É um sacrifício, em nome da conscientização. É colocar de uma forma prática sua devoção e agradecimento.
Para algumas pessoas é difícil começar, tem gente que não se sente bem. Porém quase é sempre é mais uma questão psicológica do que física. Se um dia fizer isso lembrando daquelas pessoas que não tem nada para comer, talvez entenda que ficar algumas horinhas esperando não é nada se comparado ao sofrimento deles. Pois quebramos nosso jejum com um banquete, e eles, às vezes, com a morte.
Porém, este post não é para ser deprê não, só quis mostrar um pouco mais do sentido de se jejuar, e porquê eu me sinto muito à vontade para fazê-lo e feliz por ser capaz.
diário do ramadã – dia 1
E começo meu primeiro dia assim. Agora são quase 11hs e comecei a sentir fome pela primeira vez, mas o que mais me incomoda é sono.
Sim, acordei 5 hs da manhã para fazer o ‘sohor’ (refeição antes do nascer do sol). Fiz como o vídeo que postei ontem mandou, tomei muita água, comi uma fruta e cereal rico em fibras, nada de exageros. Rezei o fajr (primeira oração do dia, coisa que nunca faço pois para mim é muito difícil levantar nesse horário, e por isso se tornou minha meta desta ramadã) e tentei dormir depois, mas não rolou… Fiquei de um lado para outro na cama até 7h30, tive vários sonhos porque meu sono estava leve, porém estava cansada ahaha não sei como vou aguentar interromper meu soninho todos os dias, é realmente difícil e admiro quem consiga!
E agora fico pensando em como não fazer isso quando chegar 5h45 (ri muito com esse vídeo, pois é o que maioria faz ehehe):
Alimentação no ramadan
Vi um vídeo interessante sobre a alimentação no ramadan, espero que gostem! Esta em português
Horário do ramadã 2011
Pessoal, como sempre, venho aqui postar os horários do Ramadan para a cidade de São Paulo. É só entrar neste link aqui: http://www.religiaodedeus.net/Ramadan_1429.htm
Quem for de outra cidade, pode entrar neste site e fazer as buscas dos horários: http://www.islamicfinder.org/
Lembrando que jejuar não é apenas deixar de comer e beber, mas também de se policiar muito nas atitudes, não mentir, fazer o bem e a caridade.
RAMADAN KARIM!!!!
Nova música do ‘rei’ do Egito
Quem aqui já amou muito, sonhou muito e viajou muito ouvindo Amr Diab?


