Desabafo

8 07 2009

Tem horas que temos de ser fortes, falar para nós mesmos que Deus sabe o que é melhor, mesmo quando a realidade nos deixa tristes. Estou me segurando, neste momento, para não desabar, mais ainda me restam algumas gotas de esperança.

E é assim a vida de quem tem um amor entre dois países. Ainda mais no meu caso, tão complicado, onde não podemos voltar tão cedo. A família fica parte lá e parte aqui, e nem sempre podemos controlar tudo que queremos. Até mesmo quando as coisas parecem simples, o dinheiro está na mão, a vida está tranquila, o trabalho garantido. Mas falta aquele pequeno detalhe, que é decidido por alguém que nem conhecemos e pode destruir tudo em poucos segundo, com indiferença e falta de compreensão.

Mas não sou de desistir fácil, não sem esgotar todas as armas possíveis nesta luta. E quem sabe ainda não viro o jogo? O próximo round vai ser esta madrugada, quando ligo de novo para o Cairo em busca de um novo alento.

Dói porque é injusto demais. Fiquei no Egito nove meses, fui bem recebida e não tive problemas para nada. Assim como todos os estrangeiros, e brasileiros, entram todos os dias no país e entram sem serem questionados. Já os egípcios para virem para o Brasil, têm de passar por uma série de humilhações sem tamanho, burocracia e falta de informações claras. E seguir regras absurdas, que não se aplicam a todos os casos e punem quem menos quer algo do Brasil.

Pago meus impostos todo mês, defendo meu país como posso, mas tem horas que ODEIO ser brasileira e pertencer a um lugar tão corrupto e mesquinho, onde quem é bom sempre acaba sendo punido.





Mulher em casa X trabalho

7 07 2009
Nestas conversas de quem se envolveu com egípcio sempre encontro pessoas interessantes e com opiniões variadas sobre a vida, religião e felicidade. É sempre muito bom trocar informações e pensamentos num clima amigável, realmente aprendendo a enxergar como outro pensa sem impor seu ponto de vista.
Estou falando de tudo isso porque estou trocando uns e-mails com a Cristiane (ela é outra brasileira que se casou com o Egito e atualmente mora no Cairo). No Brasil, ela sempre teve uma rotina bem diferente e trabalhava muito, mas optou por mudar completamente quando foi para o Egito,  em nome do amor e da tranquilidade.  Olhem o que ela me escreveu (estou publicando aqui com autorização dela, é claro!):
Sabe, Marina,  as vezes  vejo varias entrevistas aqui na tv, e ha ainda alguma polemica entre homens e mulheres, sobre a mulher trabalhar fora, etc e tal. Ao mesmo tempo que as mulheres daqui gritam e lutam pelos seus direitos profissionais, etc e tal, ha ainda alguns homens que sao contra, e ha mulheres como nos, brasileiras, talvez ha 30, 40 anos atras, doidas para conquistar carreira e tudo mais. E eu digo para o Mohamed – daqui a 40 anos essas e outras egipcias estarao com os mesmos problemas que nos brasileiras passamos hoje…super atarefadas, stressadas, cheias de responsabilidades, horarios, tarefas, com dupla jornada, em casa e no trabalho, e pior, sem saber como criar filhos, ou entao, deixando a maternidade para muito tarde….e ai terao talvez o reflexo que hoje temos – criancas mal criadas, mal amadas, mal educadas…hiper mimadas…pais com sentimento de culpa por nao poderem ser pai e mae como deveriam…

Entao, o que fazer? Como evitar? Nos ja passamos por isso e sabemos o que ha la na frente…o que dizer para essas mocas? Penso e chego a conclusao que NADA…isso faz parte da vida, da evolucao, sei la…nao temos como impedir…sera um fato consumado…
Veja bem, nao sou contra a mulher ter profissao, se realizar, nada disso, pelo amor de Deus…mas hoje tenho a certeza que ninguem consegue ser boa em tudo, boa profissional, boa esposa e boa mae, tudo ao mesmo tempo. Acho que a mulher tem que priorizar seus desejos, tudo no momento adequado, e tentar fazer seu melhor…e acho importante que ela tenha consciencia disso, que se ela optar pelas tres coisas simultaneamente, ela nao podera ser boa em tudo, que ela nao se sinta mal, afinal, ela e apenas humana….

Minha resposta:
Esta é uma daquelas questões tão difíceis de termos uma respota certa e única, porque as mulheres mesmo estão cada vez mais diferentes entre si. No Egito, pelo menos o que eu sentia, eram poucas as mulheres que, na vida real, se dispunham ao papel de trabalhar e ter de ajudar realmente a pagar as contas. Elas se formam, podem ter até umas famosas na TV que brigam por isso, mas a classe média mesmo ainda pensa que se a menina não quiser, não vai precisar nunca arregaçar as mangas. Tanto que ainda é muito comum os casamentos arranjados por aí, justamente pq elas tem de procurar alguém que as mantenha neste estilo de vida, não buscar somente o amor.

