Comemorações para Darwin?
Hoje em tudo quanto é jornal estão falando de Darwin. Faz 200 anos que o biólogo que criou a teoria da seleção natural nasceu.
Para os egípcios e muçulmanos do mundo todo, no entanto, nada do que ele escreveu deve servir de base para aprendizado sobre o nosso mundo e de onde viemos. A base de nossa criação está em Deus e devemos seguir o que está no Alcorão.
Eu não sou expert no assunto, estou falando disso só para conhecimento de vocês sobre este debate, pois a maioria dos brasileiros cresce achando que Darwin solucionou todos os questionamentos da humanidade quando, na verdade, ainda muita gente não acredita que as respostas sobre nossa origem vem da ciência humana.
Alguns trechos sobre isso:
A Teoria da Evolução, conforme proposta por Darwin e incrementada pelas percepções derivadas da genética, é censurável do ponto de vista muçulmano porque eleva o “acaso” à condição de divindade. Um exemplo disto está resumido no título do livro de Richard Dawson, “The Blind Watchmaker“. Em “The Meaning of Evolution“, George Gaylor Simpson repete o dogma “oficial” da sociedade científica contemporânea: “O homem é o resultado de um processo natural e não intencional”.
Numa conferência de biólogos evolucionistas e matemáticos, estes enfureceram os biólogos ao assinalarem que não havia tempo suficiente no universo para que a vida tivesse evoluído por acaso. A analogia dada por um cientista crítico da teoria é a de um tornado passando por um ferro velho e deixando em seu rastro um avião de combate montado.
Os defensores do acaso cego como uma força criativa também têm uma grande dificuldade em lidar com a questão “galinha e ovo”, associada com o desenvolvimento paralelo do DNA e os mecanismos para traduzir esta informação em proteínas reais. Consideremos um CD codificado digitalmente com uma canção. Para convertermos aquela informação em música, precisamos de um equipamento eletrônico sofisticado. Se não o tivermos, o CD nada mais é do que um ornamento suspenso em seu espelho retrovisor. Da mesma forma, a informação codificada no DNA é inútil sem a sofisticada máquina celular que lê e converte nas proteínas necessárias para o funcionamento do corpo. Como este sistema de informação e esta maquinaria decodificadora evoluíram independentemente por acaso?
Leia mais aqui, aqui e aqui. Pode mandar bala nos comenetários também…
Publicado em fevereiro 12, 2009, em De tudo um pouco... e marcado como cultura árabe, cultura islâmica, islamismo, Islã, muçulmanos, viver no Egito. Adicione o link aos favoritos. 4 Comentários.




Marina, eu não acho que o criacionismo e o darwinismo sejam excludentes. Acho que pode perfeitamente haver um diálogo entre a ciência e a religião!
Marina
Vcme impressiona….dias atrás estava cansadíssima, e agora já consegue fazer várias analogias e discutir um assunto tão profundo…rsss vc é demais. Não tecerei comentários a respeito disso pq continuo cansada, mas penso como vc.
Bj
Giane
se evoluimos dos primatas, pq não tem nenhum macaco virando humano à milênios hein hein
?
Bom, eu sou academica de biologia e uma apaixonada pela cultura arabe..culinaria, vestimenta etc. mas nem por isso excluo a evolução. corrigindo a Aisha, nos nao viemos do macaco, o macaco e nos temos apenas um ancestral comum….de forma alguma um macaco vai vira ser humano.
Como ja foi dito em um comentaria aqui, acredito sim que a ciência e a religião podem se encaixar. eu mesma sou espirita, ou seja acredito em Deus, mas também sou evolucionista, acredito na evolução dos seres vivos.
Nme tem o que descutir na verdade, pois existe comprovações bastante claras em relação a evolução.
Pois bem, cada um acredita no que acha correto e sensato…
bjs