Sábado de coisas fofas

Decoração do chá de cozinha da minha irmã, não tá uma coisa fofa?

ps. uma das madrinhas dela que fez tudo! E os pregadores rosa fui euzinha ehhhe aceito encomendas :-p

13 comments fevereiro 7, 2010

Destaques do formspring

Hoje vou postar algumas perguntas que recebi no formspring nestes dias que ando usando o site. Tem coisa engraçada, críticas e dúvidas. Vou destacar algumas, quem quiser perguntar mais, é só ir no http://www.formspring.me/marinafaleiros . Como já expliquei antes, pode ser anônimo :)

Você nunca sentiu ciúmes do modo como as brasileiras se vestem, das mulheres peladas na televisão, em relação ao seu marido ver e tudo mais?

Não… acho que respeito ao parceiro vem do caráter, não da ocasião. Um homem pode mto bem mexer tb com uma mulher toda vestida, de hijab, etc…
Não tivemos este tipo de problema aqui, nem preconceito, afinal, não podemos decidir nada por ninguém, só por nos mesmos, e isso inclui a forma de nos vestir.

Marina você conheceu o Mostafa por ter um interesse no islam ou vc teve interesse pelo islam através do Mostafa? 2- Quanto tempo foi desde que começou a estudar a religião até a reversão de fato?

Eu já conhecia muito sobre oriente médio e a religião já tinha ouvido o Azhan e me encantado, mas nada além da curiosidade. Com o Mostfa, passei a questionar o sentido das coisas, aprender coisas com mais profundidade e logo fui numa mesquita no BRasil. Eu não lembro quanto tempo foi, acho que estudei uns 6 meses apenas, e me converti já na primeira visita que fiz a mesquita. Isso foi mais ou menos 1 mês depois de ter conhecido meu marido.

O fato da pessoa ter um relacionamento com um estrangeiro acaba causando curiosidades alem do limite. Qual é a primeira coisa que te vem à mente, quando aqui no mundo virtual, ou até mesmo fora dele, as pessoas te abordam com questões MUITO pessoais? by nadiraaraujo

olha, qdo é algo mto pessoal eu falo que este tipo de coisa só falo com meu marido ou pessoas mto próximas. Aliás, tem gente auqi no formspring que até já veio me criticar pq eu não quero responder determinado tipo de coisa… mas o pessoal não entende que não sou personagem de novela, que apesar de eu me expor em um monte de coisa no blog, tem outro tantão de coisa que claro que nunca vou abrir o jogo ou falar publicamente, até pq não tenho obrigação disso, acho que as informações que passo são até demais!
Agora na vida real pelo menos no trabalho e amigos, o pessoal sabe maneirar nas perguntas, até pq conhecem meu jeito e sabem que não me intimido em dizer não ou falar que a pessoa passou do limite comigo. Aliás, todo mundo que me conhece pessoalmente me acha mto séria e acho que boto um certo medo às vezes, pq eu vivo soltando os cachorros qdo escuto alguma barbaridade sobre “mas vc não tem medo de casar com um muçulmano?” auhauha aí começo o discurso q eu sou muçulmana tb, e a pessoa tem aguentar :D Mas geralmente o pessoal faz mtaaaaaaaaaaa pergunta, e eu não paro de falar sobre minha história nas arábias, mas sem entrar em intimidades.

sobre a mudança de nome quando a pessoa se converte ao islamismo, é obrigatório?

Não é obrigatório.. eu não mudei meu nome, por exemplo, mas no Egito gostam de me chamar de Jannah, que é um nome islâmico.

2 comments fevereiro 5, 2010

Adaptação de um egípcio no Brasil

Já faz tempo que não falo um pouco das questões de adaptação de um gringo aqui no Brasil. Acho que só agora, depois de mais de dois anos de Brasil e três anos de casada, é fácil analisar como foram todos os desafios e adversidades que passei junto com meu marido nessa aventura que foi nosso casamento.

Estou fazendo este post até para poupar as perguntas que sempre recebo aqui e por e-mail, de como foi a adaptação dele, se ele acha tudo um absurdo, se ele se assusta com algo, etc.