Mas ao mesmo tempo, nas classes baixas, elas não tem mais como pensar assim. Vc por ir para qualquer loja, empresas, verá as meninas trabalhando e lutando pelo pão de cada dia. O mundo está, neste ponto, muito pior do que no passado. Acabaram-se os empregos estáveis em que vc ia subindo aos poucos e, com 30 anos, um homem podia manter a casa sozinho cheio de filhos. Hj as coisas estão apertadas, está difícil para um marido sozinho bancar tantas contas e, para manter um padrão de vida mais alto, a mulher também precisa ter renda. Isso no mundo todo, não é algo específico do Brasil ou Egito.

Só que o maior problema, é que os homens ainda não acordaram para esta realidade e muitas maridos ainda querem ser servidos, mesmo a mulher também estando na rua trabalhando 8 horas por dia. Ele não entende que assim como ele chega cansado, a esposa também está e não queria ter que ir pro fogão fazer janta. Mas isso vai mudar com o tempo, vejo cada vez mais mulheres mega estressadas e que brigam muito com os maridos. Com certeza os filhos homens desta geração já crescerão com outra imagem de mundo.

Mas eu também acordo às vezes querendo ser uma bela de uma Amélia, só fazer comidinha, limpar a casa e ficar vendo TV de tarde… ehehe mas essa vida também cansa, eu já fui educada de outra forma e mesmo trabalhando tem dias que sinto que poderia estar fazendo coisas mais úteis ou “mudando o mundo”, literalmente. Quando tem feriado muito prolongado, já não me sinto bem de só ficar em casa sem fazer nada. Aí vai de cada um, o que temos é que buscar o equilíbrio que cada um acha melhor para si. Eu não aguento ficar 10 horas no trabalho, mas também não sei ficar só em casa cuidando das coisas. E quando eu tiver meus filhos? Só Deus sabe como minha dinâmica vai mudar, talvez eu passe a querer só ficar em casa, ou não. :-)

Cris de novo:
Desde pequena sonhava com independencia financeira…comecei a trabalhar aos 18, tinha um bom salario, comprei carro, moto, e a vida foi indo….trabalhava por prazer e tambem por conta de fazer pe de meia, ter uma vida relativamente confortavel, pois logo fui morar sozinha, tempos depois tinha meu ap proprio, sempre gostei de viajar, etc e tal…
sempre fui o modelo para varias amigas, da mulher independente, decidida, que fazia e acontecia, que nao tinha a minima intencao de casar e ter filhos entao…Deus me livre!!! eu dizia que eu nao queria nada que fosse para a vida inteira, e que filhos nao tinha como, eram para a vida inteira!!!…rs

tinha horror a me imaginar dependendo de um marido para qualquer coisa que fosse, e sempre fui daquele tipo de namorada que rachava todas as despesas, ate cinema….mesmo que o cara fosse super bem de vida….olha a radical…rs

ultimos quinze anos da minha vida tive jornada dupla, sempre dois empregos, trabalhava 14 horas por dia…uma loucura!!! aconteceu, nao fui eu que fui atras, mas os trabalhos aconteceram, e eu achava que era pecado desperdicar trabalho num mundo tao cheio de desemprego…rs…doida….e ai, a gente se acostuma a viver dessa forma, eu era solteira, tudo bem, dinheiro no bolso para minhas viagens, que sempre foram minha paixao…
apos uma fase conturbada de doenca em familia, falecimento de minha mae com cancer, e termino do relacionamento de 7 anos, decidi me dar umas ferias e conhecer o pais dos meus sonhos de menina , o Egito….e o resto voce ja sabe…

minha vida virou do avesso, conheci o Mohamed aqui, e ai…tudo mudou…casamos,aquela minha vida louca em sampa nao funcionava mais, nao dava para ser casada e boa esposa trabalhando 14 horas por dia, enfim…algo precisava ser mudado….e nesse meio tempo eu ja estava gostando muito da vida de casada…dai, para decidirmos vir para ca e termos uma vida mais tranquila nao demorou muito.

Todos acharam que eu nao aguentaria, ate eu fiquei em duvida, mas , ele sempre me deu a liberdade de escolher, se eu quisesse trabalhar aqui, ok, apesar dele preferir que nao…e agora, tomei gosto pela coisa, e to bem feliz com essa vida…rs…

A minha adaptacao aqui a minha vida de casada foi bem tranquila, o que foi e o que e ainda muito dificil e a adapatacao ao pais e aos costumes…isso ainda e penoso para mim, e infelizmente nao melhora…eu sou bem adaptada, quero dizer, aprendi a conviver com determinadas coisas e situacoes, tenho absoluta consciencia que nem tudo temos exatamente como queremos, digamos, e um mal necessario nos vivermos aqui, mas…sinto que a cada dia, minha decepcao e insatisfacao com o povo e os costumes daqui aumentam….mas enfim, entre mortos e feridos, ainda vale a pena…

E vocês, o que acham deste tema?? E preferem ficar em casa, trabalhar, ou fazer os dois?




Ser jornalista

6 07 2009

Fugindo do assunto do blog, mais uma vez.

Já faz uns dias que não é mais obrigatório o diploma de jornalista para se exercer a profissão. Eu sou diplomada, com orgulho, e acredito que o mercado vai sempre preferir quem tem uma formação sólida.
Tem muita gente que acha que sabe escrever, mas não é bem assim. Nem mesmo um diploma basta. Resumi abaixo algumas das coisas que eu penso sobre a profissão, num texto que fiz quando ainda estava na faculdade e continua atual, ao meu ver.

Jornalista
Temos que ver um mundo de coisas, mas suprimir a essência da essência. O espaço no papel é sempre pequeno. Nunca temos centímetros ou toques suficientes, nem mesmo para vivermos como queríamos. As histórias são grandes demais, caras demais para o custo do papel.

Mas o jornalista não é cientista, em muitos casos não consegue apenas descrever uma cena, pois tudo que digita na tela do computador é fruto de um ângulo seu particular, de uma ou outra fonte consultada. A realidade não está ali fielmente retratada.


Por isso mesmo, é possível se dizer que a lida diária do jornalista faz parte também de uma poética. Aristóteles foi um dos que, há tantos séculos atrás, colocou lado a lado a diferença entre a episteme, ou seja, a ciência obtida por meio da observação, e a poética, que permite criar sensações hipotéticas, viver algo além e alargar horizontes. O jornalista tenta transitar por esses dois caminhos, ao alegar a objetividade, imparcialidade e o lide careta, com as principais informações cuspidas de uma só vez.


Mas quem é jornalista bem sabe: o fechamento chega, a página roda. No dia seguinte, sabem nosso nome. No outro, eles já se perderam no papel amassado, pisoteado pelo movimento incessante do tempo que passou e transformou tudo o que escrevemos em lixo. Só nós mesmos, com nosso orgulho enganador, guardamos tantas histórias em pastas amassadas. Só nós relemos com gosto o que passou, lembramos com carinho o que vimos.


Neste sentimento está a prova de que o que vimos não foi simples empirismo. Passou por uma transformação interna e da habilidade e criatividade do jornalista é que foi criado. Para contar uma boa história, não basta a enumeração de fatos importantes, mas sim um jornalista com capacidade de transformar o seco, o visto e passado em algo humano, atraente e vivo aos olhos dos leitores.

Isso é poética e exige paciência e treino, não apenas talento, como mostra Joseph Mitchell também em sua obra. O que há de maravilhoso em um pica-pau que, horas a fio, picota a madeira? Não é o fato em si, cotidiano e vazio, mas o calor que a retratação desta cena ganha ao ser escrita minuciosamente, lapidada e cuidadosamente exposta ao leitor por alguém.

Ou seja, uma cena pode ocorrer em mil vezes de maneira igual, assim como a queda do dólar, a alta do juros, a seca do nordeste. O episódio se torna único, porém, quando passa pelas mãos de um artesão da palavra e ganha sentido, personalidade e uma carga de sentido dada por um jornalista, romancista ou poeta.


De volta às redações, as teclas não param um minuto. Nem as risadas e conversas paralelas. Estamos num celeiro de criação, não numa zona industrial. O clima é informal e o talento não se mede pelas roupas ou discrição. Os mais aplaudidos são pessoas normais, como eu o você, não há segredo escondido. Não existe perfeição – uma vírgula pode muito bem faltar no texto daquele famoso – e o trabalho em equipe, lendo e relendo o que todos fizemos, transforma o impresso em algo melhor acabado.


E a vida está lá fora, sorridente e mudando o destino a cada segundo, continuando a trilhar seu caminho, exigindo uma paixão árdua daqueles que trabalham com ela. E não é fácil ser feliz sempre, ter as melhores palavras na ponta da língua ou o olhar necessário pra vislumbrar alguma novidade. Por isso tudo é que, talvez, a profissão seja apenas um constante querer ver, ouvir e sentir. Se nos tiram isso, perdemos a razão de existir.