Primeiro de tudo, delete da sua cabeça tudooo que tem de pré-concebido sobre árabes e muçulmanos em geral. Limpou tudinho do “hard disk” cerebral? Então continuemos…

Como sempre digo, egípcio e muçulmanos não são feitos em formas de bolo. Isso significa que o caráter de cada um, o comportamento e a maneira de encarar a vida e o casamento vai variar de homem pra homem, assim como varia de brasileiro pra brasileiro, gringo pra gringo. Os relacionamentos são a união de duas pessoas com formações diferentes, pensamentos diversos, então é claro que sempre há momentos em que é preciso conversar mais sério, um não compreende o outro e arestas precisam ser aparadas.

Em um casamento onde nascemos em lugares tão diferentes, como o meu e do musta, claro que várias emoções são amplificadas, pois desde criança vemos situaçãoes e temos conceitos diferentes sobre vários aspectos da vida. Mas existe uma coisinha só, simples e clara, que permitiu que nunca brigássemos ou nos ofendessemos, que sempre deixou cultura toda pra trás e impediu que trocássemos faíscas todo tempo: é o amor.

Sim, quem ama realmente, sabe ceder, escutar. Para pra pensar o que está magoando ou irritando o outro. Ás vezes nem sempre concordando, cedemos em nome do companheirismo. Principalmente quando é o outro que está num ambiente estranho, temos que ser delicados o suficiente para saber quando pressionar e quando deixar que ele se sinta livre pra criticar.

E foi assim comigo no Egito, com ele aqui. Quando estava lá, tive várias frescuras que jamais pensei em ter aqui, aliás, coisa que nem combina com minha personalidade. Mas foi uma mudança muito grande, partir pro novo, era nova, etc. Tem um monte de coisa envolvida. Mas meu marido, desde o começo, soube ler o que estava se passando comigo, e nunca forçou uma situação em que eu seria exposta. Já contei para vcs né, que eu não comia de colher, só de garfo e faca, e que para ninguém achar que era eu a exigente que queria só comer de garfo e faca, ele sempre pedia dois pares em nome dele, como se fosse ele que tivesse exigindo, e não eu. Também era ele que reclamava da comida – mesmo se ele gostasse – quando ele sabia que era algo que eu não ia comer. Logo já ia pedindo delivery pra evitar algum estresse meu. São detalhezinhos, que vão fortalecendo a relação.

Aqui no Brasil, nossa história já era outra, pois já nos conhecíamos, tínhamos planos traçados e o país tem uma dinâmica muito mais ágil, onde o que importa é seu esforço individual, não as pessoas com quem anda ou o meio. Aqui em Sp, tudo é muito individualista, e em constraste com a sociedade egípcia, em que até vizinhos querem saber o que acontece dentro do seu quarto, o Brasil à primeira vista é um lugar frio, calculista, onde parece que ninguém dá a mínima pra vc.

O maior choque do musta, não foi as meninas andando com pouca roupa. Ahhh, daria Ibope eu contar histórias que ele ficou de queixo caído e acha um absurdo, mas não é nada disso. Gente, egípcios assistem TV e usam internet, então eles sabem como é no resto do mundo. E se o homem não tem caráter e respeito, ele vai olhar pra mulherada estando elas de hijab ou de saia curta como aqui. Então sempre foi muito claro na nossa cabeça que não cabe a nós julgar “culturalmente” se o povo daqui está certo ou errado, apenas expor nossa visão quando somos perguntados.

Bom, mas voltando a adaptação dele aqui. Acredito que foi tão difícil quanto a minha, mas devido a outras questões, como a burocracia para acertarmos o visto dele, a perda de ingenuidade em relação às pessoas e o começo de uma batalha pessoal e particular nossa, que não dependeria mais de ninguém.