Este blog é tri legal

3 07 2009

ganhei mais um “uhuuu”. Foi da lindinha Monique.

selo-coisas-frageis

As regras são:
1º Citar 5 características suas:
crítica, preguiçosa, amigável, calma e apaixonada (uii habibiii ya nour el aeinn)

2- Citar 5 desejos que possui:

fazer o Hajj, voltar um dia pro Egito com muita grana para torrar com besteiras, ter dois filhos, escrever um livro e, por fim e mais urgente, sair do cheque especial.

3 – Indicar algumas amigas para receber o selinho:

Desta vez vai pra:

Gori

A nova marroquina (eheheeh)

Teresa no seu novo blog sobre o Egito (iupiii mais uma!!)

Nadir, a perfeccionista





Twittando – como usar o twitter?

3 07 2009

*pra mudar de assunto um pouco*

Eu sou aficcionada por tecnologias da internet. Desde quando naqueles longínquos 1992/1993 meu pai falou pra mim: “Filha, você já usou o computador, tem uma coisa lá que chama internet!”

Eu naquele tempo nem dei bola para aquilo. Ficar sentada ali? Coisa chata vendo uma tela com coisas escritas. Até que meu pai falou de novo: “Filha, usa o computador, tem até um programa lá dentro que você bate-papo com pessoas do mundo todo”. Páraaaaa tudo! O quê, bater papo, como assim?

Fui e sentei em frente ao bichinho. E  nunca mais saí. Aí foi tempo de ICQ, bate-papo do UOL, fazer site em HTML (já mostrei a obra-prima pra vcs aqui), ter aqueles álbuns online (até esqueci o nome daquele site), MSN, Google, orkut, skype (importantíssimo, pois conheci meu marido por meio dele), blogger (que acho ultrapassado, apesar de vocês gostarem :-p), wordpress, Facebook e, por fim, o Twitter.

Nem sempre a gente entende uma tecnologia destas logo de cara. E o negócio pode começar com uma marola, mas de repente estar em tudo quanto é canto. Ou pode ser que façam a maior propaganda, mas a tecnologia nunca se tornar um sucesso – alguém por acaso chegou a usar aquele Second Life? Eu confesso que achei que o Twitter não ia pegar. Fiz minha conta em março de 2008 e escrevi “Não tem ninguém nisso aqui”. Abandonei, óbvio.

Mas as coisas mudaram. De uns meses para cá toda hora uma notícia fala do tal to Twitter. Aí me empolguei, ativei no blog, fiz duas contas e tentei usar o negócio de uma forma melhor. Mas ainda não conhecia a real função dele. Desencanei dias depois, pois o volume de coisas que eu recebia era demais, e não estava dando conta de fazer o blog, responder coisa no orkut, usar o msn e ainda ficar mantendo dois Twitters. Parei com tudo, o Orkut meio que desativei e saí do twitter.

Com as eleições do Irã, o movimento Fora Sarney, as pérolas do Ashton Kutcher, voltei apenas com uma conta e fui me informar melhor sobre o que é twittar. E descobri que é muito legal, pois o twitter não é uma rede social como outras, mas sim rede de informações. Ou seja, não vou seguir quem fica falando coisas do tipo “humm acordei e tomei café” ou “to indo tomar banho, tchau”. Nãooo, lá dá pra seguir o New York Times, colunistas que eu gosto, Bluebus, DailyNewsEgypt, e receber coisas que me interessam em frases curtas e links.

O Twitter também, como dizem muitos, já está matando a “era” dos blogs. Porque só vai sobrar nos blogs quem realmente tem algo a dizer. Para que ficar gastanto parágrafos e parágrafos num blog, quando você não tem assunto, se os 140 caracteres do Twitter são mais que suficientes?

Assim, aos poucos estou descobrindo as maravilhas do Twitter, e tentando ter um perfil um pouco mais atraente. Mas como lá eu misturo coisa do trabalho, pessoal e do Egito, não tem como fazer algo que seja pura informação. Então, enquanto isso, eu mais sigo pessoas do que falo, pois pela etiqueta do Twitter a gente deve só falar quando realmente tem algum assunto legal. Esto aprendendo, se alguém quiser me seguir por lá também fique à vontade, http://twitter.com/marinafaleiros .

Aqui algumas dicas que tirei do G1 e adaptei para quem está conhecendo a ferramenta:

- Que é isso de Twitter, nem sei como entra.

Não se assuste, no começo parece complicado demais, porém você pega o jeito quanto entender os comandos!! Vai aqui ó http://twitter.com/login e faz seu cadastro, fácil. Depois você pode começar a procurar seus amigos pelo e-mail ou ir nas buscas. Quando quiser ver o que alguém escreve, você clica no “follow”, e vai passar a ver na sua “home” tudo que seus “following” estão falando.  Eu recomendo instalar no Firefox o “TwitterFox”, assim não fica dentro do site e organiza melhor suas coisas.

- Como enviar mensagens diretas para outros usuários?

Devem digitar a letra “D” + o nome de usuário do destinatário + o texto com a mensagem em questão. Assim, uma mensagem privada é enviada e salva em arquivo, separadamente na página do destinatário, e somente ele poderá acessá-la.

– Como responder para outros usuários?
Ao usar o símbolo “@” (at, em inglês) junto ao nome do destinatário + a mensagem, o internauta responde um tweet diretamente para outra pessoa, ao mesmo tempo em que permite salvar a mensagem na janela de respostas (”replies”).

Por exemplo: “@fulano obrigada pela mensagem de parabéns!“. Quando já há um “tweet” (mensagem) na página deixado por determinado contato, o usuário pode clicar na setinha localizada ao lado da mensagem – abaixo da estrela – para respondê-la. Aí aparecerá automaticamente o @nomedodestinatário da mensagem.

Para fazer buscas no Twitter, basta clicar em “search” na barra inferior do site. Assim, o usuário é direcionado para a ferramenta de buscas do próprio serviço de microblog, no endereço search.twitter.com.

Para buscas avançadas, vale clicar em “Advanced Search” no próprio Twitter Search.

Já para encontrar amigos no Twitter, o internauta deve clicar em “Find People” na barra superior do site e digitar o nome da pessoa que procura.

- O que é RT?
RT é a sigla para o “re-tweet”, bastante usado pelos twitteiros, que permite que o usuário envie uma mensagem recebida anteriormente para todos os seus seguidores. Para isso, basta escrever RT @nomedousuário e copiar o texto recebido.





Fifa pune Brasil, com medo dos muçulmanos

2 07 2009

Vou só postar o começo da reportagem que li no Yahoo:

A comemoração do Brasil pelo título da Copa das Confederações, na África do Sul, e o comportamento dos jogadores após a vitória sobre os Estados Unidos causaram polêmica na Europa. A queixa é de que a seleção estaria usando o futebol como palco para a religião. A Fifa confirmou à Agência Estado que mandou um alerta à CBF pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final.

Ao final do jogo contra os EUA, os jogadores da seleção brasileira fizeram uma roda no centro do campo e rezaram. A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme. Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer.

Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes da Europa. Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir o Brasil.

****

Ou seja, o problema não são os brasileiros rezarem em campo, mas sim os muçulmanos, que podem repetir tal gesto? Achei isso o cúmulo do preconceito, racismo e falta de direitos. Mas como é relacionado a africanos e muçulmanos tudo bem, o mundo Ocidental entende e apóia, porque estão “salvando” os pobres coitados da opressão, devem achar.Até quando os muçulmanos serão pressionados a deixarem sua fé, por medidas tão maliciosas como essa ou até mesmo guerras (ex. Ghaza)?

A atitude dos brasileiros, apesar de eu não ser cristã, achei muito bonita, pois é sempre bom ver as pessoas agradecendo a Deus por uma conquista.





A diferença da burka e o niqab

1 07 2009

Para informar melhor, nada melhor do que ver:

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Esta é a Halima!! A brasileira do post anterior

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Uma brasileira de burka (niqab, na verdade, né?)

30 06 2009

O título está errado, de propósito. Para mostrar como às vezes confundimos as coisas e julgamos tudo como igual sem fazer idéia do que seja e do que algo tão simples pode representar para uma pessoa. Semana passada o presidente da França, Sarkozy, disse que a burka – também se referindo aos niqabs, porque duvido que alguém use burca na França – é um símbolo de repressão à mulher e que não deve ser aceito no país. Peraí?

Liberdade não é cada um escolher o que quer, como quiser? Não foi lá que houve a tal chamada Revolução Francesa, justamente defendendo esta palavrinha “LIBERDADE” e até hoje estudada em tudo quanto é livro escolar. Acho que liberdade vai além, não é só ditar como sendo permitido o que é comum, assim como restringir quem quer ser diferente.

Infelizmente, não existe liberdade real em nenhum lugar do mundo. Todos te julgam pelo olhar da cultura dele e como acham que todos deveriam ser. E assim é com o niqab – ou a burca. Para os ocidentais, é incocebível alguém se cobrir por vontade própria. Para muitos muçulmanos, é ao contrário, incocebível um homem de família deixar sua esposa, mulher ou filha andar descoberta e estar sujeita a olhares. Como unir dois mundos? Será um dia isso possível?