Se é difícil conseguir trabalho para o gringo? Aqui no Brasil, vocês mesmos são profissionais e sabem como é o curso de tudo. A pessoa tem que falar línguas, tem que ter uma formação em uma área procurada, ser pró-ativa, etc, para ser contratado. Existem empregos por indicação, alguns, mas se o cara não é bom, ninguém mantém um mané com salário bom só porque algum amigo falou que ele é bom. Aqui, se cobram resultados e lucro, então a coisa é um pouco mais realista. Além disso, partir para pedir ajuda para gringos do mesmo país é a maior furada. A maioria está também no começo tentando se achar, rola uma inveja básica entre eles e é muito difícil saber o que é amizade de verdade ou algum interesse nesta época, pois os outros estrangeiros também enfrentam problemas próprios, dilemas particulares, e por estarmos todo na mesma situação de começo, às vezes situações constrangedoras são criadas e um deixa de ajudar o outro apenas para criar uma competição absurda e sem sentido.

E não dá pra achar que todos são iguais ou porque falam a mesma língua podem ser melhores amigos no mesmo minuto. Dentro de Egito mesmo existe muita diferença se a pessoa nasceu no sul ou no norte, no Cairo ou em Alexandria. Amizade é uma empatia que tem de ser duradoura, nos momentos bons e ruins, e para isso não importa se são do mesmo país ou não, mas sim de outros fatores. Comunidade árabe também aqui não é unidade, existem diversos países árabes, como Líbano, Síria, Marrocos, Algéria que brigam entre si, e aqui não existe um clima muito amistoso entre todos. Sei que até entre os libaneses, maior comunidade árabe em SP, eles brigam entre si se um nasceu numa determinada vila, e o outro em determinado lugar.

Então, para quem não sabe como o habibi ou gringo vai se adaptar aqui, eu digo que isso indepente dele criar amigos ou se juntar em alguma comunidade. Vai depender muito da relação de vocês, do amor e do que criaram juntos. Para mim, casamentos interculturais vão além do relacionamento amoroso, mas são também no fundo uma grande amizade e criação de interesses comuns. Vocês precisam gostar dos mesmos programas, de conversar sobre tudo, de trocar idéias, de brincar e pensar na vida. Compartilhar será o óleo que vai amolecer esse período de saudade da casa antiga, dos velhos hábitos. É o sabão que vai limpando as mágoas, o medo. É a energia que dará gás para que ele estude o português, aceite o jeito malandro do brasileiro, saiba ler as pessoas daqui.

Motivação também é outra coisa muito importante. Pois se você em um país estrangeiro, tem que dançar conforme a música. Isso, em primeiro lugar, signifca aprender a língua local, ainda mais quando se trata de Brasil, onde até quem se diz fluente em inglês fala “me dá uma Coca laitchi”. Além disso, quanto mais interação com o meio em que se está, poder ver a televisão, entender uma piada no almoço de família, poder trocar palavras com quem senta ao se lado no transporte público, mas esta pessoa vai compreender o meio em que vive e como se relacionar com tudo isso.

E em casa, coube a mim dar o suporte necessário, o incentivo mesmo nos momentos em que tudo parecia tão difícil, assim como ele fez no Egito. Sou paciente, mimo mesmo. Meu irmão teve de almoçar em casa durante 3 meses ano passado, devido a um trabalho perto de casa, e comentou no final que nunca viu esposa tão dedicada como eu. Porque eu simplesmente faço de tudo pensando no Mostafa, seja comprar um nuggets tradicional, e não crocante, pois sei que ele prefere o outro. Ou porque ligo pra ele de manhã pra acordá-lo, já que ele odeia despertador. Cuido dos mínimos detalhes pro bem estar dele, assim como ele faz o mesmo.

E a adaptação é assim. Ela vai em altos em baixos, alguns dias parecem fáceis, em outros temos a sensação de que tudo está errado. Mas quando há esforço e amor dos dois unidos, sempre uma nova estratégia aparece e mesmo nos dias mais duros, basta um dos dois sorrir para que tudo pareça perfeito de novo.

E de uma coisa tenho certeza: tudo passa!!! E um dia, mais cedo do que vc imagina, simplesmente descobre que não é o lugar que importa mais, mas sim a relação de vcs. Aí, viver em qualquer lugar do mundo, por mais estranho que seja, é tarefa das mais fáceis.