Para quebrar o mito de que a burka/niqab é coisa apenas de mulher reprimida, conheça antes uma mulher de niqab. Apresento a vocês a Halima, brasileira, casada com brasileiro, que vive hoje no Egito e usa niqab por livre e espoentânea vontade. Confiram a entrevista que fiz com ela logo abaixo (as respostas estão sem acentos pois o teclado é árabe):

1 – Niqab e burca é a mesma coisa? Porque algumas mulheres optam por esconder o rosto completamente ao invés de só usar o hijab?

Niqab e uma peca unica pequena que envolve apenas o rosto, sem que a abaya (roupa islamica) prescise ser retirada quando desejar tirar o niqab estando na presenca apenas de mulheres ou familia. Ja a Burca e uma peca unica que envolve todo o corpo, da cabeca aos pes.

O Niqab esta na sunnah [tradicao do Profeta (saws)] atravez de ditos das proprias esposas, especialmente Aisha (ra) onde certa vez narrou: o Profeta (saws) costumava rezar a fajr e algumas das mulheres crentes cobriam-se com seus véus para rezarem com ele e então elas voltavam para seus lares irreconhecíveis a fonte esta em Sahih Al-Bukhari Volume 1, livro 8, hadice 368, e esta descrito no Al Corao “e quando você pede as mulheres deles por alguma coisa peça a elas por detrás de uma tela, isso é mais puro para o seu coração e para o coração delas.” (Surata Al ahzab: 53).” Alguns sabios dizem que esta ordem e dada para as mulheres de toda Ummah (nacao islamica) ja outros sabios dizem que foi apenas para as esposas do Profeta (saws).

Na minha opiniao, o Niqab nao e obrigatorio, porem dependendo do pais e a situacao onde estiver e necessario para evitar fitna (intrigas) assim como na epoca do Profeta (saws). Ja algumas irmas usam por entenderem como uma obrigacao.

2 – Uma mulher que usa niqab é mais religiosa que uma que não o usa?

Allahu 3allam (so Deus sabe), assim como pode existir hipocresia entre homens que usam uma longa barba ou uma irma que use hijab correto, pode existir a hipocresia entre aquelas que usam niqab tambem, eu nao posso julgar, e na verdade ninguem pode, so Allah, mas o niqab, pelo menos no meu entendimento, nos faz ter mais temencia em Allah com atitudes do dia a dia.

3 – Você é brasileira e convertida e optou por usar o niqab. Foi difícil esta decisão e porque a tomou?

Na verdade tinha vontade de usar o niqab quando estava no Brasil, mas nunca tive coragem, pois como podemos imaginar, deve ser muito complicado usar por la, pois infelismente ainda existe muito preconceito e deturpacao para com o Islam e os muculmanos. Mas ja previa que quando colocasse meus pes na Siria, (primeiro pais estrangeiro onde morei) sentiria um desejo enorme de vestir o Niqab, pois eu nao seria uma estranha por isso. Mas por que tomei essa decisao? Primeiramente por que prescisava melhorar muito em minhas atitudes como muculmana, e sabia que com a responsabilidade de usar o Niqab isso viria naturalmente, segundo que num pais como a Siria e o Egito sinto que e muito necessario, pois sendo uma estrangeira ocidental muculmana passaria por alguns ascedios, e antes de usar realmente foi isso infelismente o que aconteceu.

4 – Acha que no Brasil será fácil usar o niqab também? Terá de se resguardar mais?

Com certeza nao sera facil, mas procuro nao pensar nisso agora, porem caso eu nao consiga “aguentar o tranco”, nao vou me sentir culpada por tira-lo, pois Allah sabe melhor de nossas intencoes. Realmente e muito complicado se “resguardar mais” num pais como o Brasil, por exemplo, na Siria, quando eu ia fazer compras sozinha sentia um pouco de dificuldades em ser atendida, pois alguns por muita temencia em Allah evitava o maximo em me atender! Parece estranho ne? mas muitos alem de nao me olhar nos olhos, evitavam me atender! rsrs Alem disso o ideal e que uma “munaqaba” (termo usado para uma mulher que usa niqab), recate o olhar ainda mais do que com o hijab, (pois os olhos chamam muita atencao), alem de baixar o tom de voz. Como fazer isso no Brasil sem que achem que somos oprimidas? Fora o problema da dawah (divulgacao do Islam), sinceramente nao consigo imaginar uma pessoa me perguntando sobre o Islam enquanto uso niqab, claro que isso assusta para quem nao esta acostumado. E como pretendo trabalhar com a Dawah no Brasil nao sei se sera possivel, sinceramente. Que Allah facilite em minha decisao.

Em paises da America do Norte e Europa, podemos ver munaqabat (mulheres de niqab) com facilidade, porem isso nao significa que elas nao encontrem dificuldades e preconceito. Por exemplo, ao entrar em um orgao do governo, ou ate mesmo num banco e presciso passar pelo constrangimento de ter de tira-lo na frente de todos.

5 – Eu já conheci mulheres que usam niqab e com certeza você conhece outras tantas. É comum a mulher ser obrigada a usa-lo ou isso geralmente parte de vontade própria dela?

Calro que isso acontece, assim como por exemplo as mulheres do Afeganistao com o regime Taliban sao obrigadas a vestirem as burcas, deve existir muitos irmaos ignorantes que obrigam suas mulheres, filhas e irmas a usarem o niqab, e que Allah tenha misericordia desses. Mas Alhamdollillah (gracas a Deus) existem muitas que usam por vontade propria, porem muitas as vezes sofrem o preconceito pela propria familia pela sua decisao.

6 – O que você acha do discurso do presidente francês Sarkozy sobre o tema, propondo uma lei para banir o niqab na Europa, pois é algo que reduz a mulher?

Bom, meu comentario sobre qualquer decisao que o Sarkozy toma perante a Ummah (nacao islamica), e de que Allah tenha muita misericordia dele. Nao sei se tem a ver fazer esse comentario ja que estamos falando sobre outro assunto, mas infelismente muitos irmaos estao sendo deportados aqui no Egito pelo simples fato de serem franceses!!! Ou seja, o proprio Sarkozy pediu ao governo egipcio para que deportem esses irmaos para que nao adiquiram conhecimento na religiao, isso nao e muita ignorancia?

7 – Como você se sente ao usar niqab? É uma mulher completa?

Me acostumei em usar o niqab, assim como estava acostumada em usar apenas o hijab no Brasil, no inicio tinha uma especie de medo em cada passo que dava, pois o niqab ao meu ver e uma grande responsabilidade. Hoje sou uma mulher completa por que Alhamdollillah sou convicta da minha adoracao em Deus unico e em obedece-Lo, alem de estar muito bem casada com um brasileiro muculmano convertido tambem, que me apoia, me ama, me respeita, me aconcelha em todas as decisoes que eu tomo, inclusive quando tomei a decisao de usar o niqab.

8 – Muita gente adora dizer que o niqab é ruim pois é negro e no verão a mulher sofre muito com ele. Você passa calor desta forma ou existem tecidos próprios para o verão?

Calor passa um pouco sim, alias no verao damasceno e com os 40 graus que esta fazendo no Cairo passa muito!!! rsrs, mas e questao de se acostumar, costumo dizer que o inferno e mais quente, entao se isso estiver trazendo algum beneficio pra mim, com certeza sera o beneficio da vida alem tumulo, inshallah!! (Se Deus assim quiser).
Existem tecidos muito frescos que infelismente nao sei o nome, e infelismente nao tem no Brasil, mas os niqab sauditas sao os mais frescos.
Aqui no Egito encontramos muita variedade de cores e estilos, o que torna o niqab “mais leve” aos olhos daqueles que possam achar ruim ou feio.

9 – Por fim, se quiser deixar mais alguma mensgem sobre o niqab, fique à vontade para fazê-lo.

Sobre o niqab ou so sobre o hijab, vou deixar aqui um versiculo do Qur’an com as palavras de Allah que e Quem merece todos os louvores e com certeza Ele fala a verdade.

“Oh Profeta! Fale para suas esposas e suas filhas e às mulheres dos crentes que se encubram em suas capas (jalabib, jelbab). Isso é mais adequado para que sejam reconhecidas e não sejam molestadas. E Allah é Perdoador, Misericordioso”. 33:59





Alguém já fez carta convite?

29 06 2009

Pessoal, estou abrindo o blog pra fazer uma pergunta meio que pessoal, se alguém souber me avisa, por favor!!!

Tenho que enviar uma carta convite para embaixada do Egito semana que vem e o cartório quer me cobrar míseros 243,36 reais para fazer tal coisa (wowwwwwwwowowowowwowow).

É, alguém já fez esse negócio e precisou gastar tudo isso? Tem outra forma??

Obrigada se alguém souber!





FAQ – Perguntas sobre o Egito

29 06 2009

Vocês sabem o que é um FAQ? É Frequently Asked Questions… ou seja, a lista de perguntas perguntas frequentes que toda empresa publica em seu site, geralmente. Pois então, eu já fiz post sobre tudo quanto é assunto aqui no blog e tenho tentado me dedicar aos e-mails que recebo, porém comecei a notar que há 8 meses tenho que responder quase todo dia as mesmas perguntas. Eu adoro fazer o blog e compartilhar tudo com vocês sobre esta experiência de amar uma pessoa de longe, conhecer uma cultura diferente e morar num país muçulmano.