Boa sorte a todos nesta jornada!

15 comments fevereiro 3, 2010

Coisas para facilitar sua vida na internet

Você já se sentiu perdida com tanta informação na internet? Não sabe como ter tempo de abrir todos os posts diariamente dos seus amigos? Queria uma forma mais rápida para postar? Calma, seus problemas acabaram!!!

Chegou o Mega Ajudator da Marina!!!

***

Tirando o começo sem graça :-d  vamos às dicas:

Para acompanhar todos os seus blogs prediletos, sem precisar ir um por um, todos os dias, existe uma invenção maravilhosa chamada RSS. Ahh, garanto qeu já viu essa palavrinha, mas não sabia para que serve, né? Pois bem, usa o Google Reader ( http://www.google.com.br/reader  ) e loga na sua continha do “gugou”. Aí vai lá em cima em “adicionar inscrição”  e coloca o link da homepage dos blogs que você gosta ou endereços RSS de sites de notícia. Pronto! Cada vez que alguém atualizar, vai aparecer ali pretinho, como se fosse um e-mail novo. Você pode ver centenas de site ao mesmo tempo sem perder tempo de abrir os que não foram atualizados. Eu não aconselho seguir muito site de notícias, porque eles atualizam toda hora. Nesta print aqui eu tinha acabado de me inscrever no blog “Meu lugar ao sol”.

Agora se você é magalomaníaca e gosta de toda hora checar seu reader e seus e-mails, a melhor coisa é o IGoogle, que acredito que a maioria já usa, mas não custa mostrar de novo. Eu uso tudo no Google Chrome, que é o navegador mais rápido e permite buscar na própria barra de URL.

E por fim, se vc ainda cansa desse tal de twitter e acha um saco abrir aquela página toda hora, uma coisa boa é o Echofon, que atualiza automaticamente, mas esse só tenho no Firefox, o Chrome ainda não permite aplicativos deste tipo. Olha que legal, quando vc clica, ele abre uma telinha que vc já pode escrever seu tweet, ver suas menções e mensagens diretas. Mais prático, só se funcionasse no Chrome tb eheheh

  • E se vc tem o bom gosto de usar WordPress e não Blogger (sim, eu sou contra blogger ehehehe podem me xingar) pode nos dias de preguiça postar do seu próprio e-mail ou Outlook. Dá uma olhada aqui no tutorial de como obter seu e-mail de postagem, é super simples, o título do seu e-mail vira o título do seu post….  http://en.support.wordpress.com/post-by-email/
  • E por fim, para quem tem várias conta de msn, yahoo e skype como eu, nada melhor do que, de vez em quando, poder juntá-las de uma vez, certo? Para isso uso o Imo.im (https://imo.im/ ) você pode linkar suas contas. E o melhor, geralmente ele não é bloqueado, então dá pra usar mesmo de lugares onde seu msn não funciona.

Espero que gostem das dicas :-)

8 comments fevereiro 2, 2010

Pq precisamos brigar?

O Itaú estreou uma campanha nova na TV. A propagando mostra um menino judeu e um palestino vestindo a camisa da selação brasileira. O judeu chuta a bola sem querer em mercadorias do árabe, que devolve a bola.

A mensagem é bonita, achei de muito bom gosto. Mas a comunidade judaica já está preparando medidas judiciais dizendo que é anti-semita. Agora, me diga, porque não podemos nos imaginar todos amigos? Pq de preconceituosa a propagando não tem nada….

9 comments janeiro 29, 2010

O que é ser noiva?

antes de tudo: Blog abandonado, eu sei!! Mas se vcs soubessem o tanto de coisa que tenho feito, teve dia essa semana que só dormi 3 hs…. então por isso não estou tendo a calma necessária e idéias para o blog todo dia, como gosto de fazer! Desculpa a todos, espero que logo o ritmo volte ao normal…

***

Este post não é para falar sobre casamento no Brasil ou no Egito… é para compartilhar um sentimento muito comum com quem está se preparando para um relacionamento sério , para se casar.