Mas é preciso bom senso. Desculpem-me os que chegaram agora, mas eu não vou mais responder as mesmas coisas e acho que este post vai servir de guia para as novatas eehhehe Amooo ajudar, responder e bater bapo, mas tive que tomar algumas medidas na minha vida para ter mais tempo para mim, ou fecharia o blog de um vez. Podem deixar comentários aqui que eu respondo também ;-) Não precisa deixar seu nome verdadeiro, e o e-mail não é publicado, então fica trnaquila que sua privacidade é preservada.

Agora, vamos ao FAQ:

1 – Conheci um muçulmano na internet e ele quer se casar comigo? O que eu faço?

R. Não sei, a vida é sua! eheehe Mas é verdade, a decisão de se casar com alguém tem de ser pessoal e não adianta ficar pedindo conselho para este tipo de coisa. A única coisa que eu sempre digo é:

- conheça a família dele e entenda se todos estão de acordo (não aceite desculpas de que eles não falam inglês, mãe doente, pai louco, irmão acidentado ou acidente de carro). Pode ser que a família dele não aceite, então aí vc tem que ver se o amor vai ser forte o suficiente para ele ir contra os pais.
- se ele não tem boas condições de vida pra te sustentar sem que vc trabalhe, pense bem se ele está casando com vc ou com a oportunidade de vida que vc representa.
- se ele pedir dinheiro, saia correndo. Homem muçulmano sério jamais pede dinheiro para esposa, sob nenhuma hipótese (existem as mais diversas desculpas para pedido de dinheiro, como o que ele será preso se não pagar uma dívida ou a mãe está morrendo de precisa de tais remédios)
- se ele é muçulmano, vc tem que exigir seu dote (pode ser algo simples de ouro, mas peça!!) e casar legalmente. Nada de contratos sem envolver governos e embaixadas.

2 – Meu namorado é muçulmano e não sei se quero me casar com ele. Posso ir para o Egito passar férias e só lá me decidir? Tem Motel no Egito?

R. Se você não sabe se quer se casar com ele, tem que pelo menos querer noivar. Namorar por namorar vai ser só perda de tempo sua, pois ficar falando de intimidade sem intuito de casamento com um muçulmano só significa que ele está te usando de passatempo. No Egito vc não pode namorar como no Brasil, nem ficar junto com a pessoa num hotel se não tiver o papel do casamento. Motel nem pensar né?

3 – Meu egípcio quer vir para o Brasil, como faço pra ele ter o visto?

R. Ele precisa ir na embaixada do Brasil no Cairo. Olha o site deles: http://www.brazilembcairo.org/ . Segundo os últimos relatos de brasileiras que recebi, a embaixada está bem exigente para dar visto para egípcios com intuito de casamento no Brasil. Até mesmo os casados no Egito tem problemas para vir, pedem carta do emprego, conta bancária com uma boa quantidade de dinheiro, além de uma carta convite feita em cartório.

4 – Como eu faço para ir para o Egito? Posso ir sozinha?

R. Não existe vôo direto do Brasil para o Cairo, você precisa fazer conexão na Europa. A viagem demora um pouco mas nada muito difícil. Você pode ir sozinha e vai sair bem mais barato do que ir com excursão, mas é bom planejar tudo bem certinho. Os egípcios são muito legais e adoram ajudar, só tome cuidado porque onde tem muito turista, tem gente tentando tomar dinheiro deles.

5 – Meu namorado é muçulmano e tenho medo de casar com ele. Ele vai me obrigar que eu me converta?

R. Muçulmanos podem se casar com cristãs e judias e ninguém pode obrigar uma pessoa a se converter. Claro que tem famílias que não seguem a religião direito e são preconceituosas, muitas vezes levando a uma conversão forçada da mulher. Tente entender bem se a família dele aceita sua religião e como vai ser depois de casada, para não sofrer. Também soube de brasileiras que, chegando lá, foram proibidas de dizer que eram cristãs pelos maridos, que tinham vergonha. Mas também conheço gente que foi e como tudo foi bem esclarecido antes, ela manteve a religião anterior.

Medo? Se você tem medo, é porque não conhece bem a pessoa e, provavelmente, precisa conversar mais e conhecer ele melhor para se decidir antes de casar. Somente quando a relação é transparente que o casamento intercultural ocorre de maneira tranquila.

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Mais alguma pergunta??? ehehehe depois vou adicionando aqui, quando lembrar…