Como já disse outras vezes, minha irmã vai casar e o grande dia está chegando. Ao contrário de mim, que fui para o Egito sem mal dar satisfação e compartilhar preparativos, minha irmã está fazendo tudo como manda o figurino, com direito a entrega de convites, chá de panelas, lista de presentes, igreja, vestido branco, festa, etc… é muita coisa!!

Mas mesmo meu casamento tendo sido tão diferente do dela, assim como outras pessoas podem ter outras formas de se “juntar”, acho que em alguns momentos compartilhamos as mesmas coisas. Deixar o lar, o que conhecemos, é um passo grande na vida de qualquer um.

Eu quando fui para o Egito tentei não pensar muito nas coisas, pois estava trocando tudo o que eu tinha por algo que eu nem havia visto ao vivo ainda. Não sabia direito como seria minha nova casa, meus novos hábitos, morar com outra pessoa que não meus pais e meus irmão. Tentei fingir que nada estava acontecendo para evitar ficar pensando e analisando, pois é difícil a gente imaginar que estamos felizes e tristes ao mesmo tempo, por deixar algo que amamos em troca de outra coisa que também amamos.

Essa coisa de ser noiva é complexa, contraditória. O ser humano nunca se sente confortável com mudanças e é normal que dê um medo na hora de mudar tudo o que conhecemos. Mas minha irmã no blog dela, conseguiu descrever muito bem o que é tudo isso que estou falando. E deixo o texto para compartilhar com vocês:

“Desde que comecei a entrega dos convites e fiz minha prova do vestido, comecei a ficar com um frio na barriga diferente. É um misto de felicidade extrema, medo, preocupação e coração partido… O casamento, assim como qualquer nova etapa de nossas vidas, significa ruptura e escolha… E para escolher uma coisa necessariamente tenho que abrir mão de outras… E é neste abrir mão que residem o medo e um pouquinho de coração partido. Eu não falo em tristeza, porque não é isso, mas o lançar-se ao desconhecido traz certa insegurança.

Bom, falando mais concretamente, ultimamente tenho pensado na minha saída de casa. Não na construção de um novo lar, mas na despedida do lar em que vivi toda a minha vida até agora. A despedida é sempre um pouquinho dolorosa… É difícil pensar que não vou mais estar ali em casa na janta, nas conversas intermináveis na cozinha, que meus pais não vão mais me buscar à noite na pós, que, enfim, a rotina da minha casa vai continuar acontecendo, mas que eu não vou ser mais presença nela.
Quero dizer, mais uma vez, que não há tristeza nisso, digamos que o que sinto é um estranhamento… Um ciúme talvez, daqueles que se sente quando se quer ter tudo ao mesmo tempo.

Por outro lado, este sentimento de perda se encontra com o de felicidade extrema. Estou muito feliz e ansiosa por começar uma nova fase, onde descobertas serão feitas e alegrias encontradas no dia a dia da convivência. Tenho a certeza tão absoluta de que serei tão feliz na nova rotina da minha casa!

Enfim, este frio na barriga está aumentando… Aliás tudo tem se intensificado: o amor, o sorriso, o medo, a alegria, a ansiedade, o choro e o riso… Acho que isso é ser noiva!”

8 comments janeiro 29, 2010

Amor aos animais

Todo ser vivo que divide este planeta, divide com nós o mesmo ar, a mesma terra, a mesma água. Eles sofrem, ficam felizes e sentem fomes como nós. Não é porque somos poderosos ou temos máquinas, que é nosso direito deixar de cuidar ou de respeitar os animais. E se você tem um bichinho em casa, ame-o, cuide dele, saiba que um animal de estimação é companheiro para vida toda, não é brinquedo nem enfeite.

Eu tenho dois gatos adotados, são vira-latas. Quando eu adotei o Tito, o primeiro, só sabia como ele era pelo anúncio de internet. E no segundo dia dele em casa, após passar o medo, eu vi que a personalidade dele era difícil. É um gato brigão, marrento, pidão, sem educação mesmo. Mas é divertido, falante, responde até quando eu falo  o nome dele com um “miau-miau”  que só ele faz. Quando está cansado de aprontar, se enrola nas minhas pernas e dorme do meu lado.

Eu posso estar muito brava com ele, querer mandá-lo para aquele lugar quando ele quebra algo meu (copos já foram mais de 15), mas é só eu ver aquela carinha de louco dele que me derreto toda. Sinto muito amor, não tenho como explicar, por uma vidinha que eu nem consigo compreender, pois ele não fala minha língua. Sempre achei doente quem tinha fixação por bicho ou tratava animal como gente, mas eu agora chamo o Tito de filho e agarro ele como se fosse um bebê. Apesar de todas as besteiras que ele faz, não consigo parar de gostar e cuidar dele.

Como ele está doente, hoje levei-o ao veterinário. Mas lembram que eu falei que o Tito é bravo? Segundo a descrição da veterinária, ele é “praticamente uma jaguatirica”.

Pra resumir a história, foram três tentativas para dar a vacina nele. Sendo que em duas sangue escorreu até no chão. Não, não do Tito, era sangue meu e do assistente da veterinária, levávamos as bordoadas dele sem dó.  Tito parecia um leão. Depois de meia hora e muitos cortes, sendo que ele derrubou quase tudo do consultório no chão, mudamos a tática e a veterinária decidiu anestesiá-lo. Enfim, tomou um sossega-leão pra poder ser vacinado, pode uma coisa dessas?

Eu estava morrendo de raiva e vergonha já dele naquela hora, com dor e cansada de lutar. Ele estava com muito medo, eu sei, mas era pro bem dele.

Mas foi eu ver as patinhas dele trançando e ele caindo no chão molinho, que meu coração apertou de dó. Corremos e demos as vacinas e Tito – “the lion”, mesmo anestesiado, rosnou. Foi preciso nós três segurarmos, pois mesmo grogue ele era uma ameaça.

Resultado:

Algumas das escoriações :-D

Mas porque eu tô contando tudo isso: porque quando adotamos um animal, temos de estar preparados para a personalidade dele, que pode ser muito difícil como a do Tito. E isso não é justificativa para abandono ou maus tratos, como já vi muitas histórias. O gato ou cachorro só mordem quando se sentem ameaçados, por isso antes de jogar um bicho na rua, lembre que eles também sentem e sofrem, e não merecem ser visto apenas como mercadoria ou um boneco! Eu sempre penso que, graças a Deus, fui eu quem adotei o Tito, pois outras pessoas poderiam não suportá-lo e abandoná-lo. Mesmo sendo difícil achar um veterinário que também o trate com amor, mesmo ele sendo tão violento, eu consegui domar essa ferinha. E ele domou meu coração.


Tito ainda chapado, sendo observado pela esperta da Nina (tricolor)

Para adotar animais, veja estes links:

- www.adoteumgatinho.org.br
- www.pea.org.br

9 comments janeiro 21, 2010

Letter for u

“I dont really know exactly what to say to you. When we are touched by love, the real love, we can face all for the person we love. See, I am not afraid to leave all I have to be with you, even if my life will be so different from the one I have here.”

Mensagem enviada em 27 de setembro de 2006

5 comments janeiro 21, 2010

Curiosidades egípcias

Mesmo depois de três anos de casada, tem horas que ainda descubro ou lembro de diferenças culturais básicas entre eu e meu marido egípcio, e geralmente morro de rir, né?

Estávamos decidindo a ordem de quem iria primeiro em um lugar, não lembro o que exatamente, e minha mãe falou:

- Ah, tira par ou ímpar com o Mostafa pra decidir?

- Então eu quero par! – Falei.

- E ele, o que??? Não entendi…

Ou seja, não tem par ou ímpar no Egito, minha gente!! Quer dizer, pelo menos é o que meu marido louco falou, ele disse que usam só cara ou coroa se é com dois, e se estão em três um negócio mais louco com a mão encostando no peito, nem tem como explicar!!

**

Outra coisa q muitos egípcios  - e outros gringos – não entendem, é nossa maneira irônica de falar as coisas, geralmente sempre usando o contrário do que na verdade queremos dizer. Por exemplo, passo em frente ao Tietê e sinto aquele cheirinho de coisa podre e falo:

- Hummmm, que cheiro bommmmm!!!

Mostafa: – Boooom?? Você tá louca, tá fedido!!

**

9 comments janeiro 19, 2010

Em Delfinópolis, nos Olhos D’água, onde o carro entala e o barro é infinito

Lá no interiorrrrr (isso, puxa o r bem forte mesmo) de Minas Gerais, mora minha avó fofa e meu avô com cara de egípcio. Apesar de ser longe e a vida corrida, tentamos sempre dar um pulinho lá umas duas vezes por ano, para curtir a companhia deles, a calmaria da vida de uma cidade com 10 mil habitantes e abrir a janela só pra ver aquele verde inundando a paisagem.

Este ano, além dos meus pais e irmãos, o noivo da minha irmã também foi. Ele, como eu e meu irmão, não gosta de coisa muito parada, e está sempre buscando alguma aventura pra fazer. Desde que chegamos, começamos a combinar um passeio a outra cidade da região, famosa pelas cachoeiras. Minha irmã logo avisou que não ia, não queria entrar no barro, queria resolver as coisas do casamento dela e não sei mais o quê. Mostafa, sossegado como é, também não gostou muito da idéia, fez um pouco de cara feia, falou que não ia ser legal, mas como ele tem uma esposa persuasiva (leia-se: muito pentelha e insistente) acabou cedento.

Então, no sábado, dia 26 de dezembro, acordamos prontos para a aventura e apesar de ter chovido muitoooooo nos dias anteriores, estávamos crentes que o dia seria claro e sem água na nossa cabeça.

É, não choveu. Mas aconteceu um monte de coisa pior. Senta que lá vem história…

De onde estávamos até Delfinópolis (MG), são cerca de 60 km. Esta cidade fica ao pé da serra da Canastra, depois da represa de Furnas. Por isso tem muita cachoeira por lá. Pra chegar, o visual é fantástico, fora que não tem radar nem pedágio na estrada, e o governo mineiro foi gentil comigo e tinha asfaltado “tudin” (= tudinho, no sotaque da região). Para chegar lá, ainda tem a parte divertida, que é pegar a balsa, porque dinheiro pra fazer ponte eles ainda não arrumaram.

Até aí, tudo tranquilo, bonito. O céu com nuvens, mas azul. Após atravessar a represa, chegamos em Delfinópolis. Atrás dela a serra e as cachoeiras nos esperavam.

O problema começou quando pegamos a estrada de terra que, teoricamente, em apenas 6 km nos levaria até o parque das cachoeiras. Andamos uns 10 minutos no barro, que estava mole e escorregadio, e nem sinal de placas ou sinalização para o tal “Olhos d’água”, onde estavam as quedas.

Nada de placa, mas como estava bem devagar por causa do barro, deu para ver bem aquela  menina de vestido florido acenando para pedir carona. Eu logo fiz sinal com a mão dizendo que não dava, pois estávamos em quatro no carro e a poucos metros já deveríamos chegar a tal cachoeira. Mas eles – meu irmão, meu cunhado e Mostafa – se compadeceram por ela estar ali sozinha no meio do nada, e começaram a falar.

- Aii tadinha dela Marina, dá carona, ela tá sozinha no meio do nada….

Tá bom, fiquei com dó também e parei. A menina veio correndo e entrou no carro sem mal olhar pra mim. Fui seguindo em frente e depois de uns cinco minutos de silêncio perguntei pra onde exatamente ela queria ir, e ela respondeu “Pro Olhos d’água”.

- Tá bom, isso é perto do Claro, onde tem as cachoeiras? – indaguei.

- Ihh o Claro já passou faz tempo, ficou pra trás.

- Ah, mas a gente vai pra lá então, porque vamos na cachoeiras mesmo. – falei já sem graça pq ela ia ter q sair do carro. Mas ela nem se comoveu, ficou lá sentadinha sem olhar para mim, como se nada estivesse acontecendo. Como notei que ela era folgadinha e não ia se tocar, parei o carro e falei que a gente ia mesmo pro Claro.

- Ah, mas já está muito longe, vcs vão ter que voltar tudo, agora tá perto de Olhos d’água, e lá tem um “tantão” de cachoeira bonita. – falou.

Olhei para os meninos, agora calados e sem coragem de mandar ela sair… Então ficamos todos meio sem graça, porque vi que ela já tava decidida a ficar no carro mesmo e segui em frente…  mas a estrada foi ficando cada vez pior. Meu carro patinava, algumas vezes eu nao tinha controle mesmo da direção, de tanto barro acumulado. Estava todo mundo tenso, pois estava perigoso mesmo e a tal da cidade não chegava nunca. Perguntei quantos quilômetros é de Delfinópolis pra Olhos d’água, e ela me responde na maior cara de pau:

- São 22 km!

Putz, lógico que na hora fiquei brava, afinal já estávamos 20 minutos com ela dentro do carro, numa estrada horrível e correndo risco de bater a qualquer momento ou pior, atolar o carro!!! Ou seja, ela mentiu desde o começo, pois provavelmente estávamos perto do Claro qdo a pegamos, ou até passamos por ele e ela se fez de perdida…. Mas já que estávamos ali na aventura, vamos aproveitar….

Finalmente chegamos na tal cidade dela, ela só mandou eu parar num posto e desceu correndo, sem olhar e só falou “brigado” baixinho, sem nenhum tipo de comoção. Claro, ficou com medo da gente brigar com ela!! ehehh

Esse trecho da estrada tava bom, tanto que pude me distrair e tirar foto

A cidade era toda de terra batida, com duas ruas apenas, e paramos no bar para perguntar onde tinha cachoeira por ali. É só seguir a rua de baixo… E seguimos, 15 km depois de muito barro, finalmente chegamos  a tal fazenda com cachoeiras….

A mulher avisa que, depois de tudo isso, temos que pagar 10 reais por cabeça pra entrar e que ainda tem mais 2,5 km de terra até o bendito local. Vou resumir o resto da empreitada. A estrada final era de pedra pura, meu carro finalmente se revoltou com toda maldade que estava fazendo contra ele e atolouuuuuu feio….  Pra tirar ele do buraco, os homens da casa foram empurrar, nisso o noivo da minha irmã escorregou e deu sem querer uma cotovelada no Mostafa, cortanto o supercilho e ainda quebrando os óculos dele. Aí pra melhorar, o carro sai fazendo barulho de aço retorcido e sendo quebrado… (desesperooooo, Mostafa com uma cara muitooo brava de “eu te falei que não queria vir”, celular sem sinal e nuvens pretas de chuva se aproximando)

Parei o carro de qualquer jeito, eles foram subir pra tirar o pneu que fazia barulho e estava lotado de pedras dentro. Mas antes que algo pudesse ser feito, o carro começa a cair, pois o chão estava cedendo e o macaco afundando no barro de novo, ou seja, aventura completa! Eu grito pra todo mundo segurar o carro, o que conseguimos fazer não sei como enquanto meu irmão enfiou o pneu correndo, descemos e parafusamos o pneu, sem saber o que fazer.

- Quer saber, que se dane, vamos pra cachoeiraaaaaaaaaaaaa!!!!!

E foi o que fizemos:

Não sei como, as nuvens pretas só rodearam e quando liguei o carro na volta ele não fazia mais barulho, e conseguimos chegar até um posto de gasolina, onde os meninos terminaram a façanha de doideras do dia, oferecendo para lavar o carro. O pequeno detalhe foi que eles usaram escovas pra lavar o carro, e não uma coisa suave e apropriada, o que deixou meu carro com aspecto de panela de alumínio lavada com bombril :-D . Vamos rir pra não chorar, porque já poli o carro e a pintura está quase 100% de novo.

E no final das contas, tem coisa melhor que umas férias trapalhadas como essa?? Se tivesse dado tudo certo, eu nem ia parar esse tempo todo pra contar essa história!!


E para ver que Deus está tão presente na nossa natureza, termino com a última foto daquele dia, o entardecer de um dia de verão.

7 comments janeiro 17, 2010

